segunda-feira, 16 de março de 2015

Estudos Bíblicos da Fé Batista Livre (2) - O que cremos sobre Deus Pai

Romanos 11.33-36

No primeiro estudo da Fé Batista Livre – O que cremos sobre a Bíblia Sagrada, vimos:

ü  1º) Que a Bíblia é a revelação de Deus à humanidade;
ü  2º) Que a Bíblia é totalmente inspirada por Deus; e
ü  3º) Que a Bíblia é a única fonte de autoridade para governar a vida cristã.

Terminamos com a seguinte afirmação de Picirilli:
Os cristãos são, portanto, obrigados diante de Deus a viver sob o governo da Sua Palavra. A Bíblia é a fonte de autoridade para os nossos objetivos como também para os nossos métodos, para o exercício do nosso amor e da nossa disciplina, para tanto a nossa doutrina quanto a nossa conduta.

Nosso estudo de hoje é sobre Deus Pai, com o tema: O que cremos sobre Deus Pai. Veremos esse assunto em três pontos: 1º) Cremos que Ele é conhecível, mas incompreensível exaustivamente; 2º) Cremos que Ele possui atributos comunicáveis e incomunicáveis; 3º) Cremos no Seu relacionamento com a humanidade.

I. Cremos que Ele é conhecível, mas incompreensível exaustivamente

Picirilli é categórico em afirmar que podemos realmente conhecer a Deus. Mas, esse conhecimento de Deus, que temos, está limitado às informações corretas sobre as coisas que Ele escolheu revelar a nós em Sua Palavra.[1]

Sendo a Bíblia a revelação escrita e proposicional de Deus, ela precisa ser examinada para que possamos ter uma compreensão correta daquilo que Deus revelou de si mesmo. (Cf. Jo 5.39; 1Tm 4.13; 1Co 2.9, 10) Embora haja um limite, pois as coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre... (Dt 29.29), o profeta Oséias insiste para que conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR. (Os 6.3a)

Quando conhecemos o que é verdadeiro, estamos aptos para detectar o que é fraudulento.  Por isso, o saudável para a fé cristã é dedicar-se a conhecer o Deus vivo e verdadeiro. Portanto, para facilitar nossa compreensão de Deus, em conformidade com o que ele mesmo revelou, veremos algumas descrições:

1. Deus é um ser único – A primeira coisa que um cristão precisa saber sobre Deus é que ele é único. Não há mais de um Deus. Só existe um único Deus vivo e verdadeiro! (Cf. Dt 6.4; Dt 32.39; 1Rs 8.60; 1Co 8.5, 6; Gl 3.20; 1Tm 2.5) Assim, de acordo com os textos citados, o ensino de que Deus é único, está presente tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento.

Embora a Bíblia revele a existência de três pessoas divinas – Pai, Filho e Espírito Santo, ela revela também que há um só Deus. Ele é infinito e eterno, e subsiste em três pessoas de uma só natureza. O ensino sobre a Trindade não é irracional, mas está além de nossa capacidade de compreensão (é suprarracional), é um mistério da fé.

Quando a Bíblia fala de outros deuses, ela deixa claro que esses não são deuses de fato, mas criados pela imaginação humana, desvirtuada pelo pecado. Esses deuses criados pela mente pecaminosa do homem são chamados ídolos e descritos nas Escrituras como obras das mãos de homensSalmo 96.5; Salmo 115.4-8.

A Bíblia fala ainda deles como: NulidadeJr 2.5; Detestáveis e abomináveis Ez 7.20; Contamináveis de idolatria Ez 20.31; InúteisHc 2.18, 19; Nada é, sem valor algum1Co 8.4, 10.19. O que está por traz dos ídolos, não é somente a mente humana, mas, também, uma operação demoníaca – 1Co 10.20.

2. Deus é um ser espiritual – Significa que Ele é espírito imaterial (não é composto de matéria ou elementos físicos), incorpóreo (não possui “corpo”) e invisível (não pode ser visto por olhos humanos).[2] (Cf. Jo 4.24; Jo 1.18; 1Tm 1.17; 6.15, 16)

Mas, há na Bíblia passagens que dão a entender que Deus possui aspectos físicos, como mãos e pés, e casos em que Ele aparece em forma física no Antigo Testamento. Entende-se isso de dois modos: 1º) como antropomorfismos, isto é, tentativas de expressar a verdade acerca de Deus por meio de analogias humanas; e 2º) como teofanias ou manifestações temporárias de Deus[3] – são apenas aparições, não a essência de Deus.

3. Deus é um ser pessoal – Significa que “Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais”.[4] Isso indica que Deus é uma personalidade e a Bíblia mostra isso de várias maneiras. Vou citar apenas duas: 1ª) Deus tem nome – Pelo seu nome Ele deveria ser conhecido, invoca e respeitado – Êx 3.14; 4.26; 20.7; Sl 20.7, 9; 2ª) Deus se relaciona – A Bíblia descreve um Deus que conhece e tem um relacionamento de comunhão com pessoas humanas – Gn 3.8-11; 18.17-33.

4. Deus é um ser infinito – Significa que Ele “é ilimitado e ilimitável quanto ao tempo, espaço, conhecimento e poder”[5]. Ele não faz parte da criação, mas é o Criador. Ele nunca é limitado na Sua vontade ou ações por algo exterior a Si mesmo, portanto, é Soberano.[6]

A infinitude de Deus, também, fala de dois outros aspectos do seu ser: 1º) Sua transcendência – que é o fato de que Ele é totalmente distinto e independente da sua criação. A Bíblia ensina claramente que, antes que o universo fosse criado, Deus já existia – Sl 90.2. Deus não somente existia antes que houvesse o mundo e o universo, mas ele mesmo foi o Criador e é o sustentador – Gn 1.1; Hb 1.3. Deus está infinitamente acima dos seres criados, racionais e irracionais, e também de toda natureza – Is 55.8, 9; e 2º) Da sua imanência – que é a capacidade que Deus, mesmo sendo infinito e eterno, tem de se relacionar conosco, seres finitos e imperfeitos. A Bíblia é bastante clara ao mostra que Deus está próximo de nós e se interessa profundamente por nós – Jr 23.24; Is 55.6. A Escritura apresenta um Deus que se importa conosco, cuida de nós por meio de sua providência e se encarnou, fazendo-se um de nós, igual em tudo, exceto no pecado – Hb 4.15; 1Pe 2.22-24. O caráter imanente de Deus é expresso no Novo Testamento de uma forma linda no nome Emanuel: Deus conosco – Mt 1.21.

Apesar de Deus revelar tudo isso na Escritura, e um pouco mais, a sua grandeza é demais para nós, a ponto do salmista declarar: Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir. (Salmo 139.6) Por isso precisamos crer nele, pois sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. (Hebreus 11.6)

A incompreensibilidade de Deus, também, esta revelada na Bíblia em textos, tais como: Romanos 11.33, 34; Jó 36.26; Isaías 40.28.

II. Cremos que Ele possui atributos comunicáveis e incomunicáveis[7]

Apesar de ser possível fazer uma distinção entre a natureza e os atributos de Deus para efeitos de estudo, eles não podem realmente ser separados. Seus atributos são simplesmente um aspecto de Sua essência. Deus não tem “partes”. Estudamos os Seus atributos separadamente por conta de nossa incapacidade de compreensão. Sua essência e seus atributos são idênticos.

Existem várias maneiras de classificar os atributos de Deus. Todos são métodos humanos e um pode ser tão bom quanto o outro. Vou fazer uma lista de quatorze na ordem de minha preferência, mas outros podem ter listas maiores ou menores e com nomes que podem variar um pouco dos meus.

1. Atributos incomunicáveis de Deus – São aqueles que revelam características que somente Deus possui e, portanto, apontam para o Seu caráter Absoluto e Supremo sobre todas as coisas. Recebem esse nome porque são virtudes que não são comunicadas ou transmitidas por Deus à natureza humana. Picirilli os chama de atributos amorais, aqueles que não se referem diretamente ao relacionamento com Suas criaturas. Eles mostram algo que não vivenciamos e nem somos, pois fazem parte da natureza divina.

a. Aqueles cuja nomenclatura mostram algo que não vivenciamos:

ð Auto existênciaDeus não veio a existir por outro ser. Ele nem é a causa de Si mesmo, pois existe necessariamente. Ele simplesmente existe!

ð SingularidadeDeus não é plural ou muitos. Ele é numericamente um e único.

ð SimplicidadeDeus não é composto por partes, nem é complexo ou divisível.

ð ImutabilidadeDeus não muda: é imutável em Sua essência, atributos, propósito e consciência.

b. Aqueles cuja nomenclatura mostra algo que não somos: (Estes explicam a infinidade de Deus, o fato de não estar sujeito aos limites que nós vivenciamos)

ð EternidadeDeus não é limitado pelo tempo. Ele existe eternamente, como podemos perceber pela necessidade de Sua existência.

ð OnipresençaDeus não é limitado pelo espaço. Ele transcende as limitações espaciais e está presente em todos os lugares da natureza ao mesmo tempo.

ð OnipotênciaDeus não é limitado em Seu desejo de fazer o que deseja de acordo com a Sua natureza. Ele possui todo o poder.

ð OnisciênciaDeus não é limitado em Seu conhecimento. Ele tem conhecimento perfeito de tudo: passado, presente e futuro. Ele conhece até mesmo os fatos contingentes, mas o seu conhecimento dos acontecimentos não são a causa deles. Ele conhece tudo intuitiva e imediatamente.

ð SoberaniaDeus não é limitado no uso da Sua vontade. Seus atos não são condicionados por qualquer coisa ou qualquer pessoa fora de Si mesmo. Todas as Suas ações são totalmente livres; Ele presta contas somente a Si mesmo. Mesmo o mau moral está sujeito ao Seu governo e, portanto, Ele o permite, não sendo ele a sua causa.

2. Atributos comunicáveis de Deus – São assim chamados porque ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança, aprouve a Deus comunicar-lhes ou transmitir-lhes esses atributos, embora em medida infinitamente menor. Picirilli os chama de atributos morais, porque estes refletem principalmente o relacionamento de Deus com as suas criaturas. Quando uma pessoa se converte, observamos a reciprocidade entre os atributos comunicáveis de Deus e os atributos correspondentes no ser humano – Cf. 1João 4.19.

ð SabedoriaDeus é perfeitamente capaz de discernir os melhores fins e de escolher os melhores meios para alcançar estes fins.

ð SantidadeDeus possui majestade suprema e transcendência absoluta. Isto inclui Sua pureza absoluta, separação do mau e ira santa contra o pecado.

ð JustiçaDeus recompensa o bem com perfeição e pune o mau. Em ambos os casos ele é perfeitamente justo.

ð Verdade (o que inclui Sua fidelidade) – Deus conhece toda a verdade e sempre fala e age em verdade. Portanto, Ele sempre cumpre Sua palavra.

ð BondadeDeus é absolutamente bom e isto inclui uma variedade de palavras como: amor, graça, misericórdia, longanimidade, paciência e benevolência.

Os atributos incomunicáveis de Deus apontam para sua transcendência e nos convidam à reverência, admiração e ao louvor ao nosso Deus Criador e Sustentador! Os atributos comunicáveis de Deus nos convidam à comunhão com Ele que é a fonte de tudo o que é bom, justo e santo em todo o universo!

III. Cremos no Seu relacionamento com a sua criação

O relacionamento de Deus com a sua criação envolve o seu governo e a sua providência como criador e sustentador soberano de todas as coisas.

Como Criador significa que Ele trouxe à existência todo o universo pela Sua palavra falada (Cf. Gn 1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24). Como Preservador significa que Ele sustenta a existência da natureza pela Sua vontade (Cf. Hb. 1.3). Como Governador significa que Ele governa e controla tudo para a realização da Sua vontade ou do Seu propósito (mesmo o mau que Ele permite que exista).[8]

Veja comigo o que diz o Manual de Fé dos Batistas Livres:[9]

1.    Deus exerce cuidados e superintendência providenciais sobre todas as Suas criaturas e governa o mundo em sabedoria e misericórdia, consoante o testemunho de Sua Palavra.

2.    Deus dotou o homem com a faculdade do livre arbítrio e o governa mediante leis e motivos morais: essa faculdade do livre arbítrio é a medida exata da responsabilidade humana.

3.    Todos os acontecimentos são pré-conhecidos por Deus, de eternidade a eternidade: mas o conhecimento antecipado não é a causa deles. Deus também não decreta todos os eventos que Ele sabe de antemão que acontecerão.

1. [10]A Providência de Deus significa a atividade de Deus em cuidar de e prover pela natureza. Um dicionário o define como: “o cuidado ou a direção benévola de Deus”. Isto significa o Seu cuidado pelo mundo físico, plantas, animais e seres humanos.
Aspectos da providência de Deus incluem: 1º) O sustento ou a preservação de todas as coisas criadas – Deus mantém o universo funcionando. Nada existe ou age sem a atividade sustentadora de Deus; 2º) O controle providencial ou governo de Deus – Tudo o que acontece no universo está sob o controle de Deus. Ele age de forma bem sucedida para os fins que Ele ordenou. Sua vontade final para todas as coisas nunca é frustrada.

Deus é criador e preservador de tudo. Tudo que existe, existe por Sua vontade, seja pela Sua direção ativa ou pela Sua permissão deliberada. Isto inclui tudo o que acontece. Nada acontece fora do Seu plano ou fora da Sua preservação e sustento de todas as coisas. Nada está fora do Seu controle. Nenhuma força existe, a não ser as que são subordinadas a Ele e governadas por Ele para o propósito último de realizar a Sua vontade. (Cf. Jó 42.2; Rm 10.36; Mt 10.29)

2. Liberdade e responsabilidade humana – A Liberdade humana faz parte da dotação de Deus ao homem. Quando Deus providencialmente sustenta e governa o homem, Ele o faz de maneira tal que respeita a capacidade humana de livre escolha.

Por enquanto, é suficiente dizer que um aspecto muito importante do propósito de Deus para o universo é que os seres humanos sejam livres para decidir se desejam servi-lo ou viver em desobediência a Ele. Existem pelo menos duas implicações disto: 1ª) Como soberano, Deus criou o homem para ter a capacidade do livre arbítrio, Sua soberania não é impugnada pelo exercício desta liberdade; e 2ª) Quer a pessoa decida pela salvação ou rejeite-a, como ela é oferecida em Cristo, esta pessoa está em certo sentido realizando a vontade última de Deus de que ela tenha a liberdade de tomar esta decisão.

Portanto, pela nossa perspectiva, um Deus que pode governar um universo onde existem seres que livremente tomam decisões morais e, mesmo assim, ainda realiza a Sua vontade, é um Deus maior do que o Deus que mantém o controle através de robôs que não podem fazer nada mais do que lhe obedecer. O livre arbítrio humano é a medida exata de sua responsabilidade.

3. Presciência de Deus e liberdade humana – Deus conhece tudo, inclusive todos os acontecimentos futuros; mesmo as decisões livres dos homens quando poderiam decidir por mais de uma opção. Ele conhece de antemão até os atos pecaminosos do homem.

É isto que o Manual quer dizer quando afirma: “Todos os acontecimentos são pré-conhecidos por Deus, de eternidade a eternidade”, isto é, Deus conhece todas as coisas que ocorrerão, tanto as boas quanto as más. Mas, o Manual faz uma importante observação aqui: “mas o conhecimento antecipado não é a causa deles”.

O que desejamos mostrar é que o conhecimento não é causativo. Da mesma forma que o meu conhecimento de um acontecimento passado não tem nenhum efeito causativo nele, o conhecimento de Deus de um acontecimento futuro também não tem efeito causativo.

Deus é tão grandioso que pode governar o universo onde realmente há contingências, onde realmente há liberdade, onde as pessoas realmente podem decidir por duas alternativas. Ele pode ainda assegurar que tudo neste universo funcione infalivelmente para a realização final de tudo a que Ele se propôs.

Resumindo: Deus é o governador soberano e absoluto do universo, tendo criado e agora sustentando e governando-o com sucesso para a realização de Sua vontade. É da Sua vontade que os seres humanos sejam livres e morais e Ele assim os imbuiu. Todo o seu governo, no que diz respeito aos seres humanos, funciona de tal forma que Ele é totalmente bem sucedido em realizar os Seus propósitos como também respeita perfeitamente a liberdade e a responsabilidade do homem.

(Cf. Salmo 139.1-18; Hb 4.13; Jó 42.2)

Concluindo

Quero concluir nosso estudo, de hoje, com as palavras do Artigos de Fé sobre Deus:[11]

Há um só Deus vivo e verdadeiro, sendo revelado na natureza como o Criador, Preservador e Governador Justo do universo; e nas Escrituras como Pai, Filho, e Espírito Santo, ainda como um só Deus, infinitamente sábio e bondoso, a quem todas as criaturas inteligentes devem supremamente amar, adorar, e obedecer.

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira – 08/03/15



[1] Picirilli, Robert E. Estudo da Doutrina Batista Livre, Lição 2 – O que cremos sobre Deus, p. 1.
[2] Picirilli, p. 2.
[3] Erickson, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática, Vida Nova, 2008, p. 108.
[4] Ibid., p. 109.
[5] Ibid., p. 111.
[6] Picirilli, p. 2, 3.
[7] Picirilli, p. 3-5. (Neste ponto o estudo segue a Lição 2, Ponto II. Os Atributos de Deus, adaptados a nossa realidade local e com cortes e acréscimos que julguei necessário, nas páginas já citadas)
[8] Picirilli, p. 5.
[9] Manual de Fé e Prática dos Batistas Livres do Brasil, 4ª Edição, 2014, 2ª Parte – A Fé dos Batistas Livres do Brasil, p. 11.
[10] Picirilli, p. 5-11. (Neste ponto o estudo segue a Lição 2, Ponto III. Governo e Providência de Deus, adaptados a nossa realidade local e com cortes e acréscimos que julguei necessário, nas páginas já citadas)
[11] Manual, p. 29.

domingo, 1 de março de 2015

Estudos Bíblicos da Fé Batista Livre (1) - O que cremos sobre a Bíblia Sagrada

2Timóteo 3.14-17

Em nosso estudo de introdução ao estudo da Doutrina Batista Livre, vimos:

ü Em três pontos: 1º) A história dos Batistas; 2º) Os Batistas Livres; e 3º) As doutrinas que vamos estudar.
ü Que, em 1612, sob a liderança do Dr. Thomas Helwys, é fundada em Spitalfield, nos arredores de Londres, uma igreja com as características já bem definidas do movimento que seria denominado de Batista.
ü Que, esse grupo foi chamado, também, de Batistas Gerais por aceitarem o ensino de Armínio sobre a salvação.
ü Que, embora as igrejas batistas que estavam sendo plantadas nos Estados Unidos fossem de linha arminiana, com o nome batista livre, só em 1727 foi organizada a Primeira Igreja Batista Livre sob o ministério do Pr. Paul Palmer, no condado de Chowan, na Carolina do Norte.
ü Que, aqui, no Brasil as Igrejas Batistas Livres foram organizadas a partir de 1958, com a Primeira Igreja Batista Livre de Campinas sendo a primeira delas.
ü Que, somos cristãos, somos cristãos Protestantes, somos cristãos fundamentais, somos cristãos arminianos, somos cristãos batistas.

E terminamos com a frase de Armínio:

Deus permita que possamos todos nós concordar plenamente naquelas coisas que são necessárias para a Sua glória e para a salvação da igreja e que, em outras coisas, se não puder haver harmonia de opiniões, que ao menos possa haver harmonia de sentimentos, e que possamos “guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz”.

O primeiro assunto da Doutrina Batista Livre, As Santas Escrituras[1], que vamos tratar, está no Manual de Fé e Prática dos Batistas Livres do Brasil, 2ª Parte – A Fé dos Batistas Livres do Brasil, p. 9. Em cada início de estudo, leremos o texto do Manual correspondente ao assunto.

Esta doutrina aparece em primeiro lugar não por ser mais importante do que as outras, mas, porque cremos, “não poder haver sã doutrina com respeito a qualquer assunto se não houver uma sã doutrina concernente à Bíblia. Se alguém pretende ter uma doutrina correta, ela deve começar com um fundamento correto para o restante de seu ensinamento”.[2] “Uma atitude correta para com a Bíblia determina nossas atitudes para com todas as outras doutrinas básicas, e é por isso que essa vem em primeiro lugar”.[3]

A doutrina das Escrituras Sagradas faz parte das doutrinas que são comuns entre nós e os cristãos de outras denominações. Todo cristão genuíno crê e defende a Bíblia como a Palavra de Deus, suficiente e inerrante para a salvação e prática da vida cristã.

Assim, com base no que lemos no Manual, o tema do estudo de hoje é: O que cremos sobre a Bíblia Sagrada. Veremos isso em três pontos: 1º) Cremos que a Bíblia é a revelação de Deus à humanidade; 2º) Cremos que a Bíblia é totalmente inspirada por Deus; e 3º) Cremos que a Bíblia é a única fonte de autoridade para governar a vida cristã.

I. Cremos que a Bíblia é a revelação de Deus à humanidade

Compõem-se do Antigo e do Novo Testamentos. Foram escritas por homens santos, inspirada pelo Espírito Santo, e são a Palavra de Deus revelada ao homem. São regra e guia suficiente e infalível para a salvação, a adoração e o serviço cristãos.[4]

Para Picirilli[5], a palavra revelação (Apokalupsis), que significa literalmente tirar o véu ou a cobertura, desvelamento ou descobrimento, tem um sentido amplo e um sentido estrito.

1. No sentido amplo da palavra revelação, temos a distinção entre revelação geral ou indireta de Deus e a revelação especial ou direta de Deus.

a.    Revelação geral ou indireta de Deus – Deus se fez conhecer, por iniciativa própria, ao homem, indiretamente das seguintes maneiras: a) Através das obras da criação – Sl 19.1-4; Rm 1.20; b) Através do senso de moralidade na consciência dos homens e sua intuição religiosa – Rm 2.14, 15; At 17.22-31; e c) Através da história da humanidade – Et 4.14; Ed 1.2; Rm 9.17.

b.   Revelação especial ou direta de Deus – De modo especial e com absoluta clareza, Deus se fez conhecer por meio da sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Então, “a mais completa e inteligível auto revelação foi por meio das proposições das Escrituras – 1Co 2.6-16; 2Tm 3.16. A Palavra revelada e escrita de Deus é única no sentido de que é a única revelação de Deus que é completa e que tão claramente declara a pecaminosidade humana e a provisão de Deus de um Salvador.”[6]

O ser humano não descobriu a Deus; Ele se revelou. Isso foi necessário por duas razões: 1ª) A depravação total da natureza humana, causada pelo pecado, afetou a capacidades mental do homem de forma que ele não consegue ter um conhecimento adequado de Deus através do raciocínio. (Cf. Romanos 3.11); 2ª) Os seres humanos têm opiniões irreconciliavelmente diferentes a respeito de Deus e falham em sua tentativa de conhecê-lo (Cf. 1Co 1.21)[7]

Como revelação de Deus à humanidade, a Palavra revelada de Deus ao homem, por iniciativa Dele, significa que Deus está tanto revelando como sendo revelado; ele está se revelando de maneira que de outra forma não veríamos. A Bíblia é uma revelação que Deus faz de si mesmo.[8] Portanto, “revelação é o ato de Deus comunicar a sua existência e a sua vontade aos homens”.[9]

A Bíblia não é um livro como outro qualquer, mas, simplesmente o livro de Deus para humanidade. Seu objetivo é mostrar quem Deus é, quem os homens são e o que Deus quer que os homens sejam por meio de Jesus Cristo. (Cf. Hb 1.1-3; 4.12-16; Sl 19.7-11)

2. No sentido estrito da palavra revelação, ela, inclui somente aquelas coisas que Deus comunicou que de outra forma não seriam conhecidas. Por exemplo, passagens como as de Gênesis 1 e Isaías 53 que tinham obrigatoriamente que vir de Deus. Há muitos fatos mencionados nas Escrituras que os escritores humanos já sabiam. No sentido estrito, estes fatos não foram revelados.[10] (Cf. 1 Coríntios 2.9-10) Mas, isso não altera o fato de que a Bíblia, toda ela, é a Palavra de Deus e a sua revelação especial à humanidade.

Portanto, “tudo o que sabemos de Deus, e o que sabemos do nosso passado, presente e futuro, sabemos por que Ele nos fez conhecer. Ele veio a nós e se manifestou, se fez conhecer, tanto direta quanto indiretamente”.[11]

II. Cremos que a Bíblia é totalmente inspirada por Deus

Os Batistas Livres creem na inspiração plenária e verbal da Bíblia. Por “plenária” queremos dizer “total e completamente”. Temos por certo que todas as partes da Bíblia são inspiradas e que a inspiração estende-se a todos os seus assuntos. Por “verbal” queremos dizer que a inspiração estende-se até às palavras das Escrituras, não apenas aos pensamentos e às ideias expressas pelos autores humanos.[12]

O Manual diz que as Escrituras Sagradas compõem-se do Antigo e do Novo Testamentos. Foram escritas por homens santos, inspiradas pelo Espírito Santo... A palavra inspiração se aplica, aqui, somente à Bíblia e a Bíblia toda. No seu uso em doutrina, a palavra inspiração se refere unicamente à Bíblia e foi a experiência apenas dos autores humanos da Bíblia.[13]

A versão eletrônica do dicionário de Aurélio define a palavra inspiração do seguinte modo: Ato de introduzir o ar nos pulmões, de inspirar. Qualquer estímulo ao pensamento ou à atividade criadora. O resultado de uma atividade inspiradora. Moção divina que, segundo a crença cristã, teria dirigido os autores dos livros da Bíblia.

Essa palavra é encontrada em 2Timóteo 3.16, como a tradução da palavra grega theopneustos, que literalmente significa soprado por Deus. Portanto, podemos afirmar que a Bíblia procede da boca de Deus. O próprio Filho de Deus fez essa afirmação em Mateus 4.4 citando Deuteronômio 8.3. Então, a Bíblia inteira é a Palavra de Deus; é Deus falando.

Mas, infelizmente, há pontos de vistas equivocados sobre a inspiração da Bíblia, que preciso citar, de forma breve, porque é útil para o nosso conhecimento e nossa proteção contra falsos ensinos:[14]

ð Intuição – A Bíblia demonstraria uma intuição humana extraordinária, seria o homem natural no seu auge, superior, talvez, a qualquer outra obra.

ð Iluminação – A Bíblia seria a intuição humana com a iluminação espiritual, seria o que de melhor produziu o homem cristão, superior a todas suas outras obras.

ð Inspiração dinâmica ou inspiração parcial – A inspiração se aplicaria aos seus pensamentos gerais, não às palavras específicas ou então aos seus assuntos essenciais: aqueles necessários à salvação e ao desenvolvimento espiritual, mas não necessariamente às informações históricas ou a outras informações ocasionais.

ð Ponto de vista neo-ortodoxo – A Bíblia apenas se torna a Palavra de Deus ou é um “instrumento” ou “registro” da revelação. No entanto, a Bíblia em si não seria revelação.

ð Ponto de vista existencialista – Parecido com o ponto de vista neo-ortodoxo, e um desenvolvimento do mesmo, está o ponto de vista de que Deus nunca fala ao ser humano a não ser de forma “existencial” – o que significa interna, pessoal e subjetivamente. A Bíblia sobre a mesa não é a palavra de Deus, somente quando Deus fala a alguém no mais profundo de sua existência é que haveria uma palavra de Deus. Esta “palavra” não pode ser comunicada em nenhuma das maneiras em que a comunicação geral normalmente se faz.

Todos estes pontos de vista sofrem da mesma falha básica: não identificam as Santas Escrituras em sua totalidade como são: a própria Palavra de Deus. Os Batistas Livres insistem que as Santas Escrituras “são a Palavra de Deus revelada ao homem” e que “toda a Escritura é inspirada por Deus”.

Defendemos a posição da inspiração plenária e verbal da Bíblia. Plenária por que cremos que ela foi completamente inspirada por Deus, ou seja, do primeiro livro do Antigo Testamento ao último do Novo Testamento, de Genesis à Apocalipse. Nada ficou de fora da inspiração divina e isso inclui, também, até as palavras, por isso plenária e verbal. “Não são somente os conceitos ou pensamentos gerais da Bíblia, mas até as suas palavras foram escolhidas como veículo para a expressão das ideias”.[15] E, isso “significa que as escolhas das palavras feitas pelos autores humanos foram feitas sob a influência da inspiração para que o que foi dito fosse dito da forma como Deus queria que fosse”.[16]
Afirmamos, também, que o método usado por Deus na inspiração não foi mecânico, como se os escritores fossem apenas marionetes, mas, que, os escritores foram sobrenaturalmente acompanhados, carregados pela influência do Espírito Santo de tal forma que em todos os seus pensamentos, pesquisas e escolhas das palavras, o fizeram sob o controle do Espírito, resultando no que a Bíblia é, a Palavra de Deus, como se Ele mesmo tivesse pegado na pena de escrever.[17]

Portanto, podemos dizer que a Bíblia é o livro divino-humano, da mesma forma que Jesus é uma pessoa divina-humana, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Desse modo, a Bíblia é a palavra de Moisés, de Isaías e de Paulo, mas é, também, verdadeiramente a Palavra de Deus.[18]

Picirilli, define a inspiração da Bíblia assim: Inspiração é a influência sobrenatural exercida sobre a mente de homens santos que escreveram as Escrituras (e somente sobre eles) de tal forma que foram guiados infalivelmente, mesmo em suas escolhas das palavras, ao produzirem a revelação inerrante e especial de Deus aos seres humanos.[19] Por isso, cremos que os autores humanos da Bíblia redigiram e registraram sem erro a Palavra de Deus à humanidade. Assim, afirmar que a Bíblia é a Palavra de Deus não é simplesmente uma forma de expressão, mas um testemunho literal do que a própria Bíblia diz de si mesma – 2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21; Ef 6.17; Hb 4.12.

Assim, a inspiração da Escritura implica a unidade da Escritura e já que a Escritura procede de uma única mente divina, isso implica em que a Bíblia exibe uma coerência perfeita. É isso o que encontramos na Bíblia. Embora a personalidade distinta de cada escritor bíblico seja evidente, o conteúdo da Bíblia como um todo, exibe uma unidade e designa que procede de um único autor divino. Por isso uma parte não contradiz outra.[20]

Observamos, também, que a infalibilidade bíblica acompanha a inspiração e a unidade da Escritura. A Bíblia não contém erros; ela é correta em tudo o que declara. Visto que Deus não mente ou erra, e a Bíblia é a Sua palavra, segue-se que tudo que está escrito nela é verdade. (Cf. Jo 10.35; Lc 16.17). A infalibilidade da Escritura se refere a sua incapacidade de errar e a inerrância, enfatiza que a Bíblia não erra. Estritamente falando, infalibilidade é a palavra mais forte, e ela exige a inerrância, mas algumas vezes as duas são intercambiáveis no uso.[21]

Portanto, quando afirmamos a inerrância da Bíblia, estamos dizendo que “tudo que ela ensina e apresenta é verdadeiro, podendo incluir aproximações, citações livres, linguagem figurada e narrativas diferentes do mesmo evento sem nenhuma contradição”.[22]

Picirilli diz: Deus não pode se equivocar em qualquer assunto quando fala e a Bíblia toda é Deus falando.[23] Portanto, a Bíblia não conte erro algum! Ela é a infalível Palavra de Deus.

Os escritores bíblicos algumas vezes se referem a Deus e a Escritura como se os dois fossem intercambiáveis. Como Warfield escreve, “Deus e as Escrituras são trazidos em tal conjunção para mostrar que na questão de autoridade, nenhuma distinção foi feita entre eles”. (Cf. Gn 12.1-3; Gl3.8; Êx 9.13-16; Rm9.17).[24]

III. Cremos que a Bíblia é a única fonte de autoridade para governar a vida cristã

Cremos que as Escrituras são infalíveis e inerrantes. A Bíblia não tem erro e é digna de confiança em todos os seus ensinamentos, incluindo cosmogonia, geologia, astronomia, antropologia, história, cronologia, etc., tanto como em questões de fé e prática. Sendo a verdadeira palavra de Deus, ela é a revelação final vinda da parte de Deus e nossa autoridade absoluta.[25]

Picirilli[26], cita dois pontos de vistas equivocados quanto à fonte de autoridade que governa a vida cristã: 1º) O que afirma que a autoridade que governa a vida cristã se encontra na igreja; e 2º) O que afirma que a autoridade que governa a vida cristã se encontra na consciência iluminada e no raciocínio dos cristãos. Ambos estão incorretos: primeiro, porque é a Bíblia quem define o que é fé e moral e não a igreja e, segundo, porque nenhuma palavra da Escritura provém de interpretação pessoal nem teve origem na vontade humana. (Cf. 2Pe 1.20, 21)

Por isso, [27]precisamos determinar a extensão da autoridade da Bíblia, para verificar o nível de controle que ela deve ter sobre as nossas vidas. A inspiração, a unidade, a infalibilidade e a inerrância da Escritura implicam que ela possui autoridade absoluta. Visto que a Escritura é a própria palavra de Deus, ou Deus falando, a conclusão necessária é que ela carrega a autoridade de Deus. Portanto, a autoridade da Escritura é idêntica à autoridade de Deus.

Visto que Deus possui autoridade absoluta e última, a Bíblia sempre carrega autoridade absoluta e última. Visto que não há diferença entre Deus falando e a Bíblia falando, não há diferença entre obedecer a Deus e obedecer a Bíblia. Crer e obedecer a Bíblia é crer e obedecer a Deus; não crer e desobedecer a Bíblia é não crer e desobedecer a Deus. A Bíblia não é apenas um instrumento através do qual Deus nos fala; antes, as palavras da Bíblia são as próprias palavras que Deus está falando, não há diferença. A Bíblia é a voz de Deus para a humanidade, e a autoridade da Bíblia é total.

Portanto, a Bíblia é necessária para a informação precisa e autoritativa sobre as coisas de Deus, bem como, é necessária para definir todo conceito e atividade cristã. Ela é indispensável para a salvação ser possível, visto que a informação necessária para a salvação está revelada nela, e deve ser conduzida ao indivíduo por ela, para receber a salvação. (Cf. 2Tm 3.15). Ela governa cada aspecto da vida espiritual, incluindo pregação, oração, adoração e direção.

Portanto, a Escritura é necessária para o conhecimento que conduz à salvação, as instruções que levam ao crescimento espiritual, as respostas às questões últimas, e sobre qualquer conhecimento sobre a realidade.

Muitos cristãos reivindicam afirmar a autoridade e suficiência da Escritura, mas, negam isso ao expressar confiança em meios de direção extra bíblicos, tais como sonhos, visões, novas revelações e profecias. A Bíblia contém informação suficiente para alguém, não somente para encontrar a salvação em Cristo, mas para subsequentemente receber instrução e direção em todo aspecto da vida e pensamento, seja por declarações explícitas da Escritura, ou por inferências necessárias dela.

A Bíblia contém tudo que é necessário para construir uma cosmovisão cristã compreensiva que nos capacite a ter uma verdadeira visão da realidade. A Escritura nos transmite, não somente a vontade de Deus em assuntos gerais da fé e conduta cristã, mas, ao se aplicar preceitos bíblicos, podemos também conhecer Sua vontade em nossas decisões específicas e pessoais. Tudo que precisamos saber como cristãos é encontrado na Bíblia, seja no âmbito familiar, do trabalho ou da igreja. Paulo escreve que a Escritura não é somente divina na origem, mas é também abrangente no escopo – 2Tm 3.16, 17.

Além da declaração do Manual, já citado, o Pacto das Igrejas Batistas Livres afirma: “Tendo-nos entregue a Deus, mediante a fé em Cristo, e adotado a Palavra de Deus como regra de fé e prática...”. E a breve declaração dos Artigos de Fé dos Batistas Livres inclui em seu artigo primeiro o seguinte: “As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento foram inspiradas por Deus, e são nossa regra de fé e prática”.[28]

Concluindo

Concluo, hoje, com as palavras de Picirilli: Os cristãos são, portanto, obrigados diante de Deus a viver sob o governo da Sua Palavra. A Bíblia é a fonte de autoridade para os nossos objetivos como também para os nossos métodos, para o exercício do nosso amor e da nossa disciplina, para tanto a nossa doutrina quanto a nossa conduta.[29]

(Cf. Ef 4.1; Fp 1.27; Cl 1.10; 2Ts 2.12)

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira – 28/02/15




[1] Manual de Fé e Prática dos Batistas Livres do Brasil, 4ª Edição, 2014, 2ª Parte – A Fé dos Batistas Livres do Brasil, p. 9.
[2] Picirilli, Robert E. Estudo da Doutrina Batista Livre, Lição 1 – O que cremos sobre a Bíblia, p. 1.
[3] O’Donnell, J. D. Doutrinas dos Batistas Livres (Título original em inglês: Free Will Baptist Doctrines), 2ª Edição, 2008, p. 11.
[4] Manual, p. 4.
[5] Picirilli, p. 2.
[6] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. xvi.
[7] Picirilli, p. 2, 3.
[8] Picirilli, p. 3.
[9] Casimiro, Arival Dias. Revista Exposição Bíblica – Estudos Expositivos na Carta aos Hebreus, Z3 Editora, 2013, 1ª Lição, p. 7.
[10] Picirilli, p. 3, 4.
[11] Lição Examinai as Escrituras, Editora Cristã Evangélica, 2013, Lição 2, p. 12.
[12] Manual, p. 4.
[13] Picirilli, p. 4.
[14] Picirilli, p. 4, 5. (Neste ponto o estudo segue a Lição 1, Ponto II e letra A, adaptados a nossa realidade local e com cortes e acréscimos que julguei necessário, nas páginas já citadas)
[15] Picirilli, p. 6.
[16] Ibid., p. 6
[17] Picirilli, p. 7.
[18] Ibid., p. 7.
[19] Picirilli, p. 7.
[20] Cheung, Vincent. A Escritura – http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/escritura_cheung.htm
[21] Ibid., http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/escritura_cheung.htm
[22] http://igrejaredencao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=760:estudo-8-a-inerrancia-da-biblia&catid=37:teologia-basica&Itemid=147
[23] Picirilli, p. 8.
[24] Cheung, Vincent. A Escritura – http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/escritura_cheung.htm
[25] Manual, p.4.
[26] Picirilli, p. 9.
[27] Cheung, Vincent. A Escritura – http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/escritura_cheung.htm (Neste ponto o estudo segue o artigo de Vicente Cheung, adaptados a nossa realidade local e com cortes e acréscimos que julguei necessário)
[28] Picirilli, p. 9.
[29] Ibid., p. 10.