domingo, 10 de fevereiro de 2013

Perto do Senhor (em oração) que está perto (Sua providência)


Salmo 119.145-152


Em nosso estudo anterior, vimos a décima oitava estrofe do Salmo 119, 137-144, que começa com a décima oitava letra do alfabeto hebraico tsade e significa armadilha ou anzol. Esta letra era usada para indicar o numeral 90 e é normalmente transliterada como as letras com um som parecido com T + S em português. Nosso tema foi: O Deus justo e a sua Palavra perfeita.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 145-152, que começa com a décima nona letra do alfabeto hebraico letra koph (Cof) que significa “prisão” ou “capacete”. Essa letra era usada para indicar o numeral 100 e é transliterada em português como a letra k.

Nosso tema de hoje é “Perto do Senhor (em oração) que está perto (Sua providência)”.

De modo bem simples, a estrofe mostra a vida devocional do salmista, mais especificamente sua vida de oração. Aqui vemos como ele orava (145), pelo que orava (146), quando orava (147), por quanto tempo orava (148), baseado em que orava (149), o que aconteceu quando orava (150), como foi socorrido em resposta as suas orações (151) e que testemunho ele podia dar de todo este processo (152).

Essa estrofe tem coisas interessantes, como:

1º) As duas partes dela correspondem a Tiago 4.8 – “Chegai-vos a Deus...” (v.8a) – vv.145-148; “... e ele se chegará a vós outros.” (v.8b) – vv.149-152.

2º) Os vv.145 e 146 são ligados pela palavra clamo (invoco); os vv.147 e 148 começam com o mesmo verbo (lit.) antecipo-me e antecipam-se, e juntos formam um período de 24 horas de oração e meditação; o v.149 esclarece que a oração não está baseada em compromissos humanos, mas no amor do Senhor; o vv.150 e 151 fazem um contraste entre duas extremidades e; o v.152 encerra a estrofe com a verdade da Palavra eterna do Deus eterno.

Assim, vamos estudar a estrofe em dois pontos: 1º) Perto do Senhor (em oração) – vv.145-148 e; 2º) O Senhor que está perto (Sua providência) – vv.149-152.

I. Perto do Senhor (em oração) – vv.145-148

Da vida de oração do salmista, expressa aqui, aprendemos três lições:

1. A oração é inseparável da vida obediênciav.145 – “... invoco... ouve-me... observo...” – “Sem um compromisso moral sério a intercessão é meramente egoísta”.[1]

2. A oração é inseparável da autonegaçãovv.146, 147a – “não que a nossa urgência torne a oração eficaz, mas na verdadeira oração existe um elemento de compromisso sacrificial”.[2]

3. A oração é inseparável da Palavra de Deusvv.147, 148 – Sem a Escritura, “não temos condições de saber o que esperar ou pedir”[3].

Quando se tem sede verdadeira de Deus, quando Ele e buscado de todo o coração, então, encontra-se o caminho para se estar frente a frente com Ele. “A oração sincera tem um objetivo e aqueles que se dedicam a orar desta maneira aguardam um resultado concreto. O Salmista busca a resposta de Deus porque todas as suas expectativas estão exclusivamente em Deus. O Salmista sabe que só poderá ser ouvido por Deus se ele mesmo estiver ouvindo a Deus [4].

II. O Senhor que está perto (Sua providência) – vv.149-152

1. v.149 – o salmista confia que Deus ouve suas orações por Sua bondade e que renova a sua vida pela Sua Palavra.

O Salmista descarta completamente a possibilidade de ser ouvido por méritos próprios. Ele confia na bondade de Deus. Quando Deus ouve uma oração baseada em Sua bondade Ele: ignora qualquer imperfeição que possa existir na oração; perdoa os pecados daquele que está orando; e garante a satisfação do pedido feito, mesmo que o ofertante da oração não mereça absolutamente nada.[5]

2. vv.150, 151 – os inimigos do salmista estão se aproximando dele com intenções malignas, porque se afastam da Palavra de Deus. Mas, ele, sabe que o Senhor está perto!

A palavra perto, aqui no v.151, está “ligada ao ‘resgatador’, o parente mais próximo.   O Senhor se comprometeu a ser o nosso parente mais próximo, aquele que quando estamos desamparados, assumi a responsabilidade pelo suprimento de todas as nossas necessidades”[6].

3. v.152 – o salmista conhece ao Deus eterno e imutável, por isso fez essa afirmação. Um Deus eterno e imutável tem e estabelece soberanamente Sua Palavra para sempre.

Concluindo – algumas perguntas para nossa reflexão e aplicação:

1)  Como está nossa vida de oração? Quanto tempo temos investido em oração? Qual é nossa atitude quando estamos orando?

2) Temos certeza que somente Deus é poderoso o suficiente para nos ajudar verdadeiramente?

3)  Quando oramos, descansamos no fato de que Deus nos ouve baseado exclusivamente em Sua bondade? (Rm 8.26).

4) Temos convicção e coragem de afirmar que o Deus eterno e imutável está perto de nós?

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – janeiro de 2013


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 863.
[2] Ibid., p. 863
[3] Ibid., p. 863.
[4] Meimaridis, Rev. Alexandros – Apostila de Exposição do Salmo 119, p. 48.
[5] Ibid., p. 48
[6] Carson, p. 863.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Encorajamento Restaurador (Consolador)


João 14.1-3

Em nosso estudo anterior vimos, em João 13.31-38, que o mandamento de Jesus de amar é novo ou inédito de cinco maneiras e revelam, também, as cinco prioridades que um discípulo deve ter em sua vida: 1) Ele é novo em proeminência; 2) Ele é novo no seu referencial; 3) Ele é novo em sua maneira de expressá-lo; 4) Ele é novo em sua exclusividade; e 5) Ele é novo em sua capacitação.

Hoje, em João 14.1-3, vamos estudar sobre o tema: Encorajamento Restaurador.

Após as surpreendentes e chocantes afirmações de Jesus, no capítulo 13, sobre o lava pés, o traidor, a falha de Pedro, a sua ida de volta para o Pai, “o maravilhoso conselheiro dirige-se para a cruz a fim de enfrentar o sofrimento e a morte”.[1]

Isso tudo, gerou, entre os discípulos, um clima de apreensão, tristeza e consternação. “Todas essas constatações e previsões perturbaram dramaticamente os discípulos, trazendo preocupações profundas aos seus corações”.[2]

Observando o contexto do momento, o próprio Jesus, em sua humanidade perfeita, declarou aos seus discípulos: “está angustiada a minha alma” (12.27). João ainda afirmou “angustiou-se Jesus em espírito” (13.21). Mas, Jesus, “absorvido pelas necessidades das pessoas que Deus lhe confiou”[3], conforta, exorta, instrui e ora por eles (14-17).

Diante disso, as lições que podemos tirar do texto são as seguintes: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3.

I. Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1

1. Aceitando a ordem de Jesus – “Não se turbe o vosso coração...” (v.1a) – Aqui temos um imperativo na língua grega, que poderia ser traduzido do seguinte modo: “parem de sentir-se perturbados”. Portanto, “sossegar o coração não é uma opção, mas uma determinação divina”.[4]

2. Crendo em Deus – “... credes em Deus...” (v.1b) – A palavra credes é um imperativo verbal que significa continuem crendo em mim, isto é, não desistam de crer em Deus. “A força e a coragem para permanecer na fé procedem da confiança que o Deus invisível está conosco (Dt 31.6)”[5].

3. Crendo em Jesus – “... crede também em mim.” (v.1c) – Ele queria dizer: assim como vocês creem em Deus que não podem ver, creiam em mim, mesmo quando eu me ausentar fisicamente.

A fé em Deus não pode estar divorciada da fé em Jesus. O ensino básico aqui é que a base do conforto emocional e espiritual para os seguidores de Jesus
é a fé simples e confiante.[6]

II. Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2

1. Promessa da casa do Pai – “Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (v.2a). Jesus prometeu aos seus discípulos uma morada na casa de seu Pai. A mais reconfortante promessa e consolo que se possa fazer a um coração atribulado.

2. Uma promessa infalível – “Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” (v.2b) (2Co 1.20)

3. Uma promessa de preparação – “Pois vou preparar-vos lugar” (v.2c) – Uma das fases da missão de Jesus foi ir primeiro ao céu para preparar acolhida para os seus discípulos de todos os tempos (Lc 22.30).

III. Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3

1. Um lugar chamado céu – “E, quando eu for e vos preparar lugar...” (v.3a) – A Bíblia descreve o céu como um país perfeito por causa da sua vastidão, de paraíso perfeito por causa de sua beleza, de cidade perfeita por causa de seus habitantes, de reino perfeito por causa da sua estrutura organizacional. “Um lugar de relacionamentos perfeitos e acolhimento aprazível”.[7]

2. Um lugar para estar para sempre com Jesus – “... voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (v.3b) – Observe a sequência do texto: eu vou, eu voltarei, eu os receberei e nós estaremos juntos para sempre (2Ts 2.1).

3. A felicidade do céu é estar ali com Jesus, para sempre[8] – Jo 17.24; Fp 1.23. Estar com Jesus é algo incomparavelmente melhor do que tudo!

Concluindo

O encorajamento restaurador ou consolador de Jesus, bem como sua promessa do céu, proferidos no contexto da ideia de separação e depois da exortação para exercitarem a fé em Deus e naquele que haviam seguido até o momento, significa, portanto, que ele só será eficaz na vida daqueles que permanecem na fé, que são aqueles que desfrutarão do céu com Ele.

Lições que aprendemos do texto: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesusv.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesusv.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesusv.3.

Pr. Walter Almeida Jr.

CBL Limeira – Fevereiro de 2013





[1] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 17.
[2] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 52.
[3] Ibid., p. 52.
[4] Casimiro, p.18.
[5] Ibid., p. 18.
[6] Josadak, p.54.
[7] Casimiro, p. 18.
[8] Ibid., p.18.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Deus justo e a sua Palavra perfeita


Salmo 119.137-144

Em nosso estudo anterior vimos décima sétima estrofe do Salmo 119, 129-136, que começa com a décima sétima letra do alfabeto hebraico que significa boca. Esta letra era usada para indicar o numeral 80 e é normalmente transliterada como as letras P ou F em português, dependendo do caso. Nosso tema foi: A Palavra de Deus para a edificação plena e libertadora.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 137-144, que começa com a décima oitava letra do alfabeto hebraico tsade e significa armadilha ou anzol. Esta letra era usada para indicar o numeral 90 e é normalmente transliterada como as letras com um som parecido com t+s em português.

Nosso tema de hoje é “O Deus justo e a sua Palavra perfeita”.

De modo geral a estrofe mostra que Deus “se expressa e se torna conhecido de modo perfeito e eterno em sua Palavra”[1]. Deus é justo (137) e sua Palavra expressa a sua justiça (144); os testemunhos divinos são estabelecidos com justiça (138, 142). A união entre os dois é perfeita.

Assim vamos estudar a estrofe em quatro pontos: 1º) A palavra perfeita expressa o Senhor justo e fidedigno – vv.137, 138; 2º) A palavra perfeita cativa o servo do Senhor – vv.139, 140; 3º) A palavra perfeita ocupa a mente do servo do Senhor – vv.141, 142; 4º) A palavra perfeita traz vida ao servo do Senhor – vv.143, 144.

I. A palavra perfeita expressa o Senhor justo e fidedigno – vv.137, 138

1. v.137 – A justiça de Deus é a sua perfeição, pela qual ele se manifesta ativamente contra todo o pecado e mostra que é totalmente santo. (Conf.: Sofonias 3.1-5)
a. A justiça de Deus também “significa que ele é justo na aplicação da sua Lei. Ele não mostra favoritismo ou parcialidade”[2]. (Conf.: Salmo 11.4-7)
b. Ele é justo na punição dos pecadores – Dn 9.12, 14; Sl 5.4-6; 2Co 12.5, 6; Ap 16.5, 6.
c. Ele é justo no perdoar os pecados confessados – 1Jo 1.9.

2. v.138 – Deus revela sua vontade que é justa e fiel para a humanidade, através da sua perfeita Palavra.

II. A palavra perfeita cativa o servo do Senhor – vv.139, 140

1. v.139 – no confronto diário com os ímpios que se esquecem da Palavra de Deus, o salmista se mantém firme no seu zelo pela revelação do Senhor.

2. v.140 – A Palavra, extraordinariamente refinada, cativa o coração do servo do Senhor e o estimula a amá-la mais ainda.

III. A palavra perfeita ocupa a mente do servo do Senhor – vv.141, 142

1. v.141 – não é o que tem ou a sua posição na sociedade que ocupa a mente do salmista, mas sim a puríssima Palavra de Deus.

2. v.142 – Deus não muda, por isso sua justiça é eterna. Sua justiça proclamada por sua Palavra é a verdade absoluta.

IV. A palavra perfeita traz vida ao servo do Senhor – vv.143, 144

1. v.143 – a qualidade de vida do servo do Senhor por ser ameaçada pelas adversidades e as pressões do cotidiano, mas a Palavra do Senhor é um refrigério para ele em tas situações.

2. v.144 –  o salmista, certo de que a Palavra de Deus, pela qual Deus estabelece a Sua justiça eterna, ora para que receba Dele discernimento “porque este é o caminho para a vida de verdade”.[3]

Concluindo

A Palavra de Deus, em dois textos, expressa muito bem a justiça divina em relação ao salvo e ao não salvo:

ð Salmo 37.28 – Pois o SENHOR ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.

ð Romanos 3.23-26 – Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.

Deus tem manifestado de forma prática a sua retidão e justiça em seu relacionamento com os homens sejam eles justos ou injustos. E isto está muito claro em sua Palavra.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – Janeiro de 2013


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 863.
[2] Erickson, Millard J. – Introdução a Teologia Sistemática, Vida Nova, 2008, p. 120.
[3] Carson, p. 863.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Prioridades de um Discípulo


João 13.31-38

Em nossos estudos anteriores, no mês de janeiro, vimos:

1º) Em João 13.1-5 – O estilo de vida de Jesus, marcado pelo amor doador; 2º) Em João 13.6-11 – três lições ensinadas por Jesus aos seus doze discípulos sobre um coração ensinável; 3º) Em João 13-12-17 – quatro atitudes básicas daquele que quer seguir o exemplo do seu Mestre; e 4º) Em João 13.18-30 – aprendemos três lições no contexto descritivo da traição.

Hoje, em João 13.31-38, vamos estudar sobre as prioridades de um discípulo de Jesus Cristo.

Havendo Judas se retirado, os acontecimentos finais da vida de Jesus aqui no mundo foram colocados em movimento. “Da perspectiva humana, a morte de Jesus pode ser considerada um crime hediondo. Para Deus, porém, a morte de seu Filho na cruz foi um momento de glória. Jesus foi glorificado e Deus foi glorificado nele (vv.31, 32), no momento em que Ele morreu na cruz”.[1]

Jesus está, aqui, se despedindo dos seus discípulos e indo para o Pai (v.33). “Mas antes da coroa, havia a cruz. Jesus seria ferido e os seus discípulos seriam dispersos, como profetizou Zacarias (Zc 13.7)”.[2] Então, “em vez de centrar-se na agonia da cruz, Jesus encarou a cruz como fato passado, antecipando a glória que teria com o Pai posteriormente”.[3] (Jo 17.4-5; Hb 12.2)

Nesse contexto de despedida, Jesus dá aos seus discípulos um mandamento, que ele mesmo chamou de “novo mandamento” – v.34. O mandamento bíblico do amor não era novo em termos de tempo, pois, no Antigo Testamento em Dt 6.5 há a ordem para amar a Deus e em Lv 19.18 há a ordem para amar o próximo como a si mesmo. No Novo testamento a ordem para amar uns aos outros é repetida pelo menos doze vezes – Jo 13.34; 15.9, 12, 17; Rm 13.8; 1Ts 4.9; 1Pe  1.22; 1Jo 3.11, 23; 4.7, 11, 12; 2Jo 5).

O mandamento de Jesus de amar é novo ou inédito de cinco maneiras e revelam, também, as cinco prioridades que um discípulo deve ter em sua vida: 1) Ele é novo em proeminência; 2) Ele é novo no seu referencial; 3) Ele é novo em sua maneira de expressá-lo; 4) Ele é novo em sua exclusividade; e 5) Ele é novo em sua capacitação.

I. O mandamento de Jesus de amar é novo em proeminência (v.34a)porque, juntamente com o amar a Deus, o amar uns aos outros é o maior de todos os mandamentos.

1. Mateus 22.34-40

a. v.39 – O segundo, semelhante a este, é: Amaras o teu próximo como a ti mesmo.

b. v.40 – Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

c. 1Jo 4.21 – Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.
                                
2. Marcos 12.28-31

a. v.31b – Não há outro mandamento maior do que estes.

3. 1Coríntios 13.1-3 – acima de tudo que falamos, de tudo o que sabemos, de tudo o que cremos, de tudo o que damos ou fazemos, deve estar o amor – “... que vos ameis uns aos outros...” (v.34a).

Assim, a primeira prioridade na vida de um discípulo de Jesus deve ser: considerar o amor a Deus e ao próximo como o maior de todos os mandamentos.

II. O mandamento de Jesus de amar é novo no seu referencial (v.34b)
Jesus é o nosso referencial de amor – “... assim como eu vos amei...” 

1. Jo 13.1O amor de Jesus que está acima de qualquer coisa – “... sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passa deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”.

2. 1Jo 3.16Ao entregar a sua vida por nós, Jesus tipificou a verdadeira natureza do amor cristão – Jo 15.12, 13; Fp 2.5-8; 1Pe 2.19-23. Ele nos chama a amar “uns aos outros de acordo com o mesmo parâmetro de amor que ele usou para conosco”[4]. (1Jo 2.5, 6)

A segunda prioridade na vida de um discípulo de Jesus é ter Jesus como único referencial de amor para o seu ministério.

III. O mandamento de Jesus de amar é novo em sua maneira de expressá-lo (v.34c)O amor deve ser expresso através de ações concretas – “... que também vos ameis uns aos outros...”.

1. 1Jo 3.17, 18 – afirmar que se ama não é suficiente, o amor cristão não é uma questão de sentimentos, mas de atitudes. “Onde não há esse tipo de amor, a presença do amor de Deus é questionada”.[5]

2. Lucas 10.25-37v.37 – Então lhe disse: Vai e procede tu de igual modo. Uma atitude concreta de amor para com o semelhante em necessidade independe de lugar, de hora, de raça, de cor, de sexo, de religião, ou de qualquer outra coisa. A ação do amor cristão deve ser solidaria com o ser humano de forma integral.

A terceira prioridade na vida de um discípulo de Jesus é enxergar quem quer que seja como seu próximo e agir em seu favor para a salvação e solidariedade.

IV. O mandamento de Jesus de amar é novo em sua exclusividade (v.35)somente quem é discípulo de Jesus, pode amar como ele amou – “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos...”.

1. Romanos 12 – o primeiro capítulo da segunda parte da carta aos Romanos, que enfatiza o viver da teologia bíblica. Aqui, temos as diretrizes para os discípulos de Jesus sobre o culto público, sobre a santificação, sobre o uso dos dons e sobre o amor cristão que deve ser sem hipocrisia.

A quarta prioridade na vida de um discípulo de Jesus é viver o amor de Deus em tudo o que faz. É como viver para a glória de Deus. (1Co 10.31).


V. O mandamento de Jesus de amar é novo em sua capacitação (v.35b) – só o próprio Jesus pode nos capacitar a amar como ele amou – “... se tiverdes amor uns aos outros”.

1. A obra de capacitação de Jesus aos seus discípulos começa no inicio da vida cristã e vai até o final dela – Fp 1.6.

2. Paulo deixou muito claro de onde vinha a sua capacidade – 2Co 3.5; 9.8.

3. Deus é quem opera em nós – Fp 2.13.

4. Por isso o amor de Deus foi derramado em nossos corações – Rm 5.5.

A quinta prioridade na vida de um discípulo de Jesus é deixar-se envolver e ser guiado pelo amor de Deus. A capacidade de amar as almas perdidas e a almas redimidas vem do amor de Deus, em nos pelo Espirito Santo.

Concluindo

Então, o mandamento de Jesus de amar é novo de cinco maneiras: Ele é novo em proeminência; no seu referencial; em sua maneira de expressá-lo; em sua exclusividade; e em sua capacitação. Essas cinco maneiras novas do mandamento do amor de Jesus, revelam as cinco prioridades que um discípulo deve ter em sua vida: 1ª) considerar o amor a Deus e ao próximo como o maior de todos os mandamentos; 2ª) ter Jesus como único referencial de amor para o seu ministério; 3ª) enxergar quem quer que seja como seu próximo e agir em seu favor para a salvação e solidariedade; 4ª) viver o amor de Deus em tudo o que faz; e 5ª) deixar-se envolver e ser guiado pelo amor de Deus. A capacidade de amar as almas perdidas e a almas redimidas vem do amor de Deus em nos pelo Espirito Santo.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – Jan/2013


[1] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 15.
[2] Ibid., p. 15.
[3] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. 1416.
[4] Ibid., p. 1760.
[5] Ibid., p.1760

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os Resultados do Novo Nascimento e as Consequências de não Nascer de Novo


João 3.16-21

Dentro de nosso tema mensal, já ouvimos as seguintes exposições:

1ª) Em João 3.1-3Três Detalhes: 1º) Um esclarecimento extraordinário – v.3a. 2º) Um requisito indispensável – v.3b. 3º) Uma experiência única – v.3c. A segunda, em Jo 3.4-6, foi sobre a natureza da nova vida.

2ª) Em João 3.4-6 –  A natureza da Nova Vida: 1º) O que significa ter a nova vida; 2º) O que é a nova vida e; 3º) Como receber a nova vida.

3º) Em João 3.7-15Três características fundamentais do ensino de Jesus sobre a nova vida: 1ª) O que ele ensina é de absoluta confiança – v.11; 2ª) O que ele ensina é de origem celestial – v.12 e; 3ª) O que ele ensina somente ele pode ensinar – v.13.

Ainda, no inicio da mensagem da semana passada, vimos quem é o agente que produz a nova vida – o Espírito Santo – v.8. E as três características de sua ação: 1ª) É uma ação soberana – v.8a; 2ª) É uma ação invisível – v.8b; e 3ª) É uma ação convincente – v.8c.

Hoje, em João 3.16-21, vamos ver os resultados e as consequências de e não nascer de novo: 1º) Os resultados do novo nascimento – ver e entrar no Reino de Deus; e 2º)  As consequências de não nascer de novo – não ver nem entrar no Reino de Deus.
                                  
I. Os resultados do Novo Nascimento – ver e entrar no Reino de Deus.

1. O amor de Deus – v.16a – amor cuidadoso de Deus – Romanos 5.5.

2. Vida eterna – vv.16b, 17 – João 10.10; 17.3.

3. Ver o Reino de Deus – João 3.3 – pela fé – Hebreus 11.1; 4.16.

4. Entrar no reino de Deus – João 3.5; Apocalipse 22.14.

II. As consequências de não nascer de novo – não ver nem entrar no Reino de Deus.

1. Alvo apenas do amor geral de Deus (graça comum) – v.16a – Tito 2.11.

2. Não recebe a salvação – não ser salvo – vv.17, 18.

3. Continuar na pratica do mal (pecado, transgressão) – vv.20, 19; 1 João 3.6.

4. Estar debaixo de julgamento – v.19.

5. Não ver o Reino de Deus – João 3.3; 2 Coríntios 4.4.

6. Não entrar no Reino de Deus – João 3.5; Apocalipse 22.15; 21.8; 1 Coríntios 6.8-11.

Concluindo

Durante este mês, janeiro de 2013, vimos, dentro do tema mensal “uma nova vida” com base em João 3.1-21, quatro mensagens bíblicas:

1ª) Em João 3.1-3Três Detalhes: 1º) Um esclarecimento extraordinário – v.3a. 2º) Um requisito indispensável – v.3b. 3º) Uma experiência única – v.3c. A segunda, em Jo 3.4-6, foi sobre a natureza da nova vida.

2ª) Em João 3.4-6 –  A natureza da Nova Vida: 1º) O que significa ter a nova vida; 2º) O que é a nova vida e; 3º) Como receber a nova vida.

3º) Em João 3.7-15Três características fundamentais do ensino de Jesus sobre a nova vida: 1ª) O que ele ensina é de absoluta confiança – v.11; 2ª) O que ele ensina é de origem celestial – v.12 e; 3ª) O que ele ensina somente ele pode ensinar – v.13. E, introdutoriamente nesta mensagem, vimos quem é o agente que produz a nova vida – o Espírito Santo – v.8. E as três características de sua ação: 1ª) É uma ação soberana – v.8a; 2ª) É uma ação invisível – v.8b; e 3ª) É uma ação convincente – v.8c.

Terminamos, hoje, com João 3.16-21, onde estudamos os resultados do novo nascimento e as consequências de não nascer de novo: 1º) Os resultados do novo nascimento – ver e entrar no Reino de Deus; e 2º) As consequências de não nascer de novo – não ver nem entrar no Reino de Deus.

Pr. Walter Almeida Jr.

IBLB Araras – Jan/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Palavra de Deus para a edificação plena e libertadora


Salmo 119.129-136

A semana passada, estudamos a décima sexta estrofe do Salmo 119, 121-128, que começa com a décima sexta letra do alfabeto hebraico Áin e significa “olho ou fonte”. Esta letra era usada para indicar o numeral 70. Dependendo de como soa no hebraico pode ser representada em português pelas letras “g” ou “r”. Nosso tema foi: Vivendo na dependência de Deus por sua Palavra.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 129-136, que começa com a décima sétima letra do alfabeto hebraico e significa boca. Esta letra era usada para indicar o numeral 80 e é normalmente transliterada como as letras P ou F em português, dependendo do caso.

Nosso tema de hoje é: A Palavra de Deus para a edificação plena e libertadora.

A estrofe mostra a convicção do salmista sobre o caráter sobrenatural da ação da Palavra do Senhor (129) para a edificação plena e libertadora do servo de Deus (130, 135) e seu profundo desapontamento e tristeza pelas atitudes daqueles que não tem temor à Palavra de Deus (136).

Então, vamos estudar a estrofe em dois pontos principais: 1º) A ação da Palavra do Senhor para a edificação plena – vv. 129-132 e; 2º) A ação da Palavra do Senhor para a edificação libertadora – vv. 133-136.

I. A ação da Palavra do Senhor para edificação plena – vv. 129-132

1. v.129 – o salmista expressa aqui a sua opinião sobre o caráter sobrenatural da ação da Palavra de Deus.
a. Ele usa uma palavra hebraica, que foi traduzida por admiráveis, que é semelhante a nossa palavra sobrenatural. E também usa uma palavra hebraica, que foi traduzida por observa, que significa, também: guardar, proteger, manter intacta.
b. Creio que ele quer dizer que, a ação divina admirável ou sobrenatural da Palavra do Senhor é eficaz na edificação completa, quando é aceita, observada ou guardada pelo servo de Deus.

2. v.130 – Ele esclarece melhor sua convicção aqui, mostrando que a luz da Palavra do Senhor, sua ação sobrenatural, ilumina ou dá compreensão adequada aos simples, pessoas que precisam de orientação, para um viver diário de obediência ao Senhor.

3. v.131, 132 – após afirmar sua convicção na ação poderosa da Palavra, para a edificação plena do servo de Deus, o salmista clama em oração por essa ação em sua vida. Ele diz: “... anelo os teus mandamentos. Volta-te para mim e tem piedade de mim...”. E porque ele ora desse modo? Porque sabe que Deus age dessa forma: “... segundo costumas fazer aos que amam o teu nome”.

II. A ação da Palavra do Senhor para a edificação libertadora – vv. 133-136

1. v.133, 134 – Em sua oração, o salmista, mostra que a edificação plena pela instrumentalidade da Palavra, não somente firma os passos do servo de Deus, na Palavra, mas, livra do domínio do pecado e da opressão mundana, e estimula-o a um viver segundo a Escritura.

2. v.135 –  Aqui, no final de sua oração ele, expõe a necessidade pessoal da iluminação diária da Palavra pelo seu ensino que vem do próprio Senhor.

3. v.136 – Ele termina sua décima sétima estrofe intercedendo contritamente diante de Deus pelos homens – “porque os homens não guardam a tua lei”.

Concluindo

A ação sobrenatural da Palavra do Senhor para a edificação plena e libertadora do servo de Deus vem pelo contato direto com a Palavra e com o Deus da Palavra diariamente.

Por isso as afirmações: “A explicação das tuas palavras ilumina e dá entendimento aos inexperientes. Faze o teu rosto resplandecer sobre o teu servo, e ensina-me os teus decretos”. (vv. 130, 135 – NVI)

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 27/01/13

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O falso discípulo


João 13.18-30

Em nossos estudos anteriores vimos:

1º) Em João 13.1-5 – diante do estilo de vida de Jesus, marcado pelo amor doador, a resposta a três perguntas que sugerimos com base no texto: Em seu estilo de vida marcado pelo amor doador: 1ª) O que Jesus sabia naquele momento? 2ª) O que Jesus sentiu naquele momento? 3º) O que Jesus fez naquele momento?

2º) Em João 13.6-11 – três lições ensinadas por Jesus aos seus doze discípulos sobre um coração ensinável: 1º) Procura aceitar os planos e ações de Deus, mesmo que muitas vezes não os compreenda de imediato (v.6, 7); 2º) Procura entender que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, para a salvação e manutenção desta (v.8, 9); e 3º) Procura reconhecer e submeter-se a Jesus, pois ele é o único que sabe realmente quem somos (v.10-11).

3º) Em João 13-12-17 – como Jesus desafiou seus discípulos com base no que ele mesmo tinha feito. Portanto, aquele que quer seguir o exemplo do seu Mestre, deve ter, no mínimo, quatro atitudes básicas que identificamos na passagem: 1ª) Atitude identificar necessidades e agir para supri-las (v.12); 2ª) Atitudeensinar pelo exemplo (v.13-15); 3ª) Atitude – reconhecer seu lugar na obra de Deus (v.16); e 4ª) Atitudeser feliz, mais pelo que faz do que pelo que sabe (v.17).

Hoje, em João 13.18-30, vamos ver o falso discípulo entre aqueles escolhidos pelo próprio Senhor Jesus e a clara existência deles no meio da igreja desde a sua fundação até hoje. Por isso nosso tema de hoje é “o falso discípulo”.

“A história de Judas é o máximo da tragédia, provavelmente a maior tragédia que já foi vivida. Ele é o exemplo primário do que significa ter a oportunidade e então perdê-la”.[1] Sejam quais forem as razões que levaram Judas a fazer o que fez, temos que observar que, isso aconteceu gradualmente. Ele não se tornou traidor da noite para o dia, isso cresceu dentro dele e o tornou em um homem que só pensava em si mesmo e no que poderia ganhar no ministério apostólico. Assim, “a sua vida terminou em desastre absoluto, o maior exemplo de oportunidade perdida que já se viu”[2].

Judas era um nome comum na época do Novo Testamento e Iscariotes designava o seu lugar de origem “homem de Queriote” (v.26). Ele era o único dos doze discípulos vindo da Judéia.
No capítulo, especificamente no v.13a, está claro o amor de Jesus pelos seus discípulos, mas isso não impediu a traição. Judas traiu Jesus, apesar do amor incondicional que recebeu dele. É nesse contexto descritivo da traição que podemos  aprender, ou não, três coisas: 1) Jesus conhece os seus seguidoresv.18a; 21-26; 2) Jesus confiava e vivia pela Escriturav.18b-20; 3) Jesus respeita as decisões humanasv.26-30.

I. Jesus conhece os seus seguidores – v.18a; 20-26

1. Jesus conhece em particular – v.18a, 21-26; 6.66-70.

2. Jesus conhece a fé – v.19; (Lc 17.3-6).

3. Jesus conhece a disposição – v.20; 15.16.

Todo seguidor leal do Senhor Jesus não deve se abater com os falsos e traidores, mas continuarem firmes em sua missão de embaixadores de Deus. (2Co 5.20)

II. Jesus confiava e vivia pela Escritura – v.18b-20

1. Jesus confiava no cumprimento da Escritura – v.18b – Jo 17.12; Sl 41.9; 55.12-14, 20, 21; Zc 11.12, 13; At 1.16.

2. Jesus vivia as Escrituras – v.19 – não só aqui, mas em Jo 8.24, 28, 58 e 18.5 Jesus usa a expressão “Eu Sou” afirmando sua deidade de modo irrefutável.

a. “Eu Sou” é o nome de Deus – Êx 3.14, 15; Is 43.11; 48.12.

3. v.20 – o que, creio, realmente que Jesus queria dizer aqui é o seguinte: “Aconteça o que acontecer, isso não rebaixa o comissionamento de vocês e não altera o seu chamado. Vocês continuam sendo meus representantes. Ainda que haja um traidor entre vocês, isso não muda nada. Vocês representam Deus no mundo”.[3]

III. Jesus respeita as escolhas humanas – v.26-30

1. v.26 – Jesus respeita as escolhas e oferece oportunidades.

a. Ao dar o pedaço de pão molhado a Judas, Jesus lhe deu mais uma oportunidade de mudança, mas ele “rejeitou a última e mais poderosa oferta de amor de Jesus e o pecado contra o Espírito Santo foi consumado”[4].
b. Judas se tornou um apostata e é um exemplo clássico das Escrituras sobre o assunto. (Conf.: Hebreus 6.4-6).

2. v.27 – Jesus, durante todo o período de seu ministério estendeu a mão a Judas em amor, mas ele cruzou a linha da graça e se deixou possuir por Satanás.
a. Há uma advertência séria de Paulo sobre isso em Ef 4.25-5.2.
b. A atitude de Jesus mudou radicalmente diante da escolha maléfica de Judas. Jesus agora o exorta a agir de acordo com a sua escolha – O que pretendes fazer, faze-o depressa – v.27b.

3. v.28, 29 – os onze discípulos não perceberam o clímax da conversa e das afirmações de Jesus. “Eles não conseguiram ligar as palavras de despedida (v.27), com a ação simbólica de identificação do traidor (v.26)”[5].

4. v.30... saiu logo. E era noite. – “Era mais do que mera noite física, era noite eterna na alma de Judas”[6]. Sempre é noite quando alguém rejeita o amor e o perdão de Jesus.

Existem Judas em todas as épocas da igreja. Talvez eles sejam hoje mais comuns do que nunca. A igreja militante está cheia de pessoas que vendem diariamente Jesus Cristo e “... estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.6).

Concluindo

Que Deus nos ajude a termos aprendidos essas três coisas:

1ª) Que Jesus nos conhece e sabe por que o estamos seguindo;
2ª) Que Jesus confiava e vivia pela Escritura e esse deve ser nosso compromisso também;
3ª) Que Jesus respeita as nossas escolhas, mas não deixa de exortar-nos para que acertemos nelas.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 24/01/13




[1] John MacArthur – Como ser um crente em um mundo de descrentes, CEP, 2003, p. 29.
[2] Ibid., p. 30.
[3] Ibid., p. 37.
[4] Ibid., p. 43.
[5] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 39.
[6] MacArthur, p. 44.