quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Introdução as Reflexões em Provérbios

Provérbios 1.1-7

O livro de Provérbios contem sabedoria secular e prática, mas é também um livro teológico, isto é, é um livro que ensina a sabedoria e a busca pela sabedoria de Deus.

Vamos hoje ter uma visão panorâmica do livro de Provérbios. Ele faz parte dos livros Poéticos da Bíblia, juntamente com Jó, Salmos, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Dentro dessa categoria de livros, temos os livros sapiências que significa livros de sabedoria.

A palavra Provérbios é a tradução da palavra hebraica Nashal que traz a ideia de semelhança. O verbo significa tornar-se como ou ser comparado a como no Salmo 49.12. No texto do AT é utilizada com diversos significados como: enigmas – Sl 49.4; dito popular – 1Sm 10.12; frase curta que demonstra uma verdade geral – Ez 16.44; parábola, referindo-se a uma lição retirada experiência – Sl 78.2-6; com o sentido de um exemplo prático – Dt 28.37. De modo geral, ela indica uma lição que é baseada em uma comparação ou analogia ou se utiliza dela.[1]

No NT a palavra provérbios e traduzida por duas palavras gregas: Parabolê que significa por ao lado, comparação e Paroimia que significa ilustração, adágio. Ver Lc 4.23; Mt 6.21; 1Co 15.33; 1Tm 6.10; 2Pe 2.22; Jo 16.25.

O autor de Provérbios está identificado no primeiro verso – Pv 1.1 – Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. Salomão foi, não apenas o autor, mas, o  redator do livro pois utilizou material de outros autores, como: Agur e Lemuel – Pv 30.1; 31.1.

O livro de Provérbios pode ser esboçado do seguinte modo:

I. Introdução                                                                                        – 1.1-7
   1. Autor                                                                                            – v.1
   2. Propósito                                                                                     – vv.2-6
   3. Tema Geral                                                                                  – v.7
II. Reflexões sobre Sabedoria (Sabedoria versus insensatez)   – 1.8-9.18
III. Provérbios de Salomão (Primeira Coleção)                            – 10.1-22.16
IV. Palavras dos Sábios (Primeira Coleção)                                – 22.17-24.22
V. Palavras dos Sábios (Segunda Coleção)                                – 24.23-34
VI. Provérbios de Salomão (Segunda Coleção)                          – 25-29
VII. Palavras de Agur                                                                        – 30
VIII. Palavras de Lemuel (ditas por sua mãe)                                – 31.1-9
IX. Celebração de uma Mulher Virtuosa                                        – 31.10-31

No v.1 onde está a expressão “... Salomão, filho de Davi, rei de Israel.”, temos a lição de que em Provérbios, o homem é considerado sob os seus dois aspectos principais: como membro de uma família e como membro de uma sociedade. Essas duas esferas, a familiar e a social, obedecem aos desígnios de Deus tanto para o homem como para a mulher. São inevitáveis, necessárias e reciprocamente se completam.[2]

O propósito do livro está claro em Pv 1.2-4 e pode ser sumariado assim:

ð Para aprender/conhecer a sabedoria e a instrução/ensino;
ð Para entender as palavras de prudência/inteligência;
ð Para receber/obter a instrução/o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a equidade;
ðPara dar aos simples e aos jovens/moços prudência, conhecimento e discernimento/bom siso.

O tema de Provérbios está em Pv 1.7 – O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. Este temor é proporcionado por Deus aos homens, capacitando-os a respeitarem a autoridade de Deus, obedecerem aos seus mandamentos e evitarem a prática do pecado (cf. Jr 32.40; Hb 5.7-8).

Concluindo

Está claro no livro “o valor e a utilidade da sabedoria. Tanto de modo direto como indireto o livro nos mostra os benefícios que os homens têm quando valorizam, buscam e praticam a sabedoria. Semelhantemente são expostos os males que decorrem do desprezo ou descuido em praticar a sabedoria”.[3]

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira – 16/07/14



[1] Revista Expressão, Sabedoria Poética (Estudos em Jó, Provérbios e Eclesiastes), Editora Cultura Cristã, Lição 4, p. 16.
[2] Casimiro, Arival Dias. Revista Educação Cristã, Volume 18, SOCEP, 4º Edição – Setembro de 2008, p. 3, 4.
[3] Revista, p. 18.

domingo, 17 de agosto de 2014

Aprendendo com o poder de Jesus: (2) sobre as forças do mal

Marcos 5.1-20

Na mensagem anterior vimos:

ü Que de Marcos 4.35 a 5.43 temos a narração de quatro milagres realizados por Jesus e cada um deles revela o seu poder de modo diferente: 1º) Mc 4.35-41 – revela o seu poder sobre a natureza; 2º) Mc 5.1-20 – revela o seu poder sobre as forças do mal; 3º) Mc 5.25-34 – revela seu poder sobre as enfermidades; e 4º) Mc 5.21-24; 35-43 – revelam seu poder sobre a vida e a morte.

ü Três lições práticas do milagre de Jesus sobre a natureza: 1ª) Tempestades são oportunidades de milagres – v.39; 2ª) Tempestades são necessárias para aperfeiçoar a nossa fé – v.40; 3ª)  Tempestades nos ensinam algo novo sobre Jesus – v.41.

Hoje, vamos ver em Marcos 5.1-20 o poder de Jesus sobre as forças do mal e o que ele tem a nos ensinar.

A palavra imundo quando se refere ao demônio significa maligno ou espiritual e moralmente impuro.

Primeira coisa que precisamos entender é: quais são as consequências nefastas do demônio na vida de uma pessoa?

1)   O demônio destrói os relacionamentos familiares e sociais – v.3;

2)   O demônio destrói o domínio próprio – v.4 (cf. Ef 2.1-3);

3)   O demônio destrói a felicidade – v.5;

4)   O demônio destrói a identidade – v.9

Jesus foi ao encontro daquele cidadão para liberta-lo completamente. Ele foi para restaurar tudo o que o demônio destruiu. Ele é o único que se importa de verdade pelas pessoas que vivem subjugadas pelo demônio ou por muitos demônios como é o caso aqui, uma legião. Se comparado a uma equipe de soldados romanos da época que eram 6 mil soldados, o homem estava possesso por 6 mil demônios.

Vamos ver como Jesus libertou aquele homem:

1º) em relação aos demônios; e

2º) em relação ao homem.

I. Em relação aos demônios – três coisas:

1)   Eles reconheceram que era Jesus – v.7.

2)   Eles confessaram a autoridade e soberania de Jesus – v.7, 10.

3)   Eles obedeceram a ordem de Jesus – v.8, 10

A autoridade de Jesus abrange o mundo natural, psicológico e espiritual – Mt 28.19.

II. Em relação ao homem – quatro coisas:

1)   Jesus liberta o homem da escravidão completamente das trevas – v.15 (cf. 1Jo 3.8)

2)   Jesus considera a libertação de uma pessoa, das mãos do diabo, maior que qualquer outra coisa, seja bens materiais ou aceitação publica – v.16, 17.

3)   Jesus quando liberta uma pessoa, ele, restaura a sua dignidade – v.15.

4)   Jesus transforma uma pessoa liberta em um proclamador de sua libertação – vv.19, 20.

Concluindo – Três lições:

1ª) Não devemos ignorar as forças do mal – 2Co 2.11.

2ª) Os demônios agem como um exército, isto é, agem estrategicamente – Ef 6.10-20.

3ª) Jesus liberta o ser humano das forças do mal e o transforma em agente de transformação neste mundo perdido – Ef 2.1-10.

Pr. Walter Almeida Jr.

IBL Limeira 17/08/2014

Aprendendo com o poder de Jesus: (1) sobre a natureza

Marcos 4.35-41

De Marcos 4.35 a 5.43 temos a narração de quatro milagres realizados por Jesus e cada um deles revela o seu poder de modo diferente: 1º) Mc 4.35-41 – revela o seu poder sobre a natureza; 2º) Mc 5.1-20 – revela o seu poder sobre as forças do mal; 3º) Mc 5.25-34 – revela seu poder sobre as enfermidades; e 4º) Mc 5.21-24; 35-43 – revelam seu poder sobre a vida e a morte.

Hoje, vamos ver o poder de Jesus sobre a natureza e o que ele tem a nos ensinar:

I. As lições da tempestade – vv.35-37

1. As tempestades fazem parte da vida – v.36b.

2. Deus permite as tempestades da vida – v.35, 37.

3. Jesus está conosco nas tempestades da vida – vv.35, 36.

II. Duas verdades importantes sobre Jesus – v.38

1. A humanidade de Jesus – uma humanidade sem pecado – v.38a.

2. A divindade de Jesus – sua tranquilidade revelada no seu descanso sobre a almofada, pareceu para os discípulos um descaso, mas era um simples descanso na soberania divina – v.38b.

Concluindo – Três lições práticas do milagre de Jesus sobre a natureza:

1ª) Tempestades são oportunidades de milagres – v.39.

2ª) Tempestades são necessárias para aperfeiçoar a nossa fé – v.40.

3ª)  Tempestades nos ensinam algo novo sobre Jesus – v.41.

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira 10/08/2014

Panorama do AT – Gênesis (Descida para o Egito)

Gênesis 37-50

No estudo anterior:

ü Vimos que o conteúdo do livro de Gênesis, pode ser estudado em três partes: 1ª) Primórdios – Gn 1-11; 2ª) Patriarcas – Gn 12-36; e 3ª) Descida para o Egito – Gn 37-50.

ü Vimos, também, que na primeira parte, o período dos primórdios, se resume em três expressões: Criação, Dilúvio e Babel. Na segunda parte, o período dos patriarcas, em três nomes: Abraão, Isaque e Jacó. E na terceira parte, o período da descida para o Egito, em três fases: Até o Egito, até a exaltação e até a morte.

ü E terminamos afirmando que Abraão é o exemplo do homem de fé, que Isaque é o exemplo do homem pacifista e que Jacó é o exemplo do homem convertido. E que, a principal lição dos patriarcas é esta: “nossa vida deve ser dirigida por Deus”.

Hoje, vamos estudar a terceira parte do livro – Descida para o Egito – Gn 37-50.

Na verdade, essa lição poderia ter como tema “os caminhos da providência divina”, pois, de modo extraordinário, Deus agiu para a realização das promessas que havia feito a Abração, a Isaque e a Jacó. Mas, antes, vimos as promessas que Deus fizera aos patriarcas, agora, veremos o começo do seu cumprimento.

Na família de Jacó e na biografia de José, temos de forma clara os caminhos da providência de Deus que vamos estudar em três pontos: 1º) A família de Jacó (início da biografia de José) – Gn 37, 38; 2º) A peregrinação e ascensão de José – Gn 39-45; e 3º) A descida da família de Jacó para o Egito – Gn 46-50.

I. A família de Jacó (início da biografia de José) – Gn 37, 38

1. Gn 37.1 – esse versículo informa que nem Isaque nem Jacó, haviam tomado posse da terra da promessa – Canaã.

2. Gn 37.2a – Estas são as gerações de Jacó... A versão ARA traduz assim: Esta é a história de Jacó. Na biografia de José temos a história da família de Jacó – Gn 37.2-50.26.

3. Gn 37.2 – Já havia passado onze anos desde a volta de Jacó com a sua família, para a terra de Canaã (cf. Gn 30.22-24 – José havia nascido seis anos antes da saída de Harã).

4. Gn 37.2c-4 – José seguiu os passos de fé e obediência de seu pai e se tornou o seu favorito para ser o líder da família, após a sua morte. Isso é o que dá a entender a capa de cores feita por Jacó. José ficou em uma situação pouco confortável diante de seus irmãos que, “cultivavam um profundo ódio a ele em razão da relação especial entre ele e seu pai”[1]. (cf. 37.1-11)

5. Gn 37.5-11 – A família de Jacó, bem como ele mesmo, “reage negativamente às indicações divinas de que um dia José se tornaria seu líder e receberia honrarias da parte deles”[2].

6. Gn 37.12-36 – O ódio dos irmãos de José culmina em uma conspiração bem-sucedida de vendê-lo como escravo e enganar a seu pai, fazendo-o crer que José fora morto por um animal selvagem.[3]

7. Gn 38 – Essa narrativa oferece um vislumbre da corrupção externa à qual estava exposta a família de Jacó (Israel) em seu contato com os cananeus. “O sincretismo religioso cananeu e o inclusivismo ameaçavam absorver a quarta e última geração dos herdeiros de Abraão”[4], mas, a providência divina bem como a soberania de Deus preservou a sua linhagem escolhida.

II. Peregrinação e Ascensão de José – Gn 39-45

1. Gn 39.1-41.57 – Vemos aqui a providência divina de abençoar a família de Jacó por intermédio de José, permitindo sua ascensão ao poder no Egito devido a sua fidelidade e pureza moral, mesmo em meio a muitas injustiças.

a.    Gn 39.1-6 – fidelidade e honestidade no trabalho.

b.   Gn 39.7-20 – fidelidade e pureza moral nas relações interpessoais.

c.    Gn 39.21-23 – fidelidade e comportamento irrepreensível na adversidade.

d.   Gn 40 – fidelidade e disposição de servir a Deus.

e.    Gn 41 – fidelidade e prudência no servir a Deus.

“Deus exalta José a uma posição de honra, inferior apenas à de Faraó, e provê-lhe uma família, cujos filhos têm nomes que refletem seu compromisso com Deus”[5] – 41.51, 42.

“Um conjunto grande de circunstâncias contribuiu para fazer dele o homem mais influente, no país mais influente do mundo”[6] da época, o Egito!

2. Gn 42-45 – A interação entre José e seus irmãos foi o meio pelo qual Deus expurgou da família de Jacó (Israel) a contenda e o engano que prejudicavam sua unidade e ameaçavam sua própria sobrevivência.[7]

III. A descida da família de Jacó para o Egito – Gn 46-50

1. Gn 46.1-47.27 – A descida da família de Jacó para o Egito “garante a sua sobrevivência física, sua pureza racial e sua preservação espiritual”[8].

2. Gn 47.28-48.22 – Temos aqui as “provisões feitas por Jacó para a continuidade da aliança e sua ligação com a terra de Canaã”[9].

3. Gn 49.1-28 – A benção patriarcal profética de Jacó a seus filhos define o futuro daquele grupo na história e na geografia de Israel.[10]

4. Gn 49.29-50.26 – Os relatos das mortes de Jacó e de José deixam em aberto o cumprimento das promessas divinas e da esperança de retorno a Canaã debaixo da bênção de Deus.[11]

Concluindo – Lições para aprender da família de Jacó e da vida de José?

1)  Uma família, mesmo a melhor, tem problemas relacionais que devem ser resolvidos em família. Uma família dividida contra si mesma não subsiste;
2)  Dois tipos de experiências perigosas na vida de José: uma, quando uma pessoa é muito rebaixada; outra, quando uma pessoa é muito exaltada.
3)   Saber interpretar a ação divina em nossa vida; conhecer nosso lugar; e ver Deus como o nosso protetor e como o nosso juiz.

Pr. Walter Almeida Jr.
IBL Limeira 15/08/2014


[1] Pinto, Carlos Osvaldo Cardoso. Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento, Editora Hagnos, Primeira Edição, 2006, p. 52.
[2] Ibid., p. 52.
[3] Ibid., p. 53.
[4] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. 69.
[5] Pinto, p. 55.
[6] Ferreira, Júlio Andrade. Conheça sua Bíblia, Volume 1 – Gênesis a Levítico, LPC, 2008, p. 33.
[7] Pinto, p. 55.
[8] Ibid., p. 56.
[9] Ibid., p. 57.
[10] Ibid., p. 57.
[11] Ibid., p. 57.

Boletim IBL Limeira - Nº 66 - 17-08-2014

domingo, 10 de agosto de 2014

Panorama do AT – Gênesis (Patriarcas)

Gênesis 12-36

No estudo anterior vimos:

ü Como são chamados os primeiros cinco livros da Bíblia – Pentateuco. E que no entendimento dos hebreus, a Lei de Deus tem cinco partes e toda ela está ali, naquele livro. Para eles o Pentateuco é a totalidade da Lei Divina. Portanto, Pentateuco significa livro em cinco volumes.
ü Que Gênesis vem de uma palavra grega e significa origem ou princípio e, que na Bíblia hebraica, o livro recebe o nome correspondente à primeira palavra do livro Bereshit, que é traduzida comumente para o português por “No princípio”.
ü O conteúdo do livro de Gênesis que, pode ser estudado em três partes: 1ª) Primórdios – Gn 1-11; 2ª) Patriarcas – Gn 12-36; e 3ª) Descida para o Egito – Gn 37-50.
ü Na primeira parte, o período dos primórdios, se resume em três expressões: Criação, Dilúvio e Babel. Na segunda parte, o período dos patriarcas, em três nomes: Abraão, Isaque e Jacó. E na terceira parte, o período da descida para o Egito, em três fases: Até o Egito, até a exaltação e até a morte.
ü Terminamos estudando os Primórdios – Gn 1-11, em suas três fases: Criação, Dilúvio e Babel.

Hoje, vamos olhar com mais atenção, a segunda parte do livro de Gênesis: Patriarcas – Gn 12-36 – Abraão, Isaque e Jacó.

I. Segunda Parte – Patriarcas – Gn 12-36 – Abraão, Isaque e Jacó.

1. Abraão – Gn 12.1-25.18 – Os pontos importantes da sua vida são:

a.    Sua descendência – Gn 11.10-32 – Nos vv.10-26 temos “uma lista seletiva de dez gerações registrada com o propósito de mostrar a ascendência de Abraão”.[1] Nos vv.27-32 temos a família de Abraão começando por Tera, seu pai, e seus dois irmãos Naor e Harã. A saída de Tera de Ur dos Caldeus com a intenção de ir para Canaã, mas sua parada e morte em Harã.

b.   Seu chamado – Gn 12.1-3 – Aqui Abraão ainda era chamado de Abrão. Abrão significa pai exaltado. “Essa passagem é a promessa cujo cumprimento perpassa toda a Escritura (de fato ou em expectativa) até Apocalipse 20”.[2] O chamado de Abraão foi acompanhado de algumas promessas feitas por Deus. Dentre elas, temos três que são as mais importantes encontradas, aqui, no texto. Elas são enfatizadas de modo especial no restante do livro e são básicas para o entendimento do restante do Antigo Testamento: 1ª) A promessa da terra (12.1, 7; 15.18-21) – De 12.4 a 14.24 temos a confirmação de sua fé nesta promessa (13.12; 14.6, 17, 18, 19, 21); 2ª) A promessa de ser uma grande nação (12.2) – De 15.1 a 17.27 temos a confirmação de sua fé nesta promessa (15.2, 4, 18; 16.1-3; 16.12; 17.7, 8, 11; 17.16, 19, 21); e 3ª) a promessa de proteção e descendência abençoadora (12.3; 18.18; 22.18) – De 18.1 a 19.38 temos a confirmação de sua fé nesta promessa (18.16-19; 18.22, 23; 19.16, 29).

c.    Sua humanidade – Apesar de sua generosidade e da sua fé, Abraão era pecador e caiu na fraqueza da sedução e mentira – Gn 12.10-20; 13.7-18; 16; 20.

d.   Sua Fé – Temos um resumo de sua vida de fé em Hebreus 11.8-19. (cf. Gn 12-25) Então, podemos afirmar que: Abraão é o exemplo de homem de fé.

2. Isaque – Gn 25.19-36.43 – Os pontos importantes da sua vida são:

a.    Seu casamento – Gn 24. Uma história comovente de fé e esperança.

b.   Seu chamado na confirmação da promessa feita a Abração seu pai – Deus confirma a promessa feita a Abraão e faz a promessa também a Isaque, enfatizando os mesmos três importantes elementos anteriores: 1º) terra – Gn 26.2b, 3; 2º) grande nação – Gn 26.4a; e 3º) proteção e descendência abençoadora – Gn 26.3b, 4b, 5.

c.    Sua humanidade – Apesar de ser pacífico e da sua fé, Isaque era pecador e caiu na fraqueza da mentira – Gn 26.

d.   Sua Fé – Isaque seguiu os passos de seu pai – Hebreus 11.20. (cf. 27.1-28.5) Isaque é o exemplo de homem pacifista – Gn 26.12-35.

3. Jacó – Gn 27-36 – Os pontos importantes da sua vida são:

a.    Seu nascimento – Gn 25.19-27 – O nascimento de Jacó e seu irmão Esaú deu início a dois povos – israelitas e edomitas. A luta dentro do ventre da mãe, Rebeca, prefigurava o futuro antagonismo que haveria entre duas nações que procederiam dos gêmeos, Esaú e Jacó – v.23.

b.   Seu chamado na confirmação da promessa feita a Abração e a Isaque – Deus confirma a promessa feita a Abraão e a Isaque e faz a promessa também a Jacó, enfatizando os mesmos três importantes elementos anteriores: 1º) a terra – Gn 28.13; 2º) a grande nação – Gn 28.14a; e 3º) a proteção e descendência abençoadora – Gn 28.14b, 15.

c.    Sua humanidade – Apesar de ser pacato e da sua fé, Jacó era pecador e caiu na fraqueza da mentira e do engano – Gn 27.35, 37.

d.   Sua fé – Jacó demorou um pouco para seguir os passos de fé de seu avô Abraão e de seu pai Isaque, mas, após um encontro pessoal com Deus, ele passou a servi-lo corretamente – Gn 32.22-32; Hb 11.21. Assim, Jacó se tornou o exemplo do homem convertido.

Concluindo

Vimos como Abraão é o exemplo do homem de fé, como Isaque é o exemplo do homem pacifista e como Jacó é o exemplo do homem convertido. A principal lição dos patriarcas é esta: “nossa vida deve ser dirigida por Deus”.[3]

Enquanto a pessoa não se encontra realmente com Deus, não dá o passo definitivo na vida. Nada tem significação sem a decisão de servir aos propósitos divinos, decisão feita, de uma vez para sempre.[4]

Pr. Walter Almeida Jr.



[1] Ryrie, Charles C. A Bíblia Anotada, SBB e MC, 2007, p. 17.
[2] MacArthur, John. Bíblia de Estudo MacArthur, SBB, 2010, p. 32.
[3] Ferreira, Júlio Andrade. Conheça sua Bíblia, Volume 1 – Gênesis a Levítico, LPC, 2008, p. 28.
[4] Ibid., p. 28.

Boletim IBL Limeira - Nº 65 - 10/08/2014