domingo, 20 de julho de 2014

Revelação e Inspiração

Hebreus 4.12-16

No estudo anterior vimos:

ü  O que significa a palavra Bíblia;
ü  Como ela foi preparada, em quanto tempo e sobre os seus escritores;
ü  Sobre os seus dois testamentos (AT e NT) e suas línguas originais (Hb, Gr e Ar);
ü  E sobre o propósito redentor de Deus que foi revelado nas Escrituras, em seus cinco temas recorrentes que são constantemente enfatizados: 1) a natureza de Deus; 2) a maldição do pecado e da desobediência; 3) a bênção sobre a fé e a obediência; 4) o Senhor Salvador e o sacrifício pelo pecado e; 5) o reino vindouro e sua glória.

Hoje, vamos estudar como Deus se fez conhecer e como ele usou os homens para escreverem sua revelação final, a Bíblia Sagrada.

I. Como Deus se fez conhecer – revelação

Tudo o que sabemos de Deus, e o que sabemos do nosso passado, presente e futuro, sabemos porque Deus nos fez conhecer. Ele veio a nós e se manifestou, se fez conhecer, tanto direta quanto indiretamente.[1]

1. Revelação geral ou indireta de Deus“Revelação é o ato de Deus comunicar a sua existência e a sua vontade aos homens”.[2] Deus se fez conhecer, por iniciativa própria, ao homem, indiretamente das seguintes maneiras: a) Através das obras da criação – Sl 19.1-4; Rm 1.20; b) Através do senso de moralidade na consciência dos homens e sua intuição religiosa – Rm 2.14, 15; At 17.22-31; e c) Através da história da humanidade – Et 4.14; Ed 1.2; Rm 9.17.

2. Revelação especial ou direta de Deus – De modo especial e com absoluta clareza, Deus se fez conhecer por meio da sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Então, “a mais completa e inteligível autorevelação foi por meio das proposições das Escrituras – 1Co 2.6-16; 2Tm 3.16. A Palavra revelada e escrita de Deus é única no sentido de que é a única revelação de Deus que é completa e que tão claramente declara a pecaminosidade humana e a provisão de Deus de um Salvador.”[3]

Salmo 19.7-11 acf – A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

II. Como Deus usou os homens – inspiração

Inspiração é a supervisão de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de maneira tal que eles redigiram e registraram sem erro a sua Palavra à humanidade. Portanto, afirmar que a Bíblia é a Palavra de Deus não é simplesmente uma forma de expressão, mas um testemunho literal do que a própria Bíblia diz de si mesma – 2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21; Ef 6.17; Hb 4.12.

Os escritores, tanto do AT como do NT afirmam que Deus mostrou a eles o que deveriam escrever, por exemplo: JeremiasJr 1.5-9; 30.2; Êx 17.14; Paulo1Co 2.10-13; JoãoAp 1.11; 21.5.

Jesus confiava na Escritura e seu ministério foi pautado nela – Jo 7.38; Mt 22.29; Jo 10.35; Lc 4.31. Ele usou as Escrituras em seu ministério (Jo 5.39), no combate aos falsos ensinos (Mt 5.31, 32; Mc 7.9-13), para fortalecer os seus apóstolos (Mt 26.54), para abençoar os seus discípulos (Jo 17.17) e para combater o inimigo (Mt 4.4; 7, 10).

Concluindo

Quero terminar nosso estudo de hoje afirmando que, a Bíblia não e um livro de ciências ou de história, mas simplesmente o livro de Deus para humanidade. Seu objetivo é mostrar quem Deus é, quem os homens são e o que Deus quer que os homens sejam por meio de Jesus Cristo. (cf. Hb 1.1-3; 4.12-16)

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira – 18/07/14



[1] Lição Examinai as Escrituras, Editora Cristã Evangélica, 2013, Lição 2, p. 12.
[2] Casimiro, Arival Dias. Revista Exposição Bíblica – Estudos Expositivos na Carta aos Hebreus, Z3 Editora, 2013, 1ª Lição, p. 7.
[3] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. xvi.

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