segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Estudo Bíblico (3) - Jesus, a Sós com Deus

João 17

Nos dois estudos anteriores, aprendemos:

ð Que em Marcos 1.35, passagem da vida intima de Jesus com Deus, Jesus tinha: 1º) Um momento especial, mesmo que tivesse que custar alguma coisa também especial; 2º) Um lugar onde pudesse estar realmente as sós; e 3º) Um diálogo com qualidade.

ð Que no Evangelho Segundo Lucas há uma ênfase na vida devocional de Jesus e que o evangelho faz dez citações a respeito da vida de oração e meditação de Jesus. Estas citações mostram as várias situações em que Jesus orou. 1º) Temos as citações dos momentos particulares de orações de Jesus; 2º) Temos as citações de momentos de orações em público feitas por Jesus; e 3º) Temos as citações daqueles momentos de oração em meio a crises.

Nosso estudo de hoje e em João 17. Este capítulo tem sido aclamado como a passagem espiritual mais sublime do quarto Evangelho. É chamado de “A oração sacerdotal de Jesus”. Sacerdotal porque o sacerdote era o homem que intercedia a Deus pelo povo, e nesta oração Jesus está intercedendoRm 8.34; Hb 7.20-28.

Nesta oração Jesus faz uma tríplice intercessão: 1º) Por Ele mesmo – 17.1-5 – Lição: Jesus sabia quem era por isso sua oração era simples; 2º) Pelos seus Discípulos –  17.6-19 – Lição: Jesus sabia por quem e porque estava orando, por isso sua oração era específica e; 3º) Pelos que haveriam de crer depois – 17.20-26 – Lição: Jesus sabia que Deus estava no controle, por isso sua oração era com confiança.

I. Jesus orou por ele mesmo – 17.1-5
Ele sabia quem era, por isso sua oração era simples.

Jesus após informar aos seus discípulos o que o esperava e de mais uma vez levá-los a dar uma profissão de fé, anima-os a ter paz em meio às aflições – Jo 16.25-33. Neste contexto emocionante de expectativa, Jesus começa a orar, ou seja, a interceder diante de Deus:

1. v.1 – Jesus sabia quem era, Filho de Deus. Ele começa sua oração dizendo: Pai. Sem nenhuma arrogância ele declarou ser Filho de Deus muitas vezes em seu ministério: cf. Jo 5.17, 20; 8.18, 29; 10.30; 16.32; 20.17.

Todo crente sabe que é filho de DeusJo 1.12; Ef 3.14, 15; 4.1-6; Gl 4.4-6.

2. v.2 – Jesus sabia qual era o seu ministério – a fim de que conceda a vida eterna. Mas, sabia também, que este ministério fora dado pelo Pai – como lhe conferiste. Tudo o que o crente tem e é vem de Deus – Rm 12.36.

3. v.3Jesus sabia que conhecer o Pai verdadeiro era a vida eterna. Esse conhecer indica o conhecimento abstrato e também a aceitação, a fé, o amor e a obediência, não só ao Pai, mas ao Filho também – cf. Jo 14.7, 9; 16.3; 17.25; 1Jo 2.3-6, 13-14; 3.1, 6; 4.7, 8; 5.20. Todo crente deve ter isso como segurança da salvação.

4. v.4Jesus sabia o que tinha feito. Todo crente deve estar ciente de sua responsabilidade diante de Deus – cf. Hb 10.25; 13.1-9, 15-17.

5. v.5Jesus sabia o que ia lhe acontecer após a morte. Todo crente deve ter a certeza do que vai lhe acontecer após a morte – cf. Hb 9.27; Jo 6.47.

II. Jesus Orou Pelos seus Discípulos – 17.6-19
Jesus sabia por quem e porque estava orando, por isso sua oração era específica

1. Jesus sabia por quem estava orando – os discípulos eleitos pelo Pai

v.6-7fala da eleiçãoJo 6.37-40, 44.

v.8 – ...transmitido as palavras que me deste... – palavras que ficariam registradas nos Evangelhos e seriam explicadas nas cartas.

v.9Jesus conhecia bem por quem estava orando – “É por eles... por aqueles que me deste...”.

2. Jesus sabia porque estava orando

vv.11-12guarda-os em teu nome, para que eles sejam um! Filho da perdição?

v.13Jesus queria que os seus discípulos tivessem alegria completa!

v.14Porque o mundo odeia o crente? Princípio da reforma: Somente a Escritura!

vv.15-16Não para sair do mundo, mas para guardar do mal!

v.17Santificação pela palavra!

ð Na conversão – a fé vem pelo ouvir – Rm 10.17.
ð Na vida cristã normal1Ts 5.23.
ð Na glorificação1Ts 2.12; 3.12, 13; 4.13-18.

vv.18-19Jesus ora pela nossa missão!

II. Jesus orou pelos que haveriam de crer depois – 17.20-26
Jesus cabia que Deus estava no controle, por isso sua oração era com confiança.

1. v.20 – “... mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra”. Jesus tinha certeza que muitos se converteriam.

ð Jesus deixou claro que muitos creriam nele depois de seu sacrifício na cruz – cf. Jo 10.16; 11.51, 52; Ef 2.11-22; 1Pe 2.25.

ð Jesus deixou claro, aqui, que o conhecimento e a fé para a salvação vem pela Palavra de Deus – cf. Jo 5.24; Rm 1.16; 1Tm 1.15; Hb 4.12.

2. vv.21-23a fim de que todos sejam um...” – Jesus tinha certeza que se fosse pela Palavra a conversão, haveria unidade espiritual em os crentes – cf. 1Co 12.13; Ef 2.19; 4.3-16; 2Co 1.11; Hb 10.25.

3. v.24 – “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste...” – Jesus respeitava a soberania do Pai, apesar de saber a sua vontade – cf. Jo 12.16; 14.3.

4. v.25a – “Pai justo, o mundo não te conheceu...” – Jesus termina sua oração expressando sua confiança nos atributos divinos (justiça) que o separam do mundoHb 7.26.

5. vv.25b, 26 – “...eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste... a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.” – Conhecer Deus pela fé real em Cristo traz consigo o privilégio de ter Deus como Pai e sentir o seu amor – cf. Rm 8.15-17; Gl 4.6, 7; Jo 14.23; 1Co 3.16, 17; 6.17-20.

Conclusão – Três lições importantes para nossa vida cristã de oração:

1º) Assim como Jesus nós sabemos quem somos, por isso devemos ser nos mesmos em nossas orações.

2º) Assim como Jesus devemos saber por que e por quem estamos orando, para não façamos vãs orações.

3º) Assim como Jesus devemos crer que Deus responde as nossas orações com sim, não ou espere.

Pr. Walter Almeida Jr.

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