domingo, 18 de outubro de 2015

Estudos Bíblicos na Carta aos Hebreus (6) - O caminho da maturidade e a sua garantia

Hebreus 6

Em nosso estudo anterior sobre uma compreensão correta do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo, vimos:

ð  As qualificações do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo – vv.1-10; e uma advertência sobre a caminhada da fé com o Sumo Sacerdote – vv.11-14.

Terminamos observando que, esses últimos quatro versículos do capítulo 5 são muito importantes para nós, porque destacam a importância de perseverar, de continuar firmes e nos mostram como saber quando estamos fazendo isso. Nos mostram, também, como medir se estamos progredindo espiritualmente ou não.

Hoje, o nosso estudo é no capítulo 6 com o tema “O caminho da maturidade e a sua garantia”. Faremos isso em dois pontos: 1º) O caminho da maturidade – vv.1-12; e 2º) A garantia da Maturidade – vv.13-20.

Nos primeiros versículos desse capítulo, o autor fala claramente sobre o crescimento espiritual ou o caminho a percorrer em direção a maturidade cristã. Ele insiste que, um cristão não deve estar satisfeito em permanecer neófito na doutrina cristã, isto é, conhecer apenas o mais básico. Mas, deve conhecer mais e mais da Palavra de Deus e esse é o caminho da maturidade.

O caminho da maturidade é o caminho da mente. É conhecendo que crescemos.
Stuart Olyott[1]

I. O caminho da maturidade – vv.1-12

A exortação do autor, inicialmente, é que os cristãos não devem estar satisfeitos apenas com os fundamentos, mas devem “prosseguir além disso, rumo à perfeição, ou seja, à maturidade espiritual”[2] (v.1).

Mas, ninguém pode edificar sobre as verdades fundamentais se não as conhecer. Por isso, nos vv.1, 2, ele menciona seis doutrinas básicas, que se agrupam em três pares: 1ª) Salvação – arrependimento de obras mortas e fé em Deus (v.1a) – que trata do começo da vida cristã e nossa relação com Deus; 2ª) as ordenanças – doutrina dos batismos e imposição de mãos (v.2a) – sobre a vida cristã diária e nossa relação com a igreja; e 3ª) as últimas coisas – ressurreição dos mortos e juízo eterno (v.2b) – que trata de para onde vai a vida cristã, isto é, da nossa relação com o futuro. Portanto, o caminho da maturidade tem começo, meio e fim, isto é, conversão, vida cristã e vida eterna.

Esses versículos inicias e os que se seguem, também, são um desafio para nós cristãos, pois o autor “delineou claramente as questões: nós prosseguimos sempre, e somos salvos, ou não continuamos na fé, e nos perdemos. Para descobrir se estou progredindo, tenho de avaliar se estou crescendo na compreensão da Palavra de Deus”.[3]

Portanto, o caminho a ser seguido rumo à maturidade tem três fases:

1ª) Fase: O começo da vida cristã – Salvação – arrependimento de obras mortas e fé em Deus (vv.1a, 4-8) – que trata do começo da vida cristã e nossa relação com Deus. Uma pessoa só é salva uma vez, isto é, só é regenerado uma vez, só recebe o Espírito Santo uma vez, só é batizada nas águas uma vez. Por isso, o autor, faz essa séria advertência sobre a possibilidade da apostasia.

A seriedade da advertência descrita aqui se encontra nas palavras “... é impossível que... (v.4) ... sejam outra vez renovados para arrependimento” (v.6). A apostasia contra a qual se adverte aqui é vista como final, isto é, “não há segunda chance para aqueles que rejeitam a fé salvadora”[4].

Aqui temos três lições: 1ª) Os apostatas cometem sempre o mesmo pecado – Eles sabem que o Evangelho é verdadeiro e tiveram as experiências listadas nos vv.4, 5. Porém, dão as costas a tudo isso, isto é, tratam a verdade como se fosse falsa e suas experiências como se jamais tivessem acontecido[5]. Olyott considera essa atitude como blasfêmia contra o Espírito Santo, que pode não acontecer de repente, mas, com uma série de passos propositais, é ali que chegarão. O apostata não pode se recuperar. Ele é como solo que produziu espinhos e abrolhos em vez de ervas úteis e é rejeitado, em contraste ao solo que produziu frutos (vv.7, 8); 2ª) Apostatar não é se desviar-se temporariamente – os que se desviam temporariamente tem a possibilidade de voltar arrependidos, coisa que um apostata não fará. Um bom exemplo é o da parábola do filho prodigo contada por Jesus – Lc 15.11-32; e 3ª) Apostatar não é imaturidade espiritual – os irmãos hebreus eram imaturos e estavam necessitando de crescimento espiritual, mas não tinham abandonado a fé. Por isso não foram considerados apostatas (Cf. v.9). Contudo, a “advertência era real e de modo algum hipotética: se abandonassem a fé, certamente estariam perdidos”[6] (vv.1-8, 11).

Na carta aos Hebreus há muitas passagens que advertem contra o mesmo perigo: “se desviar” (2.1), “se afastar do Deus vivo” (3.12), “cair” (6.6), “recuar, retroceder” (10.38-39) e “rejeitar ao que fala” (12.25). Este é certamente um dos temas do livro e todas as passagens elucidam 6.4-6.

Duas perguntas surgem naturalmente aqui: 1ª) Essas pessoas eram realmente convertidos? A resposta óbvia é sim. Estando em escuridão espiritual, foram iluminadas, receberam o dom da vida, possuíam o Espírito Santo, provaram da boa Palavra de Deus e experimentaram as coisas prometidas ao povo de Deus para o mundo vindouro. 2ª) O que aconteceu com elas? “Caíram” da presença de Deus, o que é explicado por todas as outras passagens de advertência resumidas acima. Se desviaram dele (12.25), se afastaram dele (3.12) – esta última frase traduz literalmente o que significa apostatar.

2ª) Fase: A perseverança na vida cristã – as ordenanças – doutrina dos batismos e imposição de mãos (v.2a, 9, 10) – sobre a vida cristã diária e nossa relação com a igreja.

Permanecer firme na fé e crescer espiritualmente significa melhorar diariamente na compreensão da Palavra de Deus e na prática da vida cristã, produzindo coisas que acompanham a salvação. Essas coisas melhores que acompanham a salvação, o autor, afirma ser a obra e o trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis (v.10). Ele fala desse serviço em 10.32-34, usando o cuidado dos irmãos por ele mesmo. (Cf. Ef 2.10)

O serviço cristão autêntico é prestado altruisticamente no contexto da igreja e da sua missão, como evidência clara do fruto do Espírito e dos dons espirituais para a glória de Deus e edificação dos santos (Cf. Gl 5.22, 23; 1Co 12.1-11; Ef 4.11-16; Mt 5.13-16). Desse serviço, Deus não é injusto para se esquecer (v.10a – Cf. 1Co 15.57, 58)

3ª) Fase – Esperança final da vida cristã – as últimas coisas – ressurreição dos mortos e juízo eterno (v.2b, 11, 12) – que trata de para onde vai a vida cristã, isto é, da nossa relação com o futuro.

Uma esperança viva é a base para a vida cristã eficaz em qualquer contexto[7]. (Cf. Rm 5.1-5; Cl 1.4-6). Os que tiverem tal motivação não serão negligentes, mas imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas. (v.12b; 13-15; 10.35-39)

A completa certeza da esperança leva o cristão a crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. (v.11b; 2Pe 3.18)

II. A garantia da Maturidade – vv.13-20

Quando uma advertência severa é feita a alguém, a tendência é que ela pense que não se gosta dela ou se está contra ela. Aqui, parece que o autor estava cônscio disso e, assim, imediatamente muda o tom de advertência para encorajamento. Ele faz isso usando duas ilustrações, uma das Escrituras – Abraão (vv.13-18), e outra da vida diária – o navio entra no porto (vv.19, 20).

Assim, ele, assegura a salvação eterna e a garantia do crescimento espiritual em duas verdades: a promessa e o juramento de Deus (vv.13-18) e o sacerdócio do Senhor Jesus Cristo (vv.19, 20).

1. A promessa e o juramento de Deus – vv.13-18

A base da esperança e da segurança cristã não é o pensamento positivo acerca do futuro, mas a promessa solene e o firme juramento de Deus.

O fundamento da atividade redentora de Deus no mundo foi a promessa particular feita a Abraão em Gênesis 12.1-3 e repetida diversas vezes e de formas diferentes na história dos ancestrais de Israel[8] – Gn 15.1-21; 26.2-4; 28.13-15; Êx 3.6-10.

Então, em uma ocasião em particular, Deus confirmou a veracidade da sua promessa com juramento – Gn 22.16-19. Abraão foi encorajado a esperar com paciência pela promessa. Assim, Deus começou a cumprir a sua promessa durante a vida de Abraão, mas a bênção final veio na pessoa do Senhor Jesus Cristo – vv.13-15.

Por isso, o autor, para encorajar os hebreus a confiarem na fé em Jesus Cristo e não se apegarem ao sistema levítico de adoração, citou o exemplo de Abraão – vv.13.

Deus faz uso do discurso humano e por vontade própria querendo Ele mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento, aos que querem uma confirmação da sua promessa, visto que as promessas humanas não se caracterizam por ser confiáveis (vv.16, 17).

A promessa e o juramento de Deus são imutáveis, pois, Deus não é homem para que minta e cumpre todas as suas promessas – Nm 23.19; Tt 1.2; Js 23.14. Não só o crescimento espiritual, mas a vida eterna está garantida para nós os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta – v.18.

2. O sacerdócio do Senhor Jesus Cristo – vv.19, 20

A esperança do cristão é personificada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, que entrou na presença de Deus no Santo dos Santos celestial em nosso favor. (Cf. Hb 4.14-16) Portanto, a esperança cristã está firmada na pessoa e na obra de Jesus.

Aqui nos vv.19, 20 temos três lições: 1ª) A esperança do cristão é como uma âncora, ela dá estabilidade a alma cristã em meio as tempestades da vida; 2ª) A âncora da esperança cristã é Jesus Cristo (Rm 8.34; Hb 7.25); e 3ª) A esperança cristã está ancorada no céu, eterno e invisível, e não nas coisas passageiras e visíveis desta vida (2Co 4.16-18).[9]

O autor faz uso dessa forma de “linguagem para se referir ao santuário celestial, onde Deus está entronizado em toda a sua glória. Podemos nos aproximar dele com confiança agora mesmo porque Jesus, o nosso sumo sacerdote celestial, ofereceu o sacrifico perfeito e está à direita de Deus (Cf. Hb 4.14-16; 10.19-22). Contudo, também transmite a ideia de que o nosso destino é viver para sempre na santa e glorioso presença de Deus. Podemos ir literalmente aonde Jesus foi. Assim, o santuário celestial é mais uma forma de descrever ‘o mundo que há de vir’ (2.5), o ‘repouso para o povo de Deus’ (4.9) e a ‘pátria superior’ ou ‘Jerusalém celestial’ (11.16; 12.22-24; 13.14), que tem sido a esperança final e definitiva para o povo de Deus em todas as épocas. Esse alvo tão esperado foi obtido e colocado à nossa disposição pelo nosso Salvador. Jesus como a nossa esperança entrou no santuário e permanece lá como âncora da alma, segura e firme.”[10]

Concluindo

Assim resume Warren Wiersbe a lição central desta passagem: “Nós cristãos, devemos progredir em maturidade, e Deus oferece tudo de que precisamos para fazê-lo. Se começarmos a nos desviar da Palavra (Hb 2.1-4), também passaremos a duvidar da Palavra (Hb 3.7-4, 13). E, em pouco tempo, nos tornaremos cristãos preguiçosos, tardios para a Palavra (Hb 5.11)”.[11]



[1] Olyott, Stuart. A Carta aos Hebreus bem explicadinha, Editora Cultura Cristã, 2012, p. 49.
[2] Ibid., p. 50.
[3] Olyott, p. 52.
[4] Casimiro, Arival Dias. Revista Exposição Bíblica – Estudos Expositivos na Carta aos Hebreus, Z3 Editora, 2013, 7ª Lição, p. 32.
[5] Olyott, p. 57.
[6] Ibid., p. 58.
[7] Carson, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, SP, 2009, p. 2004.
[8] Carson, p. 2004.
[9] Casimiro, p. 34.
[10] Carson, p. 2004.
[11] Casimiro, p. 34.

domingo, 13 de setembro de 2015

Estudos Bíblicos na Carta aos Hebreus (5) - Uma compreensão correta do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo

Hebreus 5

Em nosso estudo anterior sobre O perigo da apostasia e o repouso (descanso) prometido, vimos:

ð Que o autor reconhece que os seus leitores originais são crentes verdadeiros;
ð Que privilégio de ser chamado por Deus, pelo seu Evangelho, traz consigo responsabilidades: considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão. (v.1d)
ð Que a apostasia começa no coração, ou seja, nos afetos e pensamentos, no interior da pessoa; e apostatar é não ficar firme em Cristo e seu evangelho até o final (vv.6, 14). É afastar-se do Deus vivo (v.12). Como resultado, a pessoa não é mais reconhecida como pertencendo a Cristo e deixa de entrar no descanso prometido a todos que lhe pertencem (v.6b, 14; 4.1).
ð Que se evita a apostasia primeiramente pelo reconhecimento de que nenhuma pessoa que professa ser crente entrará no céu se não perseverar na fé até o fim.
ð Que é necessário crer nas boas novas para desfrutar da promessa de entrar no descanso de Deus, pois o que levou muitos dos israelitas a não desfrutarem da terra prometida foi não crer na Palavra Deus.
ð Terminamos com três lições sobre o repouso (descanso) prometido: 1ª) Para entrar no repouso prometido por Deus é preciso crer na Palavra de Deus – vv.3-11. 2ª) A Palavra de Deus é que fortalece a nossa fé para permanecermos no repouso de Deus – vv.12-13. 3ª) O repouso de Deus é garantido para aqueles que tem o grande sumo sacerdote, Jesus Cristo, o Filho de Deus, como seu Salvador e Senhor – vv.14-16.

Hoje, vamos estudar Hebreus 5 com o tema: Uma compreensão correta do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo. Faremos isso em dois pontos: 1º) Qualificações do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo – vv.1-10; e 2º) Uma advertência sobre a caminhada da fé com o Sumo Sacerdote – vv.11-14.

O ministério de Cristo como sumo sacerdote é o tema mais proeminente na Carta aos Hebreus e certamente teve um impacto profundo sobre os seus primeiros leitores. No judaísmo, o sumo sacerdócio era o ofício religioso mais importante de todos[1], pois ele tinha como tarefa representar o homem perante Deus[2].

I. Qualificações do Sumo Sacerdócio de Jesus Cristo – vv.1-10

Antes um esclarecimento: a diferença entre o sacerdote e o sumo sacerdote era de liderança, pois o sumo sacerdote era o líder dos sacerdotes. Essa liderança estava associada à sua idade, pois o mais velho entre eles exercia esse ofício que era de regime vitalício e começou com o chamado de Arão. Assim, o sumo sacerdote era substituído após a sua morte pelo seu parente mais próximo e mais velho, o seu primogênito (Cf. Êx 28, 29; Lv 8-10).

O autor começa sua argumentação apresentando as quatro qualificações para um homem ser um sumo sacerdote dentre os homens nos vv.1, 2: 1ª) Ser um homem escolhido e nomeado diretamente por Deus – v.1a (cf. Êx 28.29; Lv 8-10; Nm 16.18); 2ª) Estar apto a representar o seu povo perante Deus – v.1b; 3ª) Ser capaz de condoer-se dos pecadores – v.2; 4ª) Reconhecer sua condição de pecador diante de Deus e dos homens que representa – v.3. “O fato de ser humano e pecador faz do sumo sacerdote uma pessoa uma pessoa solidaria e misericordiosa com as pessoas que ele representa”.[3] Era uma honra dada por Deus ser chamado para o sacerdócio – v.4.

Agora, nos vv.5-10, o autor explica a relação entre o sacerdócio de Arão e o de Cristo, apresentando o de Cristo como superior. Ele apresenta cinco argumentos para o sumo sacerdócio de Jesus Cristo ser superior: 1º) Jesus Cristo é o Filho de Deus que se fez homem – v.5 (cf. Sl 110; Gl 4.4, 5); 2º) Jesus Cristo foi escolhido diretamente por Deus na eternidade – v.6, 10; 3º) Jesus Cristo recebeu um sacerdócio eterno – v.6b (cf. Gn 14.18; Sl 110.1, 4; Zc 6.13); 4º) Jesus Cristo é compassivo e misericordioso com os pecadores mesmo ser ter pecado – vv.7, 8; cf. 4.14-16; 5º) Jesus Cristo oferece um sacrifício perfeito que não precisa ser repetido – v.9; cf. 7.22-28.

Nosso Senhor Jesus Cristo é maravilhosamente grande tanto em sua pessoa (quem ele é) quanto em sua obra (o que ele fez e está fazendo). Tudo a seu respeito, tudo ligado a ele, é vastamente grandioso, glorioso e impressionante.
Stuart Olyott[4]

II. Uma advertência sobre a caminhada da fé com o Sumo Sacerdote – vv.11-14

Continuando, o autor, que não poupou palavras ao falar da apostasia e insistiu que aqueles irmãos, judeus convertidos, se expusessem à Palavra de Deus e continuassem olhando para o Senhor Jesus Cristo, buscando-o como sumo sacerdote, agora faz uma séria advertência sobre a caminhada de fé daqueles irmãos, ou seja, ele os exorta sobre a situação do crescimento espiritual deles.

Para ele os irmãos não haviam crescido espiritualmente, estavam ainda nos primeiros passos da vida cristã, quando já deveriam serem até mestres pelo tempo de convertidos, e isso por pura indolência com a Palavra de Deus (v.12). Assim, ele, apresenta as causas da imaturidade daqueles irmãos:

1ª) Negligência em relação à Palavra de Deus – v.11 – Aqueles irmãos não estavam compreendendo que, o que o Senhor Jesus fez por eles era superior a qualquer outra coisa, simplesmente, pelo fato deles estarem sendo lentos em aprenderem a Palavra de Deus. Essa negligência foi gerada pelo fato estarem dando mais importância à sua antiga maneira de viver do que à nova vida em Cristo Jesus. (Hb 6.12; 2Co 5.17; Tg 1.25; 1Tm 4.13-16)

2ª) A pouca importância dada à prática vida cristã – v.12 – Os irmãos, pelo tempo de vida cristã, já deveriam ser mestres da vida cristã e estarem aptos para ensinarem os mais novos na fé, mas por conta do descaso com os princípios da nova vida, estavam com a necessidade de que alguém os ensinassem, de novo, quais são os princípios elementares das Escrituras, ou seja, as coisas mais básicas da fé cristã. (Cl 2.6, 7)

3ª) A falta de interesse pelo crescimento espiritual – v.12b, 13a – Isto é demonstrado pelo autor, metaforicamente, quando diz e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino, ou seja, eles tinham um tempo de vida e de ensino cristão que, normalmente, lhes dariam condições de entenderem os ensinos bíblicos cristãos mais profundos, mas, por falta de maturidade, não conseguiam nem entender que nosso Senhor Jesus Cristo é chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque (v.10). (2Tm 3.14-17)

4ª) A falta de discernimento espiritual – v.14 – Por conta da negligência com a Palavra de Deus, a pouca importância dada à prática vida cristã e a falta de interesse pelo crescimento espiritual não estava sendo desenvolvido naqueles irmãos, o que seria normal pelo tempo de vida cristã que tinham, os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Esses cristãos estavam desprovidos de discernimento bíblico e teológico, ou seja, não tinha a capacidade de discernir entre o mal e o bem por falta do conhecimento, da sabedoria, da obediência e da prática da Palavra de Deus. (1Co 2.14; Jd v.22; Cl 2.8, 18-23)

Concluindo

Esses últimos quatro versículos do capítulo 5 são muito importantes para nós porque destacam a importância de perseverar, de continuar firmes e nos mostram como saber quando estamos fazendo isso. Nos mostram, também, como medir se estamos progredindo espiritualmente ou não.[5]

Que o Senhor nos ajude a combater o bom combate, acabar a carreira e guardar a fé!

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira 10/09/15




[1] Olyott, Stuart. A Carta aos Hebreus bem explicadinha, Editora Cultura Cristã, 2012, p. 43.
[2] Ibid., p. 44.
[3] Casimiro, Arival Dias. Revista Exposição Bíblica – Estudos Expositivos na Carta aos Hebreus, Z3 Editora, 2013, 6ª Lição, p. 28.
[4] Olyott, p. 46.
[5] Olyott, p. 48.

domingo, 6 de setembro de 2015

Estudos Bíblicos na Carta aos Hebreus (4 - continuação) - O perigo da apostasia e o descanso prometido

continuação...
II. O repouso (descanso) prometido – 4.1-16

Continuando a exortação sobre a possibilidade da apostasia aos seus leitores originais, o autor, chama a atenção para o fato de que, embora deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás. (v.1) Ele quer dizer, também, creio: cuidado pois a promessa de Deus não vai cair por terra se você nunca creu ou se deixou de crer nela.

Ele insiste em que é necessário crer nas boas novas para desfrutar da promessa de entrar no descanso de Deus, pois o que levou muitos dos israelitas a não desfrutarem da terra prometida foi não crer na Palavra Deus – v.2 (Rm 10.17).

Aprendemos três lições aqui no v.2: 1ª) A Palavra de Deus é pregada para que nos beneficiemos dela (2Tm 3.16, 17; 1Ts 2.13; 1Pe 1.23); 2ª) Muitos dos que ouvem a Palavra de Deus não aproveitam o que ouvem (Tg 1.22; Mt 7.24-27; 2Tm 3.1-9); 3ª) A incredulidade na Palavra de Deus é a causa do não aproveitamento da promessa (v.2b; Rm 11.20-24).

Nos vv.3-16 temos três lições sobre o repouso (descanso) prometido:

1ª) Para entrar no repouso prometido por Deus é preciso crer na Palavra de Deus – vv.3-11.

Na Palavra de Deus temos o que chamamos de “tipos, ou seja, modelos ou figuras das realidades espirituais. Um tipo representa uma realidade espiritual, mas não é essa realidade”[1]. O autor para falar do repouso eterno – o céu, na presença de Deus, que gozarão aqueles que se convertem a Cristo, usa desse artificio.

Ele usa o sétimo dia após a criação (v.4), o dia de descanso (shabbat) (v.4), a terra prometida – Canãa (v.6-9), a paz de Deus no coração e na consciência que todo crente experimenta quando se converte a Cristo (v.3a; Rm 5.1; Fp 4.7; Cl 3.15), para falar do céu – o repouso seguro daqueles que são salvos por Jesus (vv.9-11; 1Pe 5.10; Ap 14.12, 13).

Esse é o repouso que Deus dá, por isso é chamado de meu repouso no Sl 95.11, usado pelo autor aqui. “Para os cristãos, o repouso de Deus inclui a sua paz, a certeza da salvação, a confiança no seu poder e a garantia de um lar celestial no futuro”[2] (cf. Mt 11.28-30).

Creio que “é hora de pensarmos mais no céu. Às vezes conseguimos vislumbres da Cidade Celestial enquanto caminhamos em nossa jornada até lá. Ainda não chegamos lá. Mas se continuarmos andando, se continuarmos em frente, chegaremos lá! Nada nos deixará de fora exceto a descrença, isto é, a resistência à Palavra de Deus que pode nos levar a desistir de Cristo em algum momento”[3] (v.11).

2ª) A Palavra de Deus é que fortalece a nossa fé para permanecermos no repouso de Deus – vv.12-13.

Para o autor é necessário ao cristão expor-se à Palavra de Deus, pois ela mostra como realmente somos em nosso interior mais profundo. Ela trata de nossos pensamentos e até mesmo de nossas intenções – v.12, 13. Temos aqui cinco qualidades da Palavra: 1ª) Ela é divina – sua origem é o próprio Deus; 2ª) Ela é fonte de vida – possui vida em si mesma e produz vida onde é lida, pregada e ensinada; 3ª) Ela é eficaz – produtiva e eficiente naquilo a que se propõe; 4ª) Ela é penetrante e cortante – nada resiste ao seu poder de penetração, pois consegue atingir o mais profundo do ser humano. Até aquilo que parece ser inseparável, coisas parecidas e aparentemente confusas – alma e espirito, juntas e medulas; 5ª) Ela é discernente e reveladora – tem o poder de chegar nos aspectos mais profundos e íntimos da personalidade humana e distinguir e julgar seus pensamentos e convicções mais secretos. Ela expõe o interior revelando ao homem tudo aquilo que está em seu coração. (cf. 1Co 10.4, 5)

Essa é a particular Palavra de Deus que o autor de Hebreus quer que os seus leitores ouçam. O que está dito nos vv.12, 13 pode se aplicar tanto à Palavra de Deus pregada como à Palavra de Deus escrita. Por isso, quando confrontados pela Palavra de Deus somos confrontados pelo próprio Deus[4], porque não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

3ª) O repouso de Deus é garantido para aqueles que tem o grande sumo sacerdote, Jesus Cristo, o Filho de Deus, como seu Salvador e Senhor – vv.14-16.

A exaltação de Jesus e sua entrada no céu são a base para o chamado à que retenhamos firmemente a nossa confissão (v.14b). A sua experiência humana o qualifica para ser compassivo e misericordioso para com aqueles que se achegam com confiança ao trono da graça (v.15, 16a).[5]

O ensino sobre o sumo sacerdócio de Jesus Cristo que começa aqui, tem como objetivo fundamental “encorajar a perseverança contra o pecado e a incredulidade. Somos encorajados a nos apegar a todos os recursos espirituais disponíveis a nós em Cristo”[6].

Aqui, também, temos três lições importantes para aprender: 1ª) Jesus, o Filho de Deus, está no céu diante de Deus como nosso sumo sacerdote – v.14. Ele está lá por nós e nos levará para lá também, por isso apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos – v.14c (NVI); Hb 7.24-26; Jo 14.3; 17.24; 2ª) Jesus é o nosso sumo sacerdote compassivo e misericordioso – v.15. Ele está acessível. Ele é poderoso e perfeitamente qualificado para nos ajudar, pois já esteve exatamente onde estamos, contudo, jamais se contaminou por nenhuma espécie de pecado[7]; 3ª) Jesus tornou acessível nosso acesso ao trona da graça – v.16. No seu trono há graça e força sobrenatural na hora da necessidade. Em Cristo há perdão, acolhimento, compaixão e ajuda. A misericórdia e a graça estão disponíveis para nós no Seu trono. Assim, o nosso repouso eterno está garantido pelo grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus. (v.14b)

Concluindo – Nesse estudo vimos o segredo da perseverança: “O velho caminho de amar a Bíblia e vir ao Senhor Jesus em oração. Não há necessidade de procurar segredos ou coisas espetaculares, pois isso não existe. Temos que continuar sempre vindo a Cristo por meio de sua Palavra e em oração, publicamente, em particular, como casais, como família, como irmãos. Ninguém que está próximo de Cristo pode falhar em ir ao lugar onde ele está – no céu!”[8]



[1] Olyott, p. 40.
[2] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. 1693.
[3] Olyott, p. 40.
[4] Carson, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, SP, 2009, p. 1997.
[5] Ibid., p. 1997.
[6] Ibid., p. 1998.
[7] Olyott, p. 41.
[8] Olyott, p. 42.

domingo, 30 de agosto de 2015

Estudos Bíblicos na Carta aos Hebreus (4) - O perigo da apostasia e o descanso prometido

Hebreus 3-4

Em nosso estudo anterior sobre a humanidade perfeita de Jesus Cristo, fizemos a seguinte pergunta: Por que Jesus Cristo precisou se tornar homem? Respondemos:

ð 1º) Para cumprir o mandato que Deus entregou a Adão – vv.5-8; 2º) Para ser o autor da salvação – vv.10-13; 3º) Para destruir o poder do Diabo a da morte – vv.14, 15; e 4º) Para socorrer os filhos de Deus – vv.16-18.

ð Terminamos afirmando que a humanidade de Jesus é uma das verdades centrais da nossa fé e do cristianismo. Sem ela, a expiação de Cristo seria ineficaz em todos os seus aspectos. O sacerdócio de Jesus seria uma farsa e a sua obra de intercessão uma mentira. Jesus Cristo homem é o fundamento da obra de mediação, 1Tm 2.5 diz: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Hamilton Smith diz que “os dois primeiros capítulos nos revelam as glórias da pessoa de Cristo, preparando-nos dessa maneira para compreendermos a imensurável bênção que resulta do Seu Ministério como o grande Sumo Sacerdote.”[1]

Já temos visto que os irmãos “hebreus estavam considerando seriamente desistir de seu compromisso com o Evangelho de Cristo para voltar ao judaísmo praticado anteriormente.”[2] Essa carta é, justamente, para persuadi-los a pensar diferente. O autor já fez isso nos dois primeiros capítulos onde provou a superioridade da revelação e da pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Agora, ele passa a mostrar-lhes o perigo da apostasia e a bênção da perseverança.

Hoje, vamos estudar Hb 3-4 com o tema: O perigo da apostasia e o descanso prometido.

I. O Perigo da Apostasia – 3.1-19

Inicialmente o autor reconhece que os seus leitores originais são crentes verdadeiros e revela três detalhes sobre eles (v.1): 1º) Eles são irmãos – v.1a – pessoas que integram a família de Deus (Hb 10.19); 2º) Eles são santos – v.1b – pessoas que foram santificadas por Cristo (Hb 2.11); 3º) Eles são participantes da vocação celestial – v.1c – pessoas que receberam o chamado do Evangelho e o receberam pela fé (2Tm 1.9, 10).

Esse privilégio de ser chamado por Deus, pelo seu Evangelho, traz consigo responsabilidades: considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão. (v.1d)

Stuart Olyott parafraseando essa passagem (v.1) escreve: “À luz do que acabo de dizer, considerem a Cristo Jesus. Fixem nele os seus pensamentos – poderem, estudem, meditem em Jesus.”[3] Aqueles irmãos deveriam prestar mais atenção, observar mais, fixar os olhos espirituais em Jesus Cristo. Eles deveriam olhar para Jesus de dois modos: 1º) como Apóstolo da nossa confissão – ele foi enviado por Deus para ser a revelação definitiva do seu caráter e da sua vontade (Jo 3.17; 8.42; 17.3; 1Jo 4.10); e 2º) como Sumo Sacerdote da nossa confissão – ele foi constituído por Deus como nosso intercessor diante dele, isto é, ele tornou possível um relacionamento com Deus (Hb 2.17; Rm 8.34; 1Co 12.3). Por isso, “ele é o centro e o conteúdo da nossa confissão”.[4] O objetivo desse ensino era encorajar os cansados, desafiar os preguiçosos e desobedientes e reanimar os que estão duvidando e se afastando da fé do evangelho (Fp 1.27).

Creio que, para o autor, um crente genuíno vê e segue Jesus como o Apóstolo e Sumo Sacerdote da sua confissão, por outro lado, se alguém afirma ser um crente verdadeiro e não vê Jesus dessa forma, está correndo o perigo de se tornar um apostata, ou seja, voltar para sua religião anterior, no caso o judaísmo.

Assim sendo, ele, apresenta três contrastes entre Moisés e Jesus, para mostra que Jesus é quem deve ser seguido e é ele que está diante de Deus por nós – vv.2-6: 1º) Moisés fazia parte da casa, era um membro da família, Jesus é o Criador da casa – v.3 (Hb 11.2, 25); 2º) Moisés era homem e Jesus é Deus – v.4; 3º) Moisés foi um servo na casa de Deus, Jesus é o Filho de Deus em sua própria casa – v.5, 6.

Muito pouco se tem dito sobre a apostasia atualmente, talvez por que esse assunto assusta alguns crentes, ou por conta do discurso liberal de que não podemos fazer julgamentos, ou mesmo porque a apostasia tem se tornado comum no meio cristão contemporâneo e muitos não querem admitir o fato. Uma coisa é certa, sempre que o assunto é mencionado, muitos entendimentos equivocados surgem.

Para o texto que estamos estudando, apostar é não ficar firme em Cristo e seu evangelho até o final (vv.6, 14). É afastar-se do Deus vivo (v.12). Como resultado, a pessoa não é mais reconhecida como pertencendo a Cristo e deixa de entrar no descanso prometido a todos que lhe pertencem (v.6b, 14; 4.1).[5]

A apostasia começa no coração, ou seja, nos afetos e pensamentos, no interior da pessoa (v.8, 10b, 12, 15). Os passos que levam a apostasia são: 1º) O coração se torna endurecido diante da Palavra de Deus; recusa-se a acatá-la (v.8, 13, 15), porque, com toda franqueza, o pecado parece ser mais atraente (v.13b); 2º) Em seguida, vem a provocação – murmuração, insatisfação, reclamação e rebeldia (v.8, 16). Isso conduz ao pecado, ou seja, fazer aquilo que é proibido, não sem querer, mas com desejo ativo (v.7); 3º) Isso leva a incredulidade (v.12, 18). A palavra usada no grego dá a ideia de rebeldia obstinada e desobediência causada pela descrença. Quando isso acontece, o afastamento final do Senhor já ocorreu. Tudo o que resta são as admoestações da Palavra de Deus que, como nós sabemos, não são ameaças vazias (v.10, 11, 18, 19; 4.1).[6]

Arival Dias Casimiro vê no texto seis estratégias para combater a dureza de coração que leva a apostasia:[7] 1ª) Ouvir e submeter-se a autoridade das Escrituras – v.7, 8, 13, 15; 1Pe 1.21; Sl 95.7, 8; 2ª) Aprender com os erros dos outros – v.7-11; Sl 95.8-11; Êx 17; 1Co 10.11; 3ª) Guardar o coração contra o pecado – v.8, 10, 12, 15; Mc 7.21, 22; Pv 4.23; Sl 51.10. A incredulidade é uma doença do coração, pois todo pecado brota do coração. A incredulidade é o pior e mais perverso dos pecados, pois todo pecado vem dela (v.12); 4ª) Procurar conhecer os caminhos de Deus, ou seja, a sua vontade em sua Palavra – v.10; Is 55.8, 9; Rm 12.1, 2; 5ª) Praticar o encorajamento (exortação) mutuo na comunidade onde estamos inseridos – v.13. Sobre o encorajamento, três observações: (1) é para todos os crentes, (2) é uma necessidade diária e (3) é necessário por causa do engano do pecado; 6ª) Guardar a nossa fé com firmeza e confiança – v.14; Fp 1.6. A evidência de que estamos unidos a Cristo é a nossa perseverança em confiar em Deus, apesar das circunstancias (Hb 11.1).

Para Olyott, evita-se a apostasia primeiramente pelo reconhecimento de que nenhuma pessoa que professa ser crente entrará no céu se não perseverar na fé até o fim. Talvez isso não se ajuste ao entendimento teológico de alguns, mas é uma verdade bíblica – v.6, 14. Todos os que professam seguir a Cristo devem reconhecer que não estão isentos de apostatar, pois o uso das palavras qualquer e nenhum nos vv.12, 13 ressalta justamente isso (4.1).[8]

Deus não tornou difícil para nós a perseverança. Se mantivermos em vista o líder da nossa fé, seguindo-o de perto, chegaremos com segurança ao céu e gozaremos o descanso eterno que nos prometeu.
Stuart Olyott

II. O descanso prometido – 4.1-16

(continua na próxima semana)


[1] Smith, Hamilton. Estudos sobre a Epístola aso Hebreus, Deposito de Literatura Cristã, 2008, p. 31.
[2] Olyott, Stuart. A Carta aos Hebreus bem explicadinha, Editora Cultura Cristã, 2012, p. 31.
[3] Olyott, p. 31.
[4] Casimiro, Arival Dias. Revista Exposição Bíblica – Estudos Expositivos na Carta aos Hebreus, Z3 Editora, 2013, 5ª Lição, p. 21.
[5] Olyott, p. 35, 36.
[6] Ibid., p. 36.
[7] Casimiro, p. 23, 24.
[8] Olyott, p. 36.