domingo, 13 de janeiro de 2013

Buscando integridade diante de Deus por sua Palavra


Salmo 119.113-120

Em nossa primeira reunião de ensino dominical de 2013, estudamos a décima quarta estrofe do Salmo 119, 119.105-112, que começa com a décima quarta letra do alfabeto hebraico Nun e significa peixe. Essa letra era usada para identificar o numeral 50 e é normalmente transliterada como a letra N em português. Nosso tema foi: A Palavra de Deus e os desafios do dia a dia.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 113-120, que começa com a décima quinta letra do alfabeto hebraico Sâmed e não tem um significa conhecido. Essa letra era usada para identificar o numeral 60 e é normalmente transliterada como a letra S em português.

Nessa estrofe o salmista faz um contrate entre o que busca servir a Deus com integridade e “com os indecisos, os malfeitores, os que se desviam e os ímpios”[1]. Os pontos que os distinguem são: 1º) de modo visível, a Palavra – amada (v.113, 119), guardada (v.115), lugar de refúgio e base para esperança (v.114) e foco no que se deve atentar com firmeza (v.117); 2º) interiormente, o Senhor – “pois esperar na Palavra é refugiar-se no Senhor”[2] (v.114); a Palavra são os mandamentos de Deus (do meu Deus – v.115); e, o “temor da Palavra e o temor do Senhor andam juntos (120). Por outro lado, os que procuram meio termo e os ímpios, ao rejeitarem a palavra, são rejeitados pelo Senhor (118)”[3].

Nosso tema de hoje é: Buscando integridade diante de Deus por sua Palavra

Para o salmista, aquele que busca integridade diante de Deus, primeiro, deve ser uma pessoa diferente (vv.113-115); segundo, tem sua vida amparada por Deus (vv.116, 117); terceiro, sabe que Deus é santo (vv.118, 119); e quarto, ama e teme a Palavra e o Deus da Palavra (vv.119b, 120).

Assim, aquele que busca integridade diante de Deus por sua Palavra:

I. Primeiro – Deve ser uma pessoa diferente – vv.113-115

1. v.113 – diferente, porque aborrece uma vida dupla, isto é, uma vida hipócrita e pretenciosa. E opta por amar a Palavra de Deus, que, para ele, significa obedecê-la. Ele sabia que, obedecer aos mandamentos de Deus é um modo de demonstrarmos que o amamos (Conf.: Jo 14.15).

2. v.114 – diferente, porque faz da Palavra seu lugar de refúgio e base para esperança e entende que esperar nela significa refugiar-se no Senhor.

3. v.115 – diferente, porque guarda a Palavra e afasta-se da comunhão com os malfeitores. Ele sabe que, segundo as Escrituras, não tem como existir comunhão entre o que serve a Deus e o que não serve. (Conf.: Sl 6.8)

a. Infelizmente, a cristãos que advogam que podemos ter comunhão com os não cristãos sem sofrermos as consequências deletérias da mesma – 1Co 15.33.
b. No NT, há uma advertência séria sobre isso – 2Co 6.14-18; Tg 4.4-10.
c. Os não cristãos observam a diferença entre eles e os cristãos – 1Pe 4.1-6.

II. Segundo – Tem sua vida amparada por Deus – vv.116, 117

A ajuda divina é indispensável para aquele que busca ser integro diante de Deus,
pela sua Palavra. Sabedor disso, o salmista, ora diante do Senhor por amparo e sustento psicológico e espiritual.

1. v.116 – o amparo que o salmista pede a Deus, é de acordo com as promessas Dele.

2. v.117 – A palavra hebraica usada aqui, pelo salmista, para pedir a Deus que o sustente é sa’ad, que também significa apoiar, permanecer, estabelecer, fortalecer e confortar. O Salmista contava com a força de Deus para manter-se firme na fé e obediência a Deus. Para não ter do que se envergonhar.

III. Terceiro – Sabe que Deus é santo – vv.118, 119

As palavras santo e santidade, na Bíblia, significam separado e separação. As Escrituras falam da santidade de Deus em dois sentidos: 1º) No que se refere ao fato de Deus estar separado de todas as suas criaturas e exaltado acima delas – Êx 15.11. 2º) No que se refere a separação de Deus de todo o mal e de todo pecado – Isaías 59.2.

Deus é santo e a sua santidade é a perfeição divina, pela qual ele eternamente  mantém sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas criaturas.

A santidade de Deus é manifesta em tudo o que ele faz – nas sua obras, em sua Palavra e na sua ação redentora da humanidade por Jesus Cristo, nosso Senhor!

1. v.118, 119 – o salmista sabe que, embora sejam alvos da graça de Deus, os que se afastam deliberadamente Dele e de sua Palavra, e se entregam à falsa ilusão do pecado, sofrerão as consequências do desprezo e rejeição do juízo divino. (Sl 9.17)

IV. Quarto – Ama e teme a Palavra e o Deus da Palavra – vv.119v, 120

1. v.119b – No v.113, vimos que o salmista optou por amar a Palavra de Deus, que, para ele, significava obedecê-la. E que, obedecendo ao ensino da Escritura, é uma demonstração de que ele ama a Deus. (Conf.: Jo 14.15).

2. v.120 – Em sua consideração sobre o fim dos que se esquecem de Deus, por ignora-lo e também a sua Palavra, o salmista, reverencia o Senhor com temor e também expõe o seu temor em relação aos Seus juízos, Sua Palavra.

Concluindo

Em sua busca da excelência da vida na perfeição da Palavra de Deus, o salmista, procurar servir a Deus com integridade amando, guardando, tendo como lugar de refúgio, como base para esperança e como foco no que se deve atentar com firmeza, a Palavra de Deus. Que o Senhor no ajude a buscar o mesmo!

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 01/2013


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 861.
[2] Ibid., p. 861.
[3] Ibid., p.861.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um coração ensinável


João 13.6-11

Em nosso estudo anterior em João 13.1-5 vimos que, quando Jesus começa a lavar os pés dos 12 discípulos, ele estava ensinando que a melhor maneira deles e de nós sermos parecidos com Ele é servindo como Ele serviu, isto é, assumindo o Seu estilo de vida que foi marcado pelo amor doador.

Vimos também, que segundo John Stott, o propósito eterno (Rm 8.29), o propósito histórico (2Co 3.18) e o propósito escatológico de Deus (1Jo 3.2) é nos transformar à semelhança de Jesus.

E, diante do texto bíblico e do nosso tema, fizemos três perguntas: Em seu estilo de vida marcado pelo amor doador1ª) O que Jesus sabia naquele momento? 2ª) O que Jesus sentiu naquele momento? 3º) O que Jesus fez naquele momento?

Olhando agora para João 13.6-11, nosso tema de hoje é: Um coração ensinável.

Por alguns minutos pense comigo naquela cena – Jesus e os doze discípulos chegando em casa e a atitude de Jesus diante a inércia dos discípulos!

A reação de Pedro e seu questionamento em relação à humilde e amorosa ação de Jesus revela como ele estava perplexo e envergonhado diante do que Jesus estava fazendo. Essa passagem ensinou três lições a ele e aos outros discípulos de que devemos aprender também. O texto ensina que um coração ensinável: 1º) Procura aceitar os planos e ações de Deus, mesmo que muitas vezes não os compreenda de imediato (v.6, 7); 2º) Procura entender que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, para a salvação e manutenção desta (v.8, 9); e 3º) Procura reconhecer e submeter-se a Jesus, pois ele é o único que sabe realmente quem somos (v.10-11).

I. Um coração ensinável - (1º) Procura aceitar os planos e ações de Deus, mesmo que, muitas vezes, não os compreenda de imediato (v.6, 7)

“A mentalidade típica do judeu não podia aceitar o Messias humilhado”[1] – lavando os pés dos seus discípulos?! Portanto, na mente de Pedro e dos demais discípulos, não havia lugar para o Cristo ser humilhado daquela forma como estava sendo.

Assim como Pedro e os discípulos, muitos crentes ainda não cresceram espiritualmente o suficiente para aceitarem a soberania de Deus em seus planos e ações redentivas e providenciais de modo coletivo e individual na humanidade.

O que acontece é que assim como Pedro que “só enxergava a incongruência imediata da situação à sua frente”[2], nós os crentes, muitas vezes, só vemos o que está acontecendo em nosso aqui e agora.

A recomendação paulina para a aceitação da vontade de Deus em qualquer situação está em Romanos 12.1, 2. A vontade de Deus na Bíblia tem dois objetivos importantes: 1º) que todos os homens sejam salvos – 1Tm 2.1-4; Tt 1.11; 2º) que todos os salvos experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus – Rm 12.2b; 1Ts 4.3; 5.18; 1Pe 2.15.

v.7 – Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. Que Deus nós ajude a orar, ler e estudar a Bíblia, a perguntar, a ponderar e refletir em tudo o que acontece a nossa volta e em nossa própria vida, mas acima de tudo a buscarmos aceitar a Sua vontade, mesmo que momentaneamente não a compreendamos.

II. Um coração ensinável - (2º) Procura entender que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, para a salvação e manutenção desta (v.8, 9)

Quando Pedro muda de ideia (v.9) tão rapidamente diante da afirmação de Jesus (v.8), ele ilustra muito bem os extremos da natureza humana – instante antes, ele dizia: Nunca me lavarás os pés. No instante seguinte, ele diz: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

Assim com Pedro, muitos crentes revelam esses extremos e falta de entendimento do processo de operação da salvação e de sua manutenção. O processo é muito simples:

Processo de operação da salvação (Efésios 2.8, 9)

1º) ouve-se a Palavra de Deus (evangelho) – Rm 10.17;
2º) reconhece-se a condição de pecador – Rm 3.23; 6.23;
3º) arrepende-se e confessa-se os pecados – At 3.19; Mc 1.15b.
4º) crê-se  em Jesus como salvador pessoal – Rm 10.9, 10.

Processo de manutenção da salvação (1João 1.9-2.2)

1º) reconhece-se que pecou – 1Jo 1.10-2.1a;
2º) aceita-se a Jesus como advogado e propiciação pelos pecados – 1Jo 2.1b, 2;
3º) confessa-se os pecados – 1Jo 1.9;
4º) aceita-se o perdão – 1Jo 1.9b.

Assim, um coração ensinável aceita a vontade de Deus, mesmo que momentaneamente não a compreenda e entende que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Tm 2.5) – na salvação e manutenção desta.

III. Um coração ensinável - (3º) Procura reconhecer e submeter-se a Jesus, pois ele é o único que conhece realmente quem somos – (v.10-11)

As palavras de Jesus, no v.10, indicam que a lavagem dos pés dos discípulos “foi mais que um exemplo; foi um meio pelo qual eles puderam participar da humilhação de Jesus”[3]. A primeira lição da lavagem dos pés é a da purificação espiritual (expiação), mas a segunda está “associada a um exemplo de serviço humilde”[4].

As reações de Pedro nesta passagem – “sua pergunta, sua recusa enfática e sua mudança de atitude impetuosa e extravagante são todas características suas”[5], mas que podem muito bem, serem usadas como um exemplo de características espirituais de muitos cristãos. Observando Pedro, uma das suas características negativas era a falta de quebrantamento.

De acordo com as Escrituras, quebrantamento não é apenas um simples sentimento, mas também um ato de vontade e é, na prática, um processo que acontece em duas perspectivas: 1ª) na perspectiva vertical – em sua disposição de relacionar-se com Deus e; 2ª) na perspectiva horizontal – em sua disposição de relacionar-se com o próximo.

Assim, a essência do quebrantamento consiste:

1º) Em um ato de vontade – é uma decisão pessoal, prática e humilde de uma pessoa que reconhece suas características positivas e negativas e está disposta a mudar e aprender se necessário.

2º) Em um processo contínuo de transformação – é uma maneira de viver que demonstra em palavras e ações profunda convicção das suas próprias necessidades espirituais, demonstrando genuína necessidade de um encontro diário com Deus, seguido de mudanças permanentes.

3ª) Em aceitar a vontade revelada de Deus – é submeter-se à vontade revelada de Deus, de forma absoluta e incondicional.

Esse quebrantamento que Pedro precisava, todo cristão necessita para que reconheça e se submeta ao senhorio de Cristo em tudo na sua vida.

Concluindo

Então, um coração ensinável:

Aceita a vontade de Deus, mesmo que, momentaneamente, não a compreenda;

Entende que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, para a salvação e manutenção desta;

Reconhece e se submete ao senhorio de Jesus Cristo em tudo na sua vida, pois ele é o único que sabe realmente quem somos.

Pr. Walter Almeida Jr.




[1] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 13.
[2] Ibid., p. 13.
[3] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 1584.
[4] Ibid., p. 1584.
[5] Ibid., p. 1584.

domingo, 6 de janeiro de 2013

A necessidade de uma nova vida


(Mensagem pregada na IBL Bereana em Araras, dia 06/01/13)
João 3.1-4

Para muitos cristãos o Evangelho de João é livro mais precioso do Novo Testamento. Como literatura, ele é a biografia mais fascinante de Jesus. Teologicamente, o texto mais profundo acerca da divindade de Jesus.

Para efeitos didáticos pode ser divido em três partes: 1ª) Parte – O Ministério Público de Jesus, seus discursos e seus milagres – João 1-12; 2ª) Parte – O Ministério Particular de Jesus, suas instruções aos discípulos mais íntimos – João 13-17 – Jesus os estava preparando para serem seus apóstolos, oferecendo um conjunto de prioridades pelas quais deveriam pautar suas vidas sob a orientação do Espírito Santo; e 3ª) Parte – A Paixão de Jesus, o Filho de Deus, sua missão redentora é vindicada por sua morte expiatória e sua ressurreição – João 18-21.

Nosso texto está no capítulo 3, que, segundo Warren W. Wiersbe apresenta Jesus de três modos: 1º) como o Mestre – 3.1-21; 2º) como o Noivo – 3.22-30; e 3º) como a Testemunha – 3.31-36. Na condição de Mestre, ele ensina sobre o novo nascimento para uma nova vida.

Esse ensino trata de uma questão de vida ou morte, de entrar ou ficar de fora no reino de Deus, ser salvo ou continuar perdido. Este ensino é ministrado através de um diálogo entre Jesus e Nicodemos – v.1, 2. Aqui surgem duas perguntas: Quem é Jesus? Quem é Nicodemos?

1ª) Quem é Jesus?

Não é de hoje que se faz esta pergunta. O próprio Jesus fez esta pergunta aos seus discípulos quando da sua primeira vinda a este mundo.

Lucas 9.18, 19 – “Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou: Quem dizem as multidões que sou eu?” “Responderam eles: João Batista, mas outros, Elias; (Jeremias/Isaías – Mateus 16.14) e ainda outros dizem que ressurgiu um dos antigos profetas”.

Portanto, esta pergunta é tão antiga quanto o Evangelho. Ainda hoje é assim, há muitos conceitos inadequados sobre Jesus. Por exemplo:

Há quem diga, por exemplo, que Jesus Cristo foi o maior homem que já viveu, homem perfeito, o homem ideal, o homem-modelo-dos-outros.

Outros classificaram Jesus Cristo como um grande mestre, um grande filósofo.

O Jesus Cristo das seitas da ciência da mente (Ciência Cristã, Ciência Religiosa, Escola Unitária do Cristianismo, etc.) não é diferente de qualquer outro ser humano. Cristo é uma ideia espiritual de Deus e não uma pessoa.

Há aqueles que ensinam que antes de nascer nesta terra, Jesus era Miguel, o Arcanjo. Ele é um deus, mas não o Deus Jeová.

Jesuso bilionário” – os chamados pregadores do movimento da fé e da prosperidade promovem um Jesus que foi materialmente próspero.

Jesus é o Filho do Deus Vivo – esta afirmação não é minha, mas do próprio Deus e Pai, Criador e Sustentador dos céus e da terra. Escute o que diz a Palavra de Deus, a Bíblia:

Mateus 3.17 – “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.

Mateus 17.5 – “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”.

Atos 13.32, 33 – “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei”.

Hebreus 1.5 – “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?”.

2 Pedro 1.17 – “pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.

Quando a Bíblia diz que Jesus é Filho de Deus, ela quer dizer que ele é Deus. João 1.18 diz – “Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer”.

E porque ele é Deus ele tem atributos de Deus, qualidades inerentes somente a Deus, como:

CriadorJoão 1.2, 3 – “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”.

OnipotênciaMateus 28.18 – “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”.

OnipresençaMateus 18.20 – “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”.
OnisciênciaJoão 1.48 – “Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira”.

Vida EternaJoão 5.26 – “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.

Perdoador de pecadosMateus 9.2 – “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados”.

2ª) Quem é Nicodemos – Nicodemos é tão claramente identificado em João 3.1-7, que é possível ter uma imagem clara de sua personalidade e do propósito de sua visita a Jesus.

Nicodemos era: 1) uns dos principais dos judeus (fariseus) – a fraternidade mais religiosa de toda a religião judaica; 2) Líder dos judeus – integrava o supremo organismo jurídico permitido pelos romanos, o Sinédrio, encarregado da liderança moral e espiritual do povo e; 3) mestre em Israel – teólogo preocupado com a verdadeira compreensão e ensino da revelação dada por Deus.

O Evangelho de João narra três episódios que envolvem Nicodemos e Jesus: 1º) Um diálogo a noite sobre o novo nascimento e o Reino de Deus – João 3.1-15; 2º) Uma defesa do ministério de Jesus – João 7.44-52 e; 3º) O cuidado com Jesus na hora da sua morte – João 19.18-42.

Então, nesse ensino de Jesus que trata de uma questão de vida ou morte, de entrar ou não no reino de Deus, de ser salvo ou continuar perdido. Jesus fala claramente sobre a necessidade do novo nascimento, para o começo de uma nova vida, a vida cristã, observamos no dialogo de Jesus com Nicodemos três detalhes: 1º) Um esclarecimento extraordinário – v.3a. 2º) Um requisito indispensável – v.3b. 3º) Uma experiência única – v.3c.

I. Um esclarecimento extraordinário – v.3a
“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo...”

Diante de Jesus estava um homem que o via como um mestre, mas que tinha visto mais do isso nos seus milagres e no seu ensino. Por isso tinha muito a perguntar. Na verdade, Nicodemos queria saber a verdade: Jesus era ou não o Filho de Deus, o Salvador!

Jesus respondeu do modo mais direto possível naquele momento. Ele disse: Em verdade, em verdade te digo, ou seja, você quer saber a verdade, eu te digo!

Exemplo: Condoleezza Rice na Conferência Global para Líderes 2012 em Campinas.

Essa compreensão é extraordinária da verdade de quem é Jesus, mostra um requisito indispensável para entra no reino de Deus – o novo nascimento!

II. Um requisito indispensável – v.3b
“... que, se alguém não nascer de novo...”

O verbo nascer aqui está na voz passiva indicando “ser gerado do alto” ou “nascer de cima”. Jesus foi ao amago da necessidade de Nicodemos, ou seja, a necessidade de transformação espiritual ou regeneração produzida pelo Espírito Santo.

Essa necessidade de Nicodemos, do novo nascimento, desafiou o direito dele de fazer uma avaliação puramente humana a respeito de Jesus. A resposta de Jesus foi muito além da pergunta implícita de Nicodemos no texto.

O novo nascimento é um ato de Deus pelo qual a vida eterna é concedida aos que creem em Jesus e também é o ato de tornar-se filho de Deus pela fé no nome de Jesus.

Significa receber de Deus uma nova natureza, novos princípios, novos afetos e novos objetivos na vida.  E esta é a necessidade de qualquer pessoa, até mesmo dos mais religiosos como Nicodemos. Jesus disse a ele: Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. (v.7)

A compreensão da necessidade do novo nascimento é um requisito indispensável para entrar no Reino de Deus gera uma experiência única na vida do cristão!

III. Uma experiência única – v.3c
“... não pode ver o reino de Deus.”

A palavra ver, aqui, significa “experimentar, encontrar, participar em”. Ver o reino, aqui, é ter a vida eterna. Jesus queria dizer a Nicodemos que viver no reino é estar sob o governo, a autoridade e o cuidado do Rei.

A experiência de viver num mundo que jaz no maligno, ou seja, que está debaixo da autoridade do Diabo todos, sem exceção, neste mundo já tem. Mas a experiência de entrar no reino de Deus, começando pelo novo nascimento, ainda aqui no mundo, só tem aqueles que reconhecerem a Jesus como o Filho de Deus e Salvador Pessoal e o receberem como tal pela fé, confessando os seus pecados!

Concluindo

Para que neste novo ano, 2013, desfrutemos de paz real, segurança total e felicidade plena, que é o que todos queremos, Jesus disse: ... importa-vos nascer de novo (v.7b).

Eu e você precisamos mais do nunca, hoje, desse esclarecimento extraordinário, desse requisito indispensável e dessa experiência única para sermos salvos e fazermos parte do Reino de Deus, aqui e no porvir!

Pr. Walter Almeida Jr.

A Palavra de Deus e os desafios do dia a dia


Salmo 119.105-112

Encerramos o ano de 2012, em nosso ensino dominical, expondo a décima terceira estrofe do Salmo 119, 119.97-104, que começa com a décima terceira letra do alfabeto hebraico Men e significa água fluindo. Essa letra era usada para identificar o numeral 40 e é normalmente transliterada como a letra M em português. Nosso tema foi: A Palavra de Deus – ensino e orientação completa para a vida.

Hoje, em nosso primeiro estudo do ano de 2013, nossa estrofe do Salmo 119 é 105-112, que começa com a décima quarta letra do alfabeto hebraico Nun e significa peixe. Essa letra era usada para identificar o numeral 50 e é normalmente transliterada como a letra N em português.

Nesta estrofe o Salmista fala da importância da Palavra de Deus diante dos desafios do dia a dia. Na vida, em seu cotidiano, às vezes, os cristãos estão andando em meio a densas trevas, por isso cada um precisa aprender a usar a Palavra de Deus de forma pessoal, prática e habitual como uma lâmpada que dissipa as trevas. (Conf.: Pv 6.23) Esse é o contexto do que é dito, aqui, a respeito da Palavra. “Ela deve ser usada na vida real, num mundo real”.[1]

Nosso tema de hoje é: A Palavra de Deus e os desafios do dia a dia.

I. A Palavra de Deus como guia para a vida e o compromisso espontâneo vv.105, 106

1. v.105lâmpada – Nos dias do salmista não existia iluminação pública. Quando a pessoa saia de casa à noite, precisava levar uma lâmpada consigo para evitar os perigos que a escuridão da noite escondia. A Palavra de Deus com luz em meio à escuridão é derivada desta observação.

Um dos benefícios mais práticos da Palavra de Deus é a direção que nos oferece nas rotinas do dia a dia. Nós precisamos deixar nos guiar pelas instruções da Palavra de Deus. Felizes são todos aqueles que se apropriam da Palavra de Deus e a usam de forma prática como conselheira e fonte de consolação.[2]

2. v.106juramento – a ideia de um compromisso espontâneo é forte aqui neste verso. O salmista sabe que fazer o que é certo é sempre certo e que não existe nenhum mérito em se fazer o que se está obrigado a fazer.

O apego à Palavra de Deus deve existir por amor a Deus e a sua Palavra.
O apego à Palavra de Deus deve ser como os votos que se fazem no casamento: fazem-se os votos porque se ama a outra pessoa.

II. A Palavra de Deus nas mãos do Senhor em meio às dificuldades da vida vv.107, 108

1. v.107é apta para renovar (vivifica-me). A renovação psicológica e espiritual divina é o melhor remédio contra as aflições da vida. O nosso Deus amoroso é o único capaz de renovar diariamente o ser humano. O Salmista pede uma ação divina de acordo com as promessas feitas na Palavra de Deus e não de acordo com os sentimentos experimentados por ele.

2. v.108é apta para ensinar (ensina-me). O salmista sabia perfeitamente que “o temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (Pv 1.7). E que o que a Deus “der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal”. (Pv 1.33)

Assim como o compromisso com a Palavra de Deus deve ser espontâneo (106), o louvor oferecido a Deus também – v.108a; Hb 13.5.

III. A Palavra de Deus em mãos humanas em meio às dificuldades da vida vv.109, 110

1. v.109deve ser sempre lembrada – os desafios naturais e diários da vida, devem ser enfrentados pela luz da Palavra (105) e da dependência de Deus (Jo 16.33).

2. v.110deve ser sempre observada – para um enfrentamento vitorioso contras as forças maléficas do mundo e do diabo em nosso cotidiano, a Palavra de Deus deve ser observada para ser usada corretamente.

Paulo, no NT, ensina sobre isso em Efésios 6.10-20.

IV. A Palavra de Deus traz alegria e orientação ao coração diariamente – vv.111, 112

1. v.111alegria (prazer) – tudo o que estava relacionado a Palavra de Deus causava alegria no salmista. No conhecimento da sua doutrina, no descansar nas suas promessas e no viver de acordo com ela no dia a dia da vida, ele encontrava verdadeira felicidade. “O coração alegre precisa estar ligado ao coração dirigido. Alegria sem obediência é frivolidade; obediência sem alegria é moralismo”.[3]

2. v.112orientação (guardar) – O fato de o salmista ter a Palavra de Deus como lâmpada (v 105), de se apegar firmemente, de ser renovado  e ensinado diariamente por Deus através dela (vv.106-108), fez com que ele se inclinasse a obedecer aos mandamentos do Senhor até ao fim da vida!

O Salmista estava inclinado a viver pelos mandamentos de Deus, enquanto outros estão dispostos apenas a falar acerca dos mandamentos de Deus.
O Salmista estava inclinado a praticar os estatutos do Senhor, enquanto outros estão dispostos apenas a praticar certos rituais.
O Salmista estava inclinado a obedecer sempre, enquanto outros estão dispostos a obedecer somente de vez em quando.
O Salmista estava inclinado a se relacionar com Deus aqui e por toda a eternidade, enquanto outros buscam apenas uma religião temporária.

Concluindo

Assim como o salmista precisamos ter a Palavra de Deus como lâmpada e luz para a nossa caminhada de fé (v.105), enquanto nos apegamos firme e diariamente a ela (v.106), para recebermos a renovação e o ensino, cotidianamente, de Deus, através da mesma (v. 107, 108). Amém!


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 861.
[2] Meimaridis, Rev. Alexandros – Apostila de Exposição do Salmo 119, p. 36.
[3] Carson, p. 861.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O estilo de vida marcado pelo amor doador

Começamos hoje, no Grupo Pequeno da Comunidade Batista Livre de Limeira, uma série de estudos bíblicos sobre o título "Discipulado - O Padrão do Mestre". Esse e o título do livro  O Padrão do Mestre de Josadak Lima, da Editora AD Santos. Os temas semanais que abordam o título também são do livro de Josadak. Embora o título bimestral dos estudos e seus temas semanais sejam os do livro, acrescentei uma bibliografia mais abrangente e é claro usamos o texto bíblico no Evangelho de João 13, como texto base dos estudos.

João 13.1-5

Para muitos cristãos o Evangelho de João é livro mais preciso do Novo Testamento. Como literatura, ele é a biografia mais fascinante de Jesus. Teologicamente, o texto mais profundo acerca da divindade de Jesus.

Para efeitos didáticos pode ser divido em três partes: 1ª) Parte – O Ministério Público de Jesus, seus discursos e seus milagres – João 1-12; 2ª) Parte – O Ministério Particular de Jesus, suas instruções aos discípulos mais íntimos – João 13-17 – os quais estava preparando para serem seus apóstolos, oferecendo um conjunto de prioridades pelas quais deveriam pautar suas vidas sob a orientação do Espírito Santo; e 3ª) Parte – A Paixão de Jesus, o Filho de Deus, sua missão redentora é vindicada por sua morte expiatória e sua ressurreição – João 18-21.

Nosso objetivo é estudar os capítulos de 13 a 17, que os teólogos chamam de a Sementeira das Epístolas do Novo Testamento, pelo fato de que, praticamente, todas as doutrinas desenvolvidas nelas estão originalmente presentes nos ensinos de Jesus nesses cinco capítulos.

Como o ensino de Jesus não era apenas teórico, mas prático, também, houve espaço para que os discípulos fizessem perguntas. Eles fizeram sete perguntas a Jesus:

1) João 13.6 – Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim?
2) João 13.25 – Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é?
3) João 13.36 – Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais?
4) João 13.37 – Replicou Pedro: Senhor, por que não posso seguir-te agora?
5) João 14.5 – Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?
6) João 14.22 – Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo?
7) João 16.17, 18 – Então, alguns dos seus discípulos disseram uns aos outros: Que vem a ser isto que nos diz: Um pouco, e não mais me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Vou para o Pai? Diziam, pois: Que vem a ser esse –  um pouco? Não compreendemos o que quer dizer.

O discipulado, como vemos aqui, “não acontece pelo viéis do discurso, mas do diálogo, pela conversação”.[1] Jesus, na formação dos seus discípulos, aproveitou todas as oportunidades que surgiram no cotidiano deles e daí, do ensino da vida diária, extraiu o conteúdo para a formação adequada, apresentando-os “com uma argumentação simples, direta e não abstrata”[2].

Em João 13.1-5, quando Jesus começa a lavar os pés dos 12 discípulos, ele ensina que a melhor maneira de sermos parecidos com Ele é servindo como Ele serviu, isto é, assumindo o Seu estilo de vida que foi marcado pelo amor doador.

“John Stott, refletindo sobre o discípulo radical afirma que a semelhança com Cristo é o propósito de Deus para o seu povo. O propósito eterno (Rm 8.29), o propósito histórico (2Co 3.18) e o propósito escatológico de Deus (1Jo 3.2) é nos transformar à semelhança de Jesus”[3].

Diante disso e do texto de João, surgem três perguntas: Em seu estilo de vida marcado pelo amor doador: 1ª) O que Jesus sabia naquele momento? 2ª) O que Jesus sentiu naquele momento? 3º) O que Jesus fez naquele momento?

Em seu estilo de vida marcado pelo amor doador:

I. O que Jesus sabia naquele momento? (v.1-3)

1. Ele sabia que era chegada a sua hora de morrer – v.1a. (Jo 12.23; 17.1)

2. Ele sabia que Judas iria traí-lo – v.2. (v.11, 27)

3. Ele sabia da sua exaltação – v.3. A exaltação aqui compreendia toda a autoridade no céu e na terra e a consciência da sua origem e do seu destino eterno. (Mt 28.18)

4. Ele sabia da discussão dos discípulos sobre quem deles seria o maior – Lc 22.24.

“O poder é algo sedutor. Principalmente o poder sobre seres humanos. A sede pelo poder desperta e alimenta nos homens os sentimentos mais primitivos. O poder pode destruir ou criar. Dependendo do caráter do indivíduo, haverá diferentes formas ou apresentações do poder. Se tivermos uma pessoa de bom caráter, o poder será exercido em favor dos outros. Se tivermos uma pessoa de má índole, o poder será expresso de uma forma manipuladora e maléfica”.[4]

II. O que Jesus sentiu naquele momento? (v.1b)
“... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”

1. Amor pelos seus que estavam no mundo. Temos aqui dois aspectos importantes do amor de Jesus:
a. Primeiro aspecto – o amor salvador pela humanidade – João 3.16; Tt 2.11-14.
b. Segundo aspecto – o amor cuidadoso pelos seus filhos – Hb 12.1-13.
c. Jesus, em sua oração em João 17, mostra esses dois aspectos do amor de Deus – Jo 17.6-19; 20-21.

2. A expressão “amou-os até o fim” tem dois significados:
a. 1º) indica intensidade – amor ao máximo, completo, pleno, absoluto, perfeito, sem reservas.
b. 2º) indica temporalidade – amou até ao fim da sua vida humana perfeita.

“A mola mestra da vida de Jesus foi o amor. Tudo que Jesus fez foi por amor. Jesus amou aos doze, de forma inabalável, até a sua consumação na cruz, onde Ele ama ao extremo”.[5]

III. O que Jesus fez naquele momento? (v.4, 5)

O que Jesus sabia e sentiu naquele momento, determinou a sua atitude. Olhando esses versículos entendemos que “a verdadeira história da Paixão já começou na última ceia de Jesus com seus discípulos. O lava-pés torna-se símbolo de toda a ação de Jesus em sua Paixão. Jesus demonstra que o verdadeiro amor não vive de palavras, mas atitude, e sua voz pode ser uma lágrima ou um brilho no olhar”.[6]

A atitude de Jesus ensina três lições: de um estilo de vida marcado pelo amor doador:

1. Primeira Lição: O amor doador é ação – só Jesus tomou a iniciativa de lavar os pés – v.4, 5a. (Mc 10.43-45)

2. Segunda Lição: O amor doador é humilde – “o amor de Jesus torna-se visível em sua ternura e ações de humildade”[7]. (v.4, 5 – Conf.: Fp 2.5-8)

3. Terceira Lição: O amor doador é altruísta – v.4, 5. Qual a recompensa de Jesus por lavar os pés dos seus discípulos? (Rm 5.8)

Concluindo

O discípulo de Jesus, que se torna discipulador, “precisa cultivar um amor doador, sendo altruísta, um amor que não procura seus interesses. Jesus amou os seus discípulos o tempo todo, embora soubesse que um deles era o traidor, outro o negaria e todos o abandonariam na cruz. O amor sempre esteve presente nos seus relacionamentos, palavras e atitudes, suportando, tolerando, perdoando e purificando”[8].

Antes de deixá-los, Jesus expressou o seu amor por eles de forma extraordinária e assim revelou para todas as gerações de cristãos que o fundamento de toda a vida de um discípulo dele, bem como o seu serviço no reino de Deus é o amor genuíno.




[1] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 2.
[2] Ibid., p. 3.
[3] Casimiro, Arival Dias, Estudos Expositivos em João – Capítulo 12 a 21, 2011, p. 12.
[4] Josadak, p. 8.
[5] Ibid., p. 5.
[6] Ibid., p. 6.
[7] Ibid., p. 7.
[8] Ibid., p. 5.