segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Estudo Bíblico (2) - Jesus, a sós com Deus

Lucas 5.12-16 (6.12)

No estudo da semana passada em Mc 1.35-39, descobrimos algo muito importante a respeito da vida pessoal de Jesus Cristo – “Ele gostava de estar sós com Deus, o seu Pai”. Momentos de preparação para os muitos desafios do seu ministério terreno e momentos de comunhão, diálogo e intimidade com Deus. Jesus sabia que o êxito de sua missão estava em grande parte associado à sua vida pessoal com Deus.

As lições que aprendemos desta passagem da vida intima de Jesus com Deus, foram: 1º) v.35a – “De madrugada, quando ainda estava escuro...” – Um Momento Especial, Mesmo que Tivesse que Custar Alguma Coisa também Especial; 2º) v.35b – “Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto...” – Um Lugar Onde Pudesse Estar Realmente as Sós; e 3º) v.35c – “onde ficou orando.” – Um Diálogo com Qualidade.

Hoje, dando continuidade à série de estudos da vida devocional de Jesus, vamos estudar outra passagem – Lc 5.12-16.

Nosso texto: Após outro dia de atividades intensas, Jesus se retirou para um lugar solitário para estar orando. O texto mostra algo interessante: Jesus não tinha um só lugar para orar, e esses lugares eram solitários. Isto quer dizer que, onde quer que fosse para anunciar o Reino e realizar coisas milagrosas, ele também tinha um lugar onde pudesse estar em comunhão com Deus.

Outra coisa interessante que o texto mostra é a atitude do homem com lepra. Da sua atitude de ir a Jesus, prostrar-se com rosto em terra e lhe pedir a cura da lepra, podemos tirar algumas lições sobre como apresentar nossos pedidos ao Senhor.

As lições podem ser:
1º) A atitude daquele homem de ir a Jesus nos ensina que é a Deus que devemos dirigir as nossas petições; 2º) A atitude daquele homem de prostrar-se com rosto em terra nos ensina que Deus é soberano e ele é quem decide com responder nossas petições e que devemos estar dispostos a aceitar um sim, um não ou um espere; e 3º) A atitude daquele homem de citar o que ele queria, nos ensina que devemos ser específicos em nossas petições ao Senhor.

Lucas é o Evangelho onde há uma ênfase na vida devocional de Jesus. Ele faz dez citações a respeito da vida de oração e meditação de Jesus – Lc 3.21; 5.16; 6.12; 9.18, 28, 29; 10.21; 11.1; 22.39-46; 23.34, 46.

Estas citações mostram as várias situações em que Jesus orou: 1º) Temos as citações dos momentos particulares de orações de Jesus; 2º) Temos as citações de momentos de orações em público feitas por Jesus; e 3º) Temos as citações daqueles momentos de oração em meio a crises.

Vamos, então, ler e procurar entender as atitudes de oração de Jesus.

I. Momentos Particulares de Oração

1. Lucas 3.21 – ... e, estando ele a orar, o céu se abriu... Jesus tinha uma vida devocional equilibrada a tão ponto, que até em momentos de maior alegria ele não deixava de orar. Três perguntas para refletirmos: O que fazemos quando estamos alegres? A que e a quem atribuímos nossa felicidade? Como comemoramos uma vitória em nossa vida?

2. Lucas 5.16 – ... se retirava para lugares solitários e orava. Ele tinha, a onde quer que fosse, sempre um lugar especial onde pudesse ter um momento a sós com Deus. Três perguntas para refletirmos: Você já tem o seu lugar especial/especifico para sua hora silenciosa? Você já começou a seu momento a sós com Deus? Como está sendo esta experiência para você?

3. Lucas 6.12 – ... retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. O interessante é que Jesus também realizava vigílias de oração. Quando havia necessidade, ele dedicava uma noite inteira para estar diante, na presença, de Deus. Nesse caso, em especial, ele após uma noite inteira de oração pode decidir entre os seus discípulos, quem seriam seus doze apóstolos, seus doze homens de confiança.
Uma pergunta para reflexão: Quando precisamos tomar decisões, quanto tempo passamos na presença de Deus?

4. Lucas 9.18a – Estando ele orando à parte, achavam-se presentes os discípulos... – Jesus agora começa a treinar, a ensinar na prática, os seus doze apóstolos sobre a importância de uma vida devocional equilibrada. Eles estavam no mesmo lugar, mas a prática devocional era em particular.

Após aquele momento de oração, Jesus fez duas perguntas: Quem dizem as multidões que sou eu? v.18b. Após a resposta a primeira, ele fez a segunda: Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que eu sou? v.20. Por que ele fez essas duas perguntas, logo após um momento a sós com Deus? Por que ele queria ensinar aos seus apóstolos duas coisas: 1ª) Uma visão correta do mundo (cosmovisão cristã), e de quem é Deus vem pelo conhecimento pessoal de Deus; e 2ª) Uma profissão de fé bíblica vem pelo conhecimento e pela pratica de uma vida de comunhão com Deus pela sua Palavra e pela oração.

Paulo entendeu também essa lição, por isso deixou a recomendação 1Ts 5.16-19Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não apagueis o Espírito.

II. Momentos de Oração em Público

1. Lucas 10.21Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

Jesus nesse momento de testemunho e alegria dos setenta e dois discípulos, enfatiza a necessidade de maior regozijo pela segurança da salvação do que pelas coisas grandiosas que acontecem quando se anuncia o Reino de Deus, e faz uma oração de louvor ao Pai em voz alta.

Nessa oração, ele mais uma vez deixa claro alguns aspectos da oração: Exaltaçãolouvor e adoração; Aceitação da vontade de Deus; Confiança; e Dependência de Deus.
Em nossas orações públicas devemos enfatizar nossa total dependência de Deus.

2. Lucas 11.1 – De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos.

Apesar de estarem sendo treinados por Jesus para uma vida devocional eficaz, os discípulos tinham a necessidade de ter uma oração modelo, tipo um manual, por onde eles pudessem se guiar em suas orações particulares e em público.

Atendendo seu pedido, Jesus, deu-lhes uma oração modelo, não para que fosse usada como reza de forma repetitiva e estática, mas uma que continha os passos e os aspectos necessários para uma vida de oração edificante, prática.

A oração no contexto bíblico tem pelo menos cinco elementos, que não precisam necessariamente estar em todas as nossas orações. Na oração modelo que Jesus ensinou para os seus discípulos, ele teve o cuidado de inserir todos esses aspectos/elementos – Mateus 6.8-13; Lucas 11.1-4:

ð Adoração É de coração exaltar a Deus pelo que ele éSl 136.
ð Ações de Graças (louvor) É exaltar a Deus pelo que ele fez, está fazendo e fará por nósSl 103.2; Lc 17.17.
ð Confissão É abrir o coração para Deus e contar para ele todos os seus pecados de qualquer natureza, admitindo sempre a sua culpa1Jo 1.9-2.2.
ð Intercessão É exercitar-se no altruísmo e orar em favor dos sofrimentos, dos problemas e das necessidades dos outros, assim como o fez JesusLc 22.32; Jo 17.20; Rm 8.34; Hb 7.25. A intercessão não é uma escolha, mas uma ordemTg 5.16. Devemos interceder até pelos que nos perseguemMt 5.44.
ð Súplica É apresentar diante de Deus as suas próprias necessidades, familiares e comunitárias, costumeiras ou esporádicasFp 4.6.

III. Momentos de Oração em Meio a Crises

1. Lucas 22.39-46 – v.39, 40E, saindo, foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação.

Dentre as muitas crises enfrentadas por Jesus em seu ministério, essa era uma das piores, pois ele estava lutando contra si mesmo. Sua natureza divina dizia: Estamos aqui para realizar a vontade do Pai. Sua natureza humana dizia: É muito sofrimento não vou aguentar. Por isso, Ele aconselhou os seus discípulos a orarem para que não fossem vencidos pela tentação.

v.41 – Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,
v.42 – dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.
v.43 – A situação era tão critica, que Deus permitiu que um anjo do céu o fortalecesse.
v.44 – E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.

Mesmo com a presença de um anjo para o fortalecer, a angustia de Jesus não passava, e a sua atitude foi de orar mais e mais. A sua angustia chegou a tal ponto, que seu organismo reagiu transpirando sangue. Jesus é o exemplo por excelência de persistência na oração em meio a crises!

2. Lucas 23.34 – Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. Já na cruz, entre dois malfeitores, intercede pelos seus algozes. Essa é uma oração que expressa a resposta daquele momento de oração antes de ser preso.

3. Lucas 23.46Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou. Essa é a última oração que Jesus faz antes de sua morte.
É uma oração que enfatiza a esperança e a convicção de todo salvo. Ao morrer um salvo, o seu espírito, vai direto para as mãos de Deus! – Ec 12.7 – “o pó volte a terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”.

Essa oração também demonstra que a morte de Jesus foi real. Assim como sua vida. Pois só morre que está vivo.

Concluindo – Que esse exemplo de uma vida de oração de Jesus, o filho de Deus, nos estimule a uma vida de oração intensa.

ð Que possamos orar diariamente em particular, no nosso momento a sós com Deus.
ð Que possamos orar na congregação com os outros irmãos.
ð Que possamos orar em meio as maiores crises de nossas vidas.

Vamos orar?!

Pr. Walter Almeida Jr.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estudo Bíblico (1) - Jesus, a sós com Deus


Marcos 1.35-39
Jesus, a Sós com Deus (1)

Introdução

Falamos muito em oração, leitura da Bíblia, testemunho, louvor e adoração. Nos envolvemos em muitas atividades, dentro e fora da nossa religiosidade. Não há nada de errado em nossas atividades diárias. O incorreto está na ordem de prioridades que damos a tudo que temos e vamos fazer diária, semanal, mensal e anualmente.

Queridos irmãos os estudos este mês visam, através do exemplo de Jesus Cristo, ajudar-nos a colocarmos nossa vidas e prioridades em ordem e preparar-nos para encararmos cada dia como um novo dia criado por Deus, sempre com ele no controle.

O texto de Marcos 1.35-39 mostra algo muito importante a respeito da vida pessoal de Jesus Cristo – Ele gostava de estar a sós com Deus, o seu Pai. Aqueles momentos de comunhão, de diálogo e intimidade com Deus. Jesus sabia que o êxito de sua missão estava em grande parte associado à sua vida pessoal com o seu Pai.

Jesus teve que conviver com duas naturezas: 1) a divina; 2) a humana – Era aqui, na natureza humana, onde o Diabo iria concentrar as suas forças contra o filho de Deus!

As lições que podemos aprender desta passagem da vida intima de Jesus com Deus, estão claras no próprio texto: 1º) v.35a – De madrugada, quando ainda estava escuro, ... – Um Momento Especial, Mesmo que Tivesse que Custar Alguma Coisa também Especial; 2º) v.35b – Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto... – Um Lugar Onde Pudesse Estar Realmente as Sós; e 3º) v.35c – ...onde ficou orando. – Um Diálogo com Qualidade.

I. “De madrugada, quando ainda estava escuro, ...” – v.35a
Um momento especial, mesmo que tenha que custar alguma coisa especial

1. Após um dia exaustivo Jesus, junto com seus discípulos, é claro foi descansar, dormir. Mas logo cedo, ainda escuro, levantou-se.

Não havia outro momento, a não ser aquele, quando todos ainda estavam dormindo. Isto custaria a Jesus uma parte de seu descanso diário. O melhor do sono, seria o que ele sacrificaria para ter diariamente um momento a sós com o Pai, aquele seria o momento especial de estar a sós com Deus. Não seria fácil, depois de um dia de ministério intenso ter que parar no melhor do descanso. Seria um sacrifício diário, senão não teria este momento especial.

Os discípulos logo se levantariam a sua procura – v.36. Os discípulos não davam um descanso!

2. Na Bíblia, temos o exemplo de um homem que também sacrificou uma amizade e colocou a sua vida em risco para ter momentos a sós com Deus. Daniel foi esse homem – Daniel 6 – v.10 – “Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus.”

Daniel tinha um costume – orar de joelhos três vezes ao dia!
Mesmo com uma lei temporária contra a sua vida devocional, ele não parou. Sacrificou a amizade do rei, um idolatra que queria ser um deus, e colocou a sua própria vida em risco, para manter aquele momento a sós com Deus. Daniel sabia quem era Deus e que nada é mais importante do que ele na vida!

O que faríamos hoje com uma lei dessa? A resposta de muitos seria: Vamos orar em espírito? Um mês só? Ora! Deus não vai se importar. É para o bem da obra! Não vamos ficar mal com o governo por isso? Deus nem vai se importar? Acho que Deus quer provar a nossa fé!

3. Pense em momento em que você pode dedicar para estar a sós com Deus. O que eu e você temos que sacrificar nesta nossa vida para termos um tempo a sós com Deus?

Nós temos tempo para tudo que gostamos de fazer. Pode ser a qualquer hora, se é alguma coisa importante para nós, nada atrapalha, nem mesmo as reuniões de oração, louvor, adoração, ensino e edificação da igreja! Que importância estou dando ao Deus que me criou e me salvou? “De madrugada, quando ainda estava escuro...”

II. Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto... – v.35b
Um Lugar Onde Pudesse Estar Realmente as Sós

1. Este momento especial de Jesus a sós com Deus, tinha que ser em algum lugar. Ele escolheu um lugar deserto. Isto é, um lugar onde ele estaria de fato sozinho com Deus.

2. Há algumas palavras nesta segunda parte do versículo que são dignas de nota:

Levantou-se – fala de despertamento.
Saiu e foi – fala de tomada de atitude.
Deserto – fala de escolhas.

3. Exemplo: Raph W. Neighbour Jr. em seu livreto Estação do Novo Convertido conta uma história do encontro de um pastor americano com um pastor japonês.
Num jardim no quintal da casa do pr. Japonês, um chalé de um quarto. O chalé era chamado de “quarto de escuta”. Era o lugar onde pr. japonês parava para ter um tempo especial com Deus. Esse lugar é mais uma atitude do coração do que um lugar físico. Significa abrir nossas vidas não somente para falar com Deus, mas também para ouvi-lo!

Temos um exemplo na Bíblia que exemplifica o parar para ouvir – Habacuque 2.1-2.

4. Jesus tinha um lugar desse. Um lugar especial para estar a sós com Deus. Era o Monte das Oliveiras, um lugar ao leste da cidade de Jerusalém – Lucas 21.37.

Durante as constantes mudanças que seu ministério exigia, ele teve que escolher outros lugares onde ter este tempo com seu Pai – Lc 5.16Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava.

Nós já vimos o exemplo de Daniel que tinha este tempo três vezes ao dia. Mas este tempo solitário com Deus era em um lugar especial.

Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus.
Daniel 6.10

5. Por que eu preciso de um lugar e um tempo a sós com Deus?

Ter um lugar e dedicar tempo é necessário para que o amor cresça em qualquer relacionamento. Com Deus não é diferente! Precisamos de um tempo diário com ele!

Pense num casal de namorados, depois noivos e quando casam! Diz um ditado popular: Quer conhecer uma pessoa de verdade? Vá morar com essa pessoa!

Quer conhecer Deus de verdade? Tenha um lugar especial e dedique tempo neste lugar para falar com Ele!

O texto de Mc 1.35 diz: De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.

III. ...onde ficou orando. – v.35c
Um Diálogo com Qualidade

1. Então Jesus tinha um lugar especial onde podia estar solitário e dedicava neste lugar um tempo especial, de qualidade, com Deus. O que Jesus ficava fazendo? O texto diz orando!

2. Quero enfatizar e estudar sobre necessidade de orarmos a sós e juntos como igreja (como corpo).

A oração pode ser definida assim: Orar é falar com Deus e ouvir a sua Voz. Essa definição nos leva a pensar que a oração é comunhão continua, diária, com Deus. Então posso afirmar que a oração tem como propósito a comunhão com Deus.

3. Quando Jesus ensinou sobre a oração, ele identificou algumas atitudes dos religiosos de sua época, que não devemos ter ao oramos – Mateus 6.5-15.
Ele disse: quando orarem não sejam com os hipócritas – v.5a. Porque?

1º) v.5beles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas – atitude hipócrita, farisaica para impressionar os religiosos e os não religiosos.

2º) v.5ceu lhes asseguro que eles já receberam sua recompensa – o reconhecimento dos religiosos e dos não religiosos.

3º) v.7E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem, serão ouvidos. – era uma tentativa de impressionar e persuadir a Deus a agir de acordo com a vontade humana.

4. Mas, neste mesmo texto, Jesus ensinou sobre um lugar e um tempo especial de oração e também sobre qualidade na oração.

v.6aMas quando você orar... – naquele momento, naquele tempo a sós com o Pai!

v.6b – ... vá para o seu quarto, feche a porta... – no lugar solitário, sozinho!

v.6c – ... e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que está em secreto, o recompensará. – Tenha comunhão, um diálogo de qualidade, com o Pai que está lá no lugar que você escolheu e lá ele vai responder, dialogar, conversar.

5. Então, após esse ensino, Jesus fala sobre os elementos da oração, deixando um exemplo, uma oração modelo.

v.9       – Exalte ao Senhor – Louvor!
v.10     – Aceite a vontade de Deus. Ele vai responder sim, não ou espere!
v.11     – Peça a Deus por você mesmo e suas necessidades e também interceda pelos outros.
v.12     – Confesse seus pecados aos Senhor, receba o perdão e tenha uma atitude de perdão em relação ao seu irmão e semelhante.
v.13a   – Confie no Senhor e no seu cuidado conosco em nos guardar do mal.
v.13b   – Adore ao Senhor – Amém!
vv.14, 15 – Uma advertência séria sobre perdão e comunhão!

6. Se a oração e um momento de comunhão, de diálogo, como é que ouço a voz de Deus. Será que Deus está falando? Raph W. Neighbour Jr. em seu livreto “Estação do Novo Convertido”, diz que a pergunta correta nesta seria: Estou ouvindo?

Tenho certeza que cada irmão aqui presente já ouviu a voz de Deus pelo menos uma vez na vida. Como foi que Deus falou para você receber Jesus como seu Salvador e Senhor? Esse chamado foi por meio de uma palavra convincente e singular ou foi uma convicção crescente do seu chamado para recebê-lo? Tudo isso vem pela Palavra de Deus que é usada pelo Espírito Santo!

Há uma frase que gostaria que os irmãos não esquecessem: Quando oramos falamos com Deus, quando lemos a Bíblia, Deus fala conosco!

Pois é, no momento e lugar especial onde você vai ter aquele tempo de comunhão com Deus, você precisa estar com a Bíblia, pois é por ela que Deus fala conosco.

Concluindo

“De madrugada, quando ainda estava escuro,
Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando”.
Marcos 1.35

Querido irmão, pense agora por um momento:
1) Qual seria um bom horário para estar a sós com Deus –  para orar, ler e ouvi-lo?
2) Qual seria um bom lugar para estar a sós com Deus – para orar, ler e ouvi-lo?
3) Entenda que este tempo diário será um tempo alegre, de crescimento e intimidade com Deus!
4) Escute o que diz 1 Tessalonicenses 5.16-19 (NVI):

“Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. Não apaguem o Espírito”.



Pr. Walter Almeida Jr.

Reflexões nos Salmos - Salmo 2 - A rebelião humana, a reação divina, o governo divino e a responsabilidade humana

Salmo 2
A rebelião humana, a reação divina, o governo divino e a responsabilidade humana

Introdução

Assim como os outros 65 livros que formam a Bíblia, o livro dos Salmos e inspirado pelo Espírito Santo. O próprio Davi afirmou isso – 2Sm 23.1-3, Jesus confirmou a inspiração divina de Davi – Mc 12.36, e Pedro em seu sermão no Pentecoste também – At 1.16. O conteúdo dos Salmos é tão importante e poderoso como os dos outros livros do AT e quem lhe atribui essa importância é próprio Senhor Jesus em Lucas 24.44.

Os Salmos Messiânicos são identificados do seguinte modo: 1º) Contém referências diretas ao Messias e; 2º) Essas referências diretas são repetidas no Novo Testamento apontando inequivocamente para Jesus. São 20 os Salmos Messiânicos, mas, isto não quer dizer que não há referências em outros salmos ao Messias.

No Novo Testamento há 224 passagens diferentes de 103 salmos e mais 54 citações menores, formando um total de 280 citações de salmos em todo o seu texto. Isso nos mostra, de um modo geral, que o Livro dos Salmos tem como tema o Messias e o seu Reino Eterno.

De acordo com Norbert Lieth, em seu livro Salmos Messiânicos, “quase toda a obra neotestamentária de Jesus é mostrada nos salmos, por exemplo:

ð  Jesus veio para cumprir a vontade de Deus – Salmo 40.6-8;
ð  Ele é o Bom Pastor – Salmo 23;
ð  Ele é a pedra rejeitada que se tornou angular – Salmo 118.22;
ð  Seu zelo pelo Templo o consumirá (a purificação do Templo) – Salmo 69.9;
ð  Ele falou em parábolas – Salmo 78.2;
ð  Ele acalmou a tempestade – Salmo 89.9;
ð  O povo o aclamou com hosana – Salmo 118.26;
ð  Cristo foi rejeitado – Salmo 22.7; 69.18-21;
ð  Ele foi odiado sem motivo e sem motivo tinha inimigos – Salmo 69.4;
ð  Ele não foi compreendido pelos da sua família – Salmo 69.8;
ð  Ele foi traído – Salmo 41.9;
ð  Ele foi escarnecido – Salmo 22.15; 89.50, 51;
ð  Ele foi espancado – Salmo 129.3;
ð   Ele foi afrontado – Salmo 69.7, 20;
ð  Ele foi abandonado por Deus – Salmo 22.1;
ð  Ele foi pregado numa cruz – Salmo 22.16;
ð  Ele sentiu sede – Salmo 22.15;
ð  Deram-lhe vinagre para beber na cruz – Salmo 69.21;
ð  Lançaram sortes sobre suas vestes – Salmo 22.18;
ð  Seus ossos não foram quebrados – Salmo 34.20;
ð  Ele ressuscitou dos mortos – Salmo 16.10; 47.5;
ð  A substituição de Judas o traidor – Salmo 109.8;
ð  Seu Evangelho e seu decreto será proclamado – Salmo 2.7; 40.9, 10;
ð  Ele foi elevado ao Céu – Salmo 47.5, 8; 68.18;
ð  Ele está assentado a direita de Deus – Salmo 110.1;
ð  Ele está assentado no seu trono – Salmo 47.5, 8;
ð  Ele é o Sumo Sacerdote – Salmo 110.4;
ð  Ele julgará os povos – Salmo 2.12; 96.10;
ð  Seu reino é um Reino Eterno – Salmo 45.6; 89.35-37;
ð  Ele é o Filho de Deus – Salmo 2.7, 12;
ð  Ele é o Filho do homem – Salmo 8.4;
ð  Ele é o Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque – Salmo 110.4;
ð  Ele é o Rei – Salmo 2.6;
ð  Ele é o Ungido – Salmo 2.2;
ð  Ele é Deus – Salmo 45.6, 7; 47.5, 8;
ð  Ele é abençoado eternamente – Salmo 45.2, 17;
ð  Ele voltará em glória – Salmo 102.16;
ð  Todas as nações se submeterão a Ele e todo joelho se dobrará diante dEle – Salmo 47.8, 9; 102.15; 110.1.”[1]

Com a certeza de que o Livro dos Salmos dão uma importante ênfase à vida completa de Jesus, o Messias, quero estudar o primeiro deles com vocês – o Salmo 2.

Este salmo, como muitos outros, foi escrito por Davi. E quem afirma a autoria dele a Davi é a Igreja do Novo Testamento na oração em Atos 4.25 – ... que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?

O Salmo 2 tem como base histórica 2Samuel 7, onde está a promessa divina “feita a Davi de um nome supremo, um relacionamento de filiação com o Senhor e uma linhagem eterna”[2] (vv.8-17). Por conta disso, esse salmo também é chamado de Salmo Real e “era usado para saudar cada um dos reis da linhagem davídica em sua ascensão ao trono, como lembrete do ideal”[3].

As referências diretas e repetições no Novo Testamento que o identificam como Salmo Messiânico são: 1º) Salmo 2.1 – Atos 4.25-27; 2º) Salmo 2.7 – Hebreus 1.5; e 3º) Salmo 2.9 – Apocalipse 12.5.

O assunto do Salmo 2 é desenvolvido em quatro pontos que se equilibram: 1º) A rebelião humana (vv.1-3); 2º) A reação divina (vv.4-6); 3º) O governo divino (vv.7-9); e 4º) A responsabilidade humana (vv.10-12).

I. A rebelião humana – vv.1-3

Historicamente, os reis da linhagem davídica encontrava-se sempre sob ameaças do mundo ao redor e isso reflete, profeticamente, a rebelião do mundo contra Deus e contra seu Filho Jesus.

1. vv.1, 2b – a ideia aqui é de inquietação geral por parte mundo pagão e do povo de Israel em rejeição a Deus e a Jesus – Atos 4.25, 27b.

2. v.2 – aqui temos a liderança mundial, reis e príncipes, que juntos planejam e conspiram contra Deus e contra seu Filho Jesus. (At 4.26, 27a)

3. v.3 – É assustador, mas verdadeiro, que tanto os gentios como Israel tentarão se livrar de Deus. Essas palavras descrevem tanto o desprezo de recusar, de despir e livrar-se de tudo o que possa lembrar Deus e seu filho Jesus Cristo a quem devemos prestar contas, como a apostasia interna do povo de Israel – Dn 8.23; 2Ts 2.3, 4; Jd vv.14-18.

II. A reação divina (vv.4-6)

1. v.4 – esse verso é uma afirmação clara da soberania divina em relação aos planos humanos. O Senhor e a tradução da palavra hebraica Adonai que significa Senhor Soberano. (Atos 4.28)

2. v.5 – Deus em sua ira divina contra toda impiedade e perversão humana (Rm 1.18), tem determinado um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio de seu Filho, o Rei – Atos 17.31; 2Tm 4.1; Ap 6.16, 17.

3. v.6 – Mas, a resposta divina diante da rebelião humana é mais do que punitiva, é o estabelecimento do seu Rei messiânico, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores – Ap 14.1; 19.15, 16.

III. O governo divino (vv.7-9)

1. v.7 – O decreto do Senhor claramente proclamado aqui refere-se à promessa do reino davídico e profeticamente ao reino de Jesus Cristo. O Novo Testamento usa esse verso “em referência ao nascimento de Jesus (Hb 1.5-6) e também à sua ressurreição (At 13.33, 34) como confirmações terrenas”[4].

2. v.8 – aqui Deus mostra o perímetro que será dado para o seu Rei governar – as nações e as extremidades da terra, isto é, um reino global. O domínio de Cristo será sobre toda a terra. (Ap 11.15-19)

3. v.9 – e aqui temos o contraste entre o poder absoluto e a impotência total. A palavra usada para vara aqui, em hebraico, tanto era usada para designar a vara de um pastor como o cetro de um rei.

IV. A responsabilidade humana (vv.10-12)

O tom desses versos é importantíssimo, pois “em vez do julgamento imediato, o Senhor e seu Ungido oferecem uma oportunidade de arrependimento. Cinco ordens colocam a responsabilidade sobre a humanidade amotinada”[5].

1. v.10a – Agora, pois, ó reis, sede prudentes... – parem um pouco, reflitam...

2. v.10b – ... deixai-vos advertir, juízes da terra. – corrijam-se, aprendam...

3. v.11a – Servi ao Senhor com temor... – convertam-se, dediquem-se...

4. v.11b – ... e alegrai-vos nele com tremor. – louvem, adorem, celebrem...

5. v.12a – Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. – Sejam humildes, submetam-se, tenham satisfação no Senhor...

Concluindo

Tudo que vimos nesse salmo tem seu contexto imediato na descendência davídica e seu contexto absoluto no Messias, Jesus Cristo. Por isso, ele termina assim – Bem-aventurados todos os que nele se refugiam – v.12b.

“Não há refúgio dele (para onde se possa fugir dele); só há refúgio nele” (Kidner).[6]


Pr. Walter Almeida Jr.
IBLAJP – 08/01/17




[1] Lieth, Norbert. Salmos Messiânicos, Actual Edições, 2010, p. 8-10.
[2] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 740.
[3] Ibid., p. 740.
[4] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. 681.
[5] Ibid., p. 681.
[6] Carson, p. 741.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Reflexões nos Salmos - Salmo 1 - Os dois caminhos – frustração ou realização

Salmo 1
Os dois caminhos – frustração ou realização

O Salmo 1 é resumo e prólogo (introdução) do Saltério. “Bem-aventurados”: aparecem 26 vezes no livro dos Salmos. O Salmo 1 é também um paralelo de Jeremias 17.5-8: Árvore junto a um rio, arbusto no deserto.

O que aprendemos: Existem dois tipos de pessoas, dois estilos de vida. Um leva à realização e o outro, à frustração. A Bíblia ensina o bom caminho e mostra o mau caminho. Vejamos ambos os caminhos e optemos por qual seguir.

I. O caminho que conduz à frustração

O caminho do ímpio – Existe uma progressão no texto, o ímpio cresce na maldade e no pecado o justo nas coisas de Deus. Vejamos três aspectos deste caminho no v.1:

Bem-aventurado aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

1.    No Salmo e no v.1 temos uma ação progressiva – 1ª) andar, 2ª) deter e 3ª) assentar. Esta é a sina (destino) do homem ímpio, ele anda, para e se assenta. Ele não anda no caminho correto. Ele para e dá atenção às tentações. Ele se assenta onde não deveria se assentar. Ao invés de fugir do pecado ele se entrega ao pecado. É uma progressão para o pecado.

2.    No v.1, temos também uma progressão do estado moral do homem – 1ª) ímpio (aquele sem Deus), 2ª) pecador (aquele que ama o pecado), e 3ª) escarnecedor (aquele que é insolente, arrogante, que zomba de Deus). A degradação é visível, primeiro ele apenas não tem Deus, depois ele passa a amar o pecado e por último, sua situação é de zombar do próprio Deus.

3.    E por último, fica evidente a progressão do envolvimento do ímpio com as coisas do mundo1ª) conselho, 2ª) caminho e 3ª) roda.  Perceba que aquele que segue os conselhos, se encontra também no caminho errado e quando menos percebe está participando da roda daqueles desprezam a Deus.

Infelizmente os ímpios não vão ter um bom destino, v 4: “Eles são como palha que o vento dispersa”.  Não obedecem à Palavra. O que terá é Miséria, Jr 17.5, 6:

“Assim diz o Senhor: "Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Ele será como um arbusto no deserto; não verá quando vier algum bem. Habitará nos lugares áridos do deserto, numa terra salgada onde não vive ninguém”.

v.5Por isso, os ímpios não prevalecerão no julgamento, nem os pecadores, na assembleia dos justos. Não sobreviverão no juízo nem entrarão na “congregação dos justos” (lugar presidido por Deus). Ele terá instabilidade, juízo e afastamento de Deus, na eternidade. Ex.: Mateus 7.26, 27:

Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda.

Aquele que está em pé cuide para que não caia. O maior problema é ver “crentes” agindo como ímpios. Cuide para que você não seja como um ímpio. Que caminho você tem percorrido?

II. O caminho que conduz à realização

Nós vimos que o caminho dos ímpios é bem triste. Mas o caminho do justo conduz à realização. Bem-estar crescente. Bênçãos do Senhor espera por ele. Vejamos cinco aspectos deste caminho nos vv.2, 3

Pelo contrário, seu prazer está na lei do Senhor e na sua lei medita dia e noite. 3 Ele será como a árvore plantada junto às correntes de água, que dá fruto no tempo certo e cuja folhagem não murcha. Tudo que ele fizer prosperará.

1.    O justo tem Prazer na lei do Senhor – Ele “não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. O prazer do justo está na lei do Senhor e na sua lei medita, estuda, busca as respostas para todas as situações de sua vida. A Palavra de Deus é quem rege sua vida. O Justo será feliz. Que rege nossas vidas? Outras fontes ou Deus é quem nos guia através de Sua Santa Palavra?

2.    O justo tem Provisão – Ele é como árvore junto ao rio. Ali ele encontra tudo o que precisa para sua provisão. O outro está no deserto. Onde você vive?

3.    O justo tem Estabilidade – Ele dá o fruto na estação própria. O que plantamos nós colhemos, o justo terá seu fruto e seu fruto além de vir no tempo certo sempre, será frutos bons. O justo é estável, mas há crentes que tem uma vida como a “montanha russa”, sobe e desce. Ora está bem, ora não. Nunca sabe se terá fruto, pois não tem estabilidade de vida.

4.    O justo tem Vitalidade – Ele tem boa saúde, tem vida uma via boa e saudável. Suas folhas não caem, não enfraquecem, não murcham. Infelizmente nós encontramos muitos crentes murchos, Deus não deseja isso para seus filhos. Isaías 40.29-31:

“Ele fortalece ao cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam”.

5.    O justo tem Prosperidade - “Tudo que ele fizer prosperará”. Uma certeza, Tudo! Não é metade e não existe um “será” e nem um “se”. É promessa de Deus. As portas se abrem para o Justo porque ele está com DEUS e Deus com ele. Temos o exemplo de José, Gênesis 39.2, 3,21-23

“O Senhor estava com José, de modo que este prosperou e passou a morar na casa do seu senhor egípcio. Quando este percebeu que o Senhor estava com ele e que o fazia prosperar em tudo o que realizava”... Depois quando foi preso: “mas o Senhor estava com ele e o tratou com bondade, concedendo-lhe a simpatia do carcereiro. Por isso o carcereiro encarregou José de todos os que estavam na prisão, e ele se tornou responsável por tudo o que lá sucedia. O carcereiro não se preocupava com nada do que estava a cargo de José, porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava”.

Você anda com Deus? As pessoas notam isso na sua vida?

Concluindo

Como ser feliz? A felicidade é subproduto da santidade. O Saltério começa exaltando a Palavra de Deus. Obedecendo-a, o homem se realiza, ele será feliz. No fim, Deus conhece seu caminho. O caminho do justo é muito bom e o aproxima mais e mais de Deus. Dois caminhos. Ebal e Gerizim, vida e morte, luz e trevas, Cristo e sem Cristo.  Há o caminho errado (Pv 14.12). Há um caminho bom (Jo 14.6). Escolha o caminho correto. Ande por ele. Você nunca se arrependerá, e terá futuro, mas lembre-se “a escolha é sua”.