domingo, 3 de março de 2013

Oração, louvor e quebrantamento


Salmo 119.169-176

Em nosso penúltimo estudo do Salmo 119, vimos a vigésima primeira estrofe, 119.161-168, que começa com a vigésima primeira letra do alfabeto hebraico Sin ou Shin que significa dente. Esta letra era usada para indicar o numeral 300 e é transliterada em português pela letra S e também pelo som composto pela combinação das letras Sh. Nosso tema foi: Coração fiel, vida fiel e observância fiel.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é a vigésima segunda que também é a última, 119.161-168, que começa com a vigésima segunda letra do alfabeto hebraico Tau que significa marco. Esta letra era usada para indicar o numeral 400 e é transliterada em português pela letra T quando acompanhada de uma notação vocálica chamada daguesh, e também pelo som composto pela combinação das letras th quando sozinha.

Nosso tema de hoje é oração, louvor e quebrantamento.

Em síntese, essa estrofe, trata a cada dois versos o seguinte: os “vv.169, 170 são orações em que o salmista pede para ser ouvido e para que o Senhor aja conforme a sua Palavra; os vv.171, 172 são orações pedindo receptividade a Palavra ensinada e reconhecida pelo que ela é; os vv.173, 174 pedem e anseiam por ação divina com base na reação já demonstrada diante da Palavra e; os vv.175, 176 enfocam necessidades pessoais, a sensação das forças se esgotando e a tendência a se desgarrar”[1]. Mas, mostra o caminho para a vitalidade e renovação das forças na Palavra de Deus.

I. Oração – pedindo para ser ouvido e por uma ação divina

1. v.169a – Chegue a ti, SENHOR, a minha súplica...

2. v.170a – Chegue a minha petição à tua presença...

3. v.173a – Venha a tua mão socorrer-me... 

4. v.175b – ... ajudem-me os teus juízos.

5. v.176b – ... procura o teu servo...

II. Louvor – bendizendo com base na Escritura ensinada pelo Senhor

1. v.171 – Profiram louvor os meus lábios, pois me ensinas os teus decretos.

2. v.172 – A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça.

3. v.175a – Viva a minha alma para louvar-te...

III. Quebrantamento – reconhecimento da necessidade da graça de Deus

1. v.169b – ... dá-me entendimento, segundo a tua palavra.

2. v.170b – ... livra-me segundo a tua palavra.

3. v.173b – ... pois escolhi os teus preceitos.

4. v.174 – Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer.

5. v.175b – ... ajudem-me os teus juízos.

6. v.176 – Ando errante como ovelha desgarrada; procura o teu servo, pois não me esqueço dos teus mandamentos.

Concluindo

Na oração nos achegamos ao Senhor e no louvor o engrandecemos e damos graças. O quebrantamento vem dessa aproximação e adoração ao Senhor, com base em sua Palavra, onde reconhecemos quem somos, confessamos nossos pecados e recebemos força para continuar a jornada da fé na busca da excelência da vida na perfeição da Palavra de Deus.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 03/03/2013



[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 864.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Quatro lições importantes sobre a oração


João 14.12-15

Orar é falar com Deus e ouvir a sua voz, isto é, é um diálogo com o Pai Celestial. A regra áurea nesse assunto é: Quando oramos falamos com Deus, quando lemos a Bíblia Deus fala conosco.

No contexto, aqui, Jesus conforta os seus discípulos motivando-os para a prática da oração. Ele sabia que o melhor remédio para o coração deles, que estava ansioso, preocupado e atribulado, seria a oração. E isso é verdade ainda hoje. O apostolo Paulo em sua carta aos filipenses escreveu: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. (Fp 4.6)

Nesses quatro versículos Jesus ensina quatro lições importantes aos seus discípulos sobre a oração: 1ª) a motivação da oração; 2ª) a maneira de orar; 3ª) o propósito da oração e; 4ª) a companheira da oração.

I. A motivação da oração – v.12

1. Fé – Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim... (v.12a)

2. A obra de Deus – ... fará também as obras que eu faço... (v.12b)

3. Obras maiores para Deus – ... e outras maiores fará... (v.12c)

4. Jesus glorificado – ... porque eu vou para junto do Pai. (v.12d)

II. A maneira de orar – v.13

Não basta orar, é preciso orar corretamente em cada situação!
Aqui no texto e no contexto do ensino de Jesus, ele fala sobre a oração de petição:

1. Orar é pedir – E tudo quanto pedirdes... (v.13a) “Pedir requer humildade, submissão e dependência de Deus”[1]. Aqui, Jesus não limita os pedidos, antes da liberdade aos discípulos – ... tudo quanto...

2. Orar é pedir em nome de Jesus – ... em meu nome... (v.13b)

3. Orar é pedir com certeza de que será atendido – ... isso farei... (v.13c)


III. O propósito da oração – v.13d, 14

1. Glorificar o Pai – ... a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. (v.13d)

Durante o seu ministério aqui na terra, Jesus, sempre buscou a glória do Pai em tudo que fez e ensinou – Jo 5.41; 7.18; 8.50, 54. Por isso quando estivermos orando devemos submeter os nosso desejos e pedidos ao propósito de glorificar a Deus – 1Co 10.31; 2Co 1.20.[2]

IV. A companheira da Oração – v.15

A obediência é a companheira da oração. Mas, o amor precede a obediência.

1. Porque amamos, obedecemos ao mandamento de orar sempre e nunca esmorecer.

2. Porque amamos, submetemos o nosso querer a vontade de Deus.

3. Porque amamos, obedeceremos a Deus qualquer que seja a resposta da oração.[3]

Concluindo

Ao nos dedicarmos a pratica da oração não devemos nos esquecer que “Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. (1Jo 5.14).

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 28/02/2013


[1] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 21.
[2] Ibid., p. 21.
[3] Ibid., p. 21.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O discipulador como pacificador


João 14.12-31

Em nosso estudo anterior vimos, em João 14.4-11, do contexto de afirmações, perguntas, pedidos e respostas, duas lições espirituais importantes: A Primeira lição vem da resposta à pergunta de Tomé: Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? (v.5). A segunda lição vem da resposta ao pedido de Filipe: Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. (v.8).
O nosso tema foi: Conduzindo pessoas ao conhecimento de Deus.

Hoje, em João 14.27-31, vamos estudar sobre o tema “o discipulador como pacificador”.

Mas, antes, vejamos os temas dos textos de 12 a 26, que para efeito didático podem ser divididos do seguinte modo: 1º) v.12-15Motivação para Orar; 2º) v.17-26Promessas Espirituais de Consoloa) v.16, 17 – ajuda espiritual; b) v.18, 19 – vida espiritual; c) v.20-24 – união espiritual e; d) v.25, 26 – direção espiritual.

Prosseguindo, no texto, temos o nosso assunto de hoje sobre o discipulador como pacificador. Para um discipulador ser um pacificador ele precisa da paz de Jesus, de amor genuíno por Jesus, de fé verdadeira em Jesus, estar completamente liberto do poder do inimigo e estar disposto a pagar o preço do discipulado.

1º) Um discipulador só poderá ser um pacificador se ele tiver em si mesmo a paz de Jesus – v.27

Jesus usa, aqui, a palavra shalon, a mesma que usou para saudar os discípulos após sua ressurreição – Jo 20.19, 20 e 26. Ela não significa a ausência de problemas, mas serenidade e tranquilidade em face das grandes dificuldades da vida. Shalon significa integridade, plenitude, saúde e prosperidade. Esta paz tem algumas características:[1] 

  • Ela é uma dádiva – v.27a.
  • Ela é exclusiva – v.27b.
  • Ela é inigualável – v.27c.
  • Ela é medicinal – v.27d.

2º) Um discipulador só poderá ser um pacificador se ele amar a Jesus de verdade – v.28
O tipo de amor a que Jesus se refere tem características singulares, as quais são:
  • Um amor exclusivo – Mt 6.24.
  • Um amor integral – Mt 22.34-40.

3º) Um discipulador só poderá ser um pacificador se ele crer em Jesus de verdade – v.29

Crer, aqui, é sinônimo de fé. Por isso a Bíblia deixa bem claro que sem fé é impossível agradar a Deus e a define como “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). Mas, a Bíblia também fala de alguns tipos de fé, que são:
  • Fé para a salvação – Rm 10.9, 10, 17; Jo 3.16.
  • Fé comum (perseverança) – Tt 1.4; Tg 1.2-4 Jd v.3
  • Fé (fidelidade) fruto do Espírito – Gl 5.22, 23.
  • Fé dom do Espírito Santo – 1Co 12.9.

4º) Um discipulador só poderá ser um pacificador se ele não tiver nem um laço com o inimigo – v.30.

O inimigo, Satanás, nada tem em comum com o Senhor Jesus, assim também não deverá ter nada em comum conosco – 2Co 6.14-7.1. A Escritura é clara em afirmar que o mundo inteiro jaz no maligno – 1 Jo 5.19. Um discípulo de Jesus é completamente liberto do poder do inimigo – 2 Co 4.6; 6.14; Ef 5.8-11; Cl 1.13.

5º) Um discipulador só poderá ser um pacificador se ele estiver disposto a pagar o preço do discipulado – v.31.

Jesus é o nosso exemplo máximo de abnegação “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.6-8).

Jesus deu o exemplo e fez um chamado – Mt 10.34-39; 16.24; Lc 14.25-27.

Concluindo

O discipulado é uma obra exclusiva dos discípulos de Jesus. Por isso, o verdadeiro discípulo de Jesus precisa de paz, amor, fé, libertação completa e abnegação para realizar essa obra com êxito.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 21/02/13


[1] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 25, 26.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Coração fiel, vida fiel e observância fiel


Salmo 119.161-168

Em nosso estudo anterior, vimos a vigésima estrofe do Salmo 119, 161-168, que começa com a vigésima letra do alfabeto hebraico resh e significa “cabeça”. Esta letra era usada para indicar o numeral 200 e é transliterada em português pela letra R. Nosso tema foi: Três coisas confiáveis – um servo, um Senhor e a sua Palavra.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é a vigésima primeira, 161-168, que começa com a vigésima primeira letra do alfabeto hebraico Sin ou Shin que significa dente. Esta letra era usada para indicar o numeral 300 e é transliterada em português pela letra S e também pelo som composto pela combinação das letras Sh. A diferença no som é causada pela colocação do ponto sobre a letra à esquerda como acima ou à direita.

Nosso tema de hoje é coração fiel, vida fiel e observância fiel.

Para efeitos de estudo podemos dividir a estrofe em três partes: 1ª) vv.161-163 que mostra o coração fielo que ele teme, o que ele valoriza e o que ele ama; 2ª) vv.164-166 que mostra uma vida fiellouvor constante, sem tropeço e obediente; e 3ª) vv.167-168 que mostra a observância fielobediência que nasce do amor e cujo objetivo é agradar.

I. Coração fiel – o que ele teme, o que ele valoriza e o que ele ama – vv.161-163

1. v.161 – independentemente da sua situação momentânea, o salmista, teme (guarda) a Palavra de Deus – ... porém o que o meu coração teme é a tua palavra.

2. v.162 – o que o salmista valoriza de verdade e alegra o seu coração está na Palavra do Senhor – Alegro-me nas tuas promessas, como quem acha grandes despojos.

A linguagem usada neste verso é militar. Despojos eram os benefícios que se colhiam somente após tremendas lutas e muitas vezes, grandes sacrifícios. “O mesmo é verdade com nossa relação com a Palavra de Deus. Dúvidas, indolência, distrações, amor ao pecado, o clamor do mundo e outras coisas mais, precisam ser encaradas e vencidas mediante a fé e uma atitude incessante de combate por parte dos nossos corações e mentes. Os que se aplicam desta maneira têm garantida a promessa de que as Escrituras se abrirão como se fossem grandes riquezas”[1].

3. v.163 – do mesmo modo como ama a Escritura, o salmista abomina e detesta o pecado.

II. Vida fiel – louvor constante, sem tropeço e obediente – vv. 164-166

1. v.164 – A palavra hebraica shebá que significa sete, não indica uma quantidade literal de vezes. Por isso, “a intensão do salmista, ao citar o número que representa a perfeição na cultura judaica, era indicar que sua disposição de louvar a Deus era constante durante todo o dia. Precisamos aprender com o Salmista: Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam”[2] (Sl 63.3).

2. v.165 – O salmista afirma que resultado imediato do amor a Palavra de Deus é a paz. Para Paulo, essa é a paz que excede todo entendimento – Fp 4.7! Aquela paz que nos foi dada pelo próprio Jesus – Jo 14.27. Uma paz que não é abalada pelos muitos altos e baixos da vida humana.

3. v.166 – Para o salmista, a perseverança e a obediência à Palavra do Senhor devem ser o motivo diário da vida do servo de Deus.

III. Observância fiel – obediência que nasce do amor e cujo objetivo é agradar – vv.167, 168

1. v.167 – O salmista considera que a busca intensa pela observância dos princípios da Palavra de Deus vem do amor profundo por ela.

2. v.168 – O salmista não está falando aqui de conformidade externa aos mandamentos, e sim de verdadeira obediência. Esta é a obediência que começa no coração e se manifesta em atos que refletem o verdadeiro temor do Senhor. Ele não escolhia, entre os mandamentos do Senhor, aqueles que ele desejava obedecer. Todos lhe eram igualmente importantes. Assim, ele, não moldava sua vida de acordo com suas próprias conveniências ou definições e sim de acordo com a Palavra de Deus.[3] Além do que, ele, afirma: “... pois na tua presença estão todos os meus caminhos”.

Concluindo

O verbo amar aparece nas três partes em que dividimos a estrofe – vv. 163, 165 e 167. O ensino disso é: “o coração fiel guarda seu amor pelo ensino do Senhor por meio da correspondente aversão pelo que é falso (163); a vida fiel desfruta de paz em consequência de amar o ensino do Senhor (integridade; paz com Deus, com as pessoas, e paz de espírito; um vida completa e equilibrada) (165); o observador fiel é motivado por amor pelo que o Senhor testificou a respeito de si mesmo (167)”[4].

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 24/02/2013


[1] Meimaridis, Rev. Alexandros – Apostila de Exposição do Salmo 119, p. 53.
[2] Ibid., p. 53.
[3] Ibid., p. 53, 54.
[4] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 864.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Vivendo o presente com confiança

Filipenses 1.6-9

Neste mês, estamos estudando sobre uma das grandes bênçãos advindas da salvação, a alegria verdadeira. Estamos fazendo isso, expondo o texto da carta de Paulo aos Filipenses 1.1-11.

Na semana passada, antes de começarmos a expor o texto da carta aos Filipenses, vimos, de modo panorâmico, o seu contexto para podermos fundamentar escrituristicamente nossa argumentação expositiva.

  • O que levou, então Paulo a escrever essa carta?
  • A Carta aos Filipenses respira confiança, alegria, comunhão e unidade.
  • A Carta aos Filipenses não é apenas uma carta; é uma carta especial, pois é pessoal.
  • A carta aos Filipenses, de fato, contém passagens que parecem apontar para as nossas falhas:

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (4.4).

“Fazei tudo sem murmurações nem contendas” (2.14).

“...aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (4.11).

Para Paulo, é possível, sim, estar alegre em qualquer situação, do seguinte modo: 1º) Olhando o passado com gratidão; 2º) Vivendo o presente com confiança; e 3º) Esperando o futuro com oração.

Nosso tema da semana passada foi: Olhando o passado com gratidão. E aprendemos que, para sermos verdadeiramente felizes:

1º) Em primeiro lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, por tudo o que Ele fez por nós para nos conduzir a Cristo e pelas pessoas que Ele nos deu a graça de conhecermos, que nos ajudaram e ajudam em nossa caminhada de fé!

2º) Em segundo lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus e nos sentirmos estimulados a orar com alegria por nossos irmãos e por aqueles que queremos que sejam nossos irmãos!

3º) Em terceiro lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, buscando resgatar a comunhão real com os irmãos, que vem de Deus que nos chamou à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Hoje, ao expor Filipenses 1.6-9, quero falar sobre o tema: Vivendo o presente com confiança. Mas, vivendo o presente com confiança no amor de Deus por nós e em nós; na certeza da ação de Deus em nossas vidas e; exclusivamente em Deus.


I. Vivendo o presente com confiança no amor de Deus por nós e em nós

v.6 – Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

1) Confiança no amor de Deus – ... aquele que começou boa obra... (v.6a)

2) Confiança no amor de Deus em nós – ... em vós... (v.6b)

v.7a – Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós, porque vos trago no coração...

v.9 – E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção...

II. Vivendo o presente com confiança na certeza da ação de Deus em nossas vidas

(6) Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. (7) Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós, porque vos trago no coração, seja nas minhas algemas, seja na defesa e confirmação do evangelho, pois todos sois participantes da graça comigo.

1) Confiança na ação divina que já começou no dia da conversão – ... começou boa obra em vós... (v.6b)

2) Confiança na ação divina que continua e vai até o dia de Cristo Jesus – ... há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. (v.6c)

3) Confiança na ação divina na hora da tribulação – v.7a – Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós, porque vos trago no coração, seja nas minhas algemas...

4) Confiança na ação divina na defesa da fé – v.7b – ... seja na defesa...

5) Confiança na ação divina no ensino da fé – v.7b – ... e confirmação do Evangelho...

III. Vivendo o presente com confiança exclusivamente em Deus

(8) Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós, na terna misericórdia de Cristo Jesus. (9) E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção...

1) Confiança exclusivamente em Deus como testemunha da lembrança alegre – v.8a Pois minha testemunha é Deus, da saudade que tenho de todos vós...

2) Confiança exclusivamente em Deus como testemunha do amor – v.8b – ... na terna misericórdia de Cristo Jesus.

3) Confiança exclusivamente em Deus, de que Ele mesmo, dará crescimento equilibrado aos irmãos da igreja em Filipos – v.9 – E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção...

Concluindo

Desfrutamos de alegria verdadeira quando:

1) Vivemos o presente com confiança no amor de Deus por nós e em nós;
2) Vivemos o presente com confiança na certeza da ação de Deus em nossas vidas;
3) Vivemos o presente com confiança exclusivamente em Deus.


  Pr. Walter Almeida Jr.
IBLB – Fevereiro de 2013

Três coisas confiáveis – o servo, o Senhor e a sua Palavra.


Salmo 119.153-160

Em nosso estudo anterior, vimos a décima nona estrofe do Salmo 119, 145-152, que começa com a décima nona letra do alfabeto hebraico koph (Cof) e significa “prisão” ou “capacete”. Essa letra era usada para indicar o numeral 100 e é transliterada em português como a letra k. Nosso tema foi: Perto do Senhor (em oração) que está perto (Sua providência)

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 153-160, que começa com a vigésima letra do alfabeto hebraico resh e significa “cabeça”. Esta letra era usada para indicar o numeral 200 e é transliterada em português pela letra R.

Nosso tema de hoje é “Três coisas confiáveis”.

De modo geral, a estrofe mostra o salmista como um servo confiável que não se esquece, não se desvia e ama as Escrituras (153, 157, 159a), o Senhor confiável em suas promessas, misericórdia e bondade (154, 156, 159) e a Palavra confiável que nunca muda (160).

I. Um servo confiável que não se esquece, não se desvia e ama as Escrituras – v.153, 157b, 159a

1. v.153 – embora vivendo em um ambiente hostil aos princípios de vida da Palavra de Deus, a fidelidade do salmista à Palavra permanece firme.

2. v.157b – o salmista se mostra confiável porque em meio a essa situação de perseguição, ele afirma “não me desvio, porém, dos teus testemunhos”.

3. v.159a – num mundo onde as pessoas não estão interessadas em procurar e guardar a Palavra de Deus (vv.155, 158), o salmista reafirma o seu amor por ela em oração – “Considera em como amo os teus preceitos...”.

A vida humana é marcada por aflições e a presença corrosiva de pessoas ímpias e infiéis (traidoras), torna necessário a constante renovação que vem do amor, das promessas e da providência de Deus.

II. O Senhor confiável em suas promessas, misericórdia e bondade vv.154, 156, 159b

1. v.154 – a palavra livra, assim como perto do v.151, pertence ao vocabulário do parente mais próximo: o resgatador que se identifica com o seu parente atribulado e o livra completamente. Para o salmista, Deus é o resgatador confiável.

2. v.156, 157a – A misericórdia e o amor de Deus que se comove prontamente e corre ao encontro do seu servo é equivalente à dimensão de cada ameaça.

3. v.159b – O salmista sabe que a renovação das suas forças para continuar vivendo em fidelidade é fruto exclusivo da bondade divina!

III. Palavra confiável que nunca muda (160)

1. v.160a – O salmista reafirma a confiabilidade da Palavra de Deus porque a sua verdade é absoluta e isso desde o princípio de tudo.

2. v.160b – O salmista, acrescenta que ela é confiável por que dura para sempre, isto é, ela nunca deixará de ser a verdade de Deus revelada soberanamente.

Concluindo

Vimos na estrofe de hoje: um servo confiável que não se esquece, não se desvia e ama as Escrituras, o Senhor confiável em suas promessas, misericórdia e bondade e a Palavra do Senhor que é confiável e que nunca muda.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira - 17/02/13

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conduzindo pessoas ao conhecimento de Deus


João 14.4-11

Em nosso estudo anterior vimos, em João 14.1-3, as três seguintes lições: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3. O nosso tema foi: Encorajamento Restaurador (consolador).

Jesus havia acabado de explicar que o seu destino era o céu (vv.2, 3). Agora, ele faz uma afirmação para provocar uma resposta dos discípulos (v.5). Ele queria, neste momento de ensino e aprendizado, fazer uma verificação e tirar as dúvidas que os seus discípulos ainda tinha sobre sua Ele e sobre Deus, o seu Pai.

Desse contexto de afirmações, perguntas, pedidos e respostas, aprendemos duas lições espirituais importantes: 1ª) A Primeira lição vem da resposta à pergunta de Tomé: Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? (v.5); 2ª) A segunda lição vem da resposta ao pedido de Filipe: Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. (v.8).

I. Primeira lição – Só há um caminho, uma verdade e uma vida – v.6

A resposta de Jesus a Tomé que, na verdade, estava representando os discípulos, foi simples, reveladora e objetiva. Jesus revelou ali, não somente a Tomé, mas, a todos os discípulos, “três conceitos ativos e dinâmicos que são chaves na formação espiritual de um discípulo: O caminho que leva a Deus, a verdade que torna o homem livre e a vida eterna que produz comunhão[1].

Aqui, o caminho recebe mais ênfase que a verdade e a vida. Isto, porque, sem Jesus “não pode haver nenhuma verdade redentora e nenhuma vida eterna”[2]. Vemos, assim, três destaques na afirmação de Jesus sobre o caminho:

1. O caminho para Deus é pessoal – o pronome eu indica que somos salvos por uma pessoa.

Thomas Kempis refletindo sobre esse versículo escreve: “Sem o caminho não há como ir; sem a verdade não há saber; sem a vida não há viver. Eu sou o caminho que você deve seguir; a verdade que você deve crer; a vida pela qual você deve esperar. Eu sou o caminho inviolável; a verdade infalível, a vida sem fim[3].

2. O caminho para Deus é exclusivo – o artigo definido masculino “o” mostra que Jesus é o caminho e não um caminho. (At 4.12; 1Tm 2.5)

3. O caminho para Deus é Jesus – Por causa da predominância, no versículo, de que Jesus é o caminho, William Hendriksen, em seu comentário de João, afirma que a melhor tradução para o v.6 seria: “Eu sou o caminho porque eu sou a verdade e a vida”. “Jesus é a verdade que revela o Pai, que liberta o homem e que santifica o crente (Jo 8.32; 17.17)”[4].

II. Segunda Lição – O conhecimento de Deus está revelado em Jesus – v.7-11

A filosofia apresenta cinco fontes ou origens para as crenças e o conhecimento humano: o racionalismo, o subjetivismo, o empirismo, o pragmatismo e a fé ou o autoritarismo. A Bíblia ensina que o nosso conhecimento de Deus e a nossa fé nele, resultante desse conhecimento, origina-se na revelação divina – 1Co 2.6-16; Jo 17.3.

Nos vv.7-11, onde Jesus conversa com os discípulos sobre o conhecimento que eles tinham de Sua pessoa e de seu Pai, temos três afirmações:

1ª) É impossível conhecê-lo sem conhecer ao seu Paiv.7 – o verbo conhecer aqui é usado no duplo sentido de conhecer por informação e conhecer por experiência de relacionamento íntimo – Jo 1.10, 31; 3.11; 8.28; 17.3.

2ª) Ele, Jesus, é a revelação perfeita e pessoal de Deus vv.8, 9 – Em tudo o que fez e ensinou enquanto esteve aqui no mundo, revelava a sua ligação intratrinitariana com o Pai – Jo 3.33-36; 5.18-20; 10.37, 38.

 3ª) O verdadeiro conhecimento dele e do Pai fundamenta-se na v.10, 11 – Jesus, com paciência, ensinou a Filipe e aos outros, que eles precisam aprender a viver pela fé e não pelo que viam. Eles precisavam urgentemente crer nele pelas suas palavras e pelas suas obras. “Quem olha com fé para Jesus é persuadido intimamente da realidade da existência de Jesus no Pai e da presença do Pai em Jesus”[5].

ConcluindoComo podemos conduzir pessoas ao conhecimento de Deus?

1º) Anunciando-lhes que só há um caminho que se deve seguir; uma verdade que se deve crer; e uma vida pela qual se deve esperar Jesus! Ele é o caminho inviolável; a verdade infalível e a vida sem fim!

2º) Ensinando-lhes que conhecendo Jesus, que é a revelação perfeita e pessoal de Deus, pela fé, se conhece o único Deus Vivo e Verdadeiro!

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 14/02/2013


[1] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 62.
[2] Ibid., p. 62.
[3] Ibid., p. 63.
[4] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 19.
[5] Josadak, p. 67.