quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conduzindo pessoas ao conhecimento de Deus


João 14.4-11

Em nosso estudo anterior vimos, em João 14.1-3, as três seguintes lições: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3. O nosso tema foi: Encorajamento Restaurador (consolador).

Jesus havia acabado de explicar que o seu destino era o céu (vv.2, 3). Agora, ele faz uma afirmação para provocar uma resposta dos discípulos (v.5). Ele queria, neste momento de ensino e aprendizado, fazer uma verificação e tirar as dúvidas que os seus discípulos ainda tinha sobre sua Ele e sobre Deus, o seu Pai.

Desse contexto de afirmações, perguntas, pedidos e respostas, aprendemos duas lições espirituais importantes: 1ª) A Primeira lição vem da resposta à pergunta de Tomé: Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? (v.5); 2ª) A segunda lição vem da resposta ao pedido de Filipe: Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. (v.8).

I. Primeira lição – Só há um caminho, uma verdade e uma vida – v.6

A resposta de Jesus a Tomé que, na verdade, estava representando os discípulos, foi simples, reveladora e objetiva. Jesus revelou ali, não somente a Tomé, mas, a todos os discípulos, “três conceitos ativos e dinâmicos que são chaves na formação espiritual de um discípulo: O caminho que leva a Deus, a verdade que torna o homem livre e a vida eterna que produz comunhão[1].

Aqui, o caminho recebe mais ênfase que a verdade e a vida. Isto, porque, sem Jesus “não pode haver nenhuma verdade redentora e nenhuma vida eterna”[2]. Vemos, assim, três destaques na afirmação de Jesus sobre o caminho:

1. O caminho para Deus é pessoal – o pronome eu indica que somos salvos por uma pessoa.

Thomas Kempis refletindo sobre esse versículo escreve: “Sem o caminho não há como ir; sem a verdade não há saber; sem a vida não há viver. Eu sou o caminho que você deve seguir; a verdade que você deve crer; a vida pela qual você deve esperar. Eu sou o caminho inviolável; a verdade infalível, a vida sem fim[3].

2. O caminho para Deus é exclusivo – o artigo definido masculino “o” mostra que Jesus é o caminho e não um caminho. (At 4.12; 1Tm 2.5)

3. O caminho para Deus é Jesus – Por causa da predominância, no versículo, de que Jesus é o caminho, William Hendriksen, em seu comentário de João, afirma que a melhor tradução para o v.6 seria: “Eu sou o caminho porque eu sou a verdade e a vida”. “Jesus é a verdade que revela o Pai, que liberta o homem e que santifica o crente (Jo 8.32; 17.17)”[4].

II. Segunda Lição – O conhecimento de Deus está revelado em Jesus – v.7-11

A filosofia apresenta cinco fontes ou origens para as crenças e o conhecimento humano: o racionalismo, o subjetivismo, o empirismo, o pragmatismo e a fé ou o autoritarismo. A Bíblia ensina que o nosso conhecimento de Deus e a nossa fé nele, resultante desse conhecimento, origina-se na revelação divina – 1Co 2.6-16; Jo 17.3.

Nos vv.7-11, onde Jesus conversa com os discípulos sobre o conhecimento que eles tinham de Sua pessoa e de seu Pai, temos três afirmações:

1ª) É impossível conhecê-lo sem conhecer ao seu Paiv.7 – o verbo conhecer aqui é usado no duplo sentido de conhecer por informação e conhecer por experiência de relacionamento íntimo – Jo 1.10, 31; 3.11; 8.28; 17.3.

2ª) Ele, Jesus, é a revelação perfeita e pessoal de Deus vv.8, 9 – Em tudo o que fez e ensinou enquanto esteve aqui no mundo, revelava a sua ligação intratrinitariana com o Pai – Jo 3.33-36; 5.18-20; 10.37, 38.

 3ª) O verdadeiro conhecimento dele e do Pai fundamenta-se na v.10, 11 – Jesus, com paciência, ensinou a Filipe e aos outros, que eles precisam aprender a viver pela fé e não pelo que viam. Eles precisavam urgentemente crer nele pelas suas palavras e pelas suas obras. “Quem olha com fé para Jesus é persuadido intimamente da realidade da existência de Jesus no Pai e da presença do Pai em Jesus”[5].

ConcluindoComo podemos conduzir pessoas ao conhecimento de Deus?

1º) Anunciando-lhes que só há um caminho que se deve seguir; uma verdade que se deve crer; e uma vida pela qual se deve esperar Jesus! Ele é o caminho inviolável; a verdade infalível e a vida sem fim!

2º) Ensinando-lhes que conhecendo Jesus, que é a revelação perfeita e pessoal de Deus, pela fé, se conhece o único Deus Vivo e Verdadeiro!

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – 14/02/2013


[1] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 62.
[2] Ibid., p. 62.
[3] Ibid., p. 63.
[4] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 19.
[5] Josadak, p. 67.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Olhando para o passado com gratidão


Filipenses 1.1-5

Após estudarmos sobre a nova vida concedida por Deus aos que creem em Jesus, como único e suficiente Salvador de suas vidas, vamos, neste mês, estudar sobre uma das grandes bênçãos advindas da salvação, a alegria verdadeira. Vamos fazer isso, expondo o texto da carta de Paulo aos Filipenses 1.1-11.

Antes, porém, de modo panorâmico vamos dar uma olhada no contexto da carta para podermos fundamentar escrituristicamente nossa argumentação expositiva.

A igreja em Filipos era especial para Paulo. Avon Malone chamou-a de “igreja queridinha” de Paulo. No capítulo 4, o apóstolo referiu-se aos membros dali como “meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa... amados” (4.1). Nesta carta, Paulo não foi o lógico frio, o teólogo profundo, ou o defensor apaixonado da fé. Pelo contrário, ele escreveu com o coração para amigos. É por isso que podemos chamar os dois primeiros versículos da carta de: “Quando Paulo Escreveu para os Seus”. Quando digo “os seus”, não quero dizer que Paulo cresceu em Filipos. Ele nasceu em Tarso e foi educado em Jerusalém (Atos 22.3). Todavia, após a sua conversão, Paulo tornou-se um cidadão do mundo. Ele viajou muito e o seu lar era qualquer lugar onde houvesse irmãos e irmãs em Cristo.

Paulo costumava iniciar o ministério num lugar novo indo até a sinagoga local; mas parece que a população de Filipos não possuía dez homens judeus, o número necessário para se formar uma sinagoga. O apóstolo acabou encontrando um grupo de mulheres que oravam à beira do rio, fora da cidade (Atos 16.13). Ele ensinou e batizou uma mulher chamada Lídia e seus familiares (16.14, 15), estabelecendo assim a igreja em Filipos.

Sempre que podia, Paulo fazia um esforço especial e visitava seus irmãos e irmãs em Filipos. Na sua terceira viagem missionária, após ficar quase três anos em Éfeso, ele viajou para a Macedônia (Atos 20.1; 2 Coríntios 2.13; 7.5), onde ficava Filipos. No fim da terceira viagem, ele saiu de Corinto e partiu para Jerusalém. Em vez de pegar um navio diretamente para Jerusalém, ele foi primeiro para o norte até Filipos (Atos 20.3, 6), onde o Dr. Lucas reintegrou-se ao grupo.

Quando Paulo chegou a Jerusalém, foi preso (Atos 21.15-26.32). Após ficar encarcerado por vários anos (24.27), ele foi enviado para Roma para comparecer perante César (27.1-28.31). Enquanto aguardava o julgamento, escreveu as chamadas “cartas da prisão”. Entre elas está uma carta à igreja em Filipos. As outras “cartas da prisão” são Efésios, Colossenses e Filemom; veja Efésios 6:20; Colossenses 4:3; Filemom 10.

O que levou, então Paulo a escrever essa carta? O amor é um motivo suficiente para qualquer carta; mas quando lemos a carta aos filipenses, concluímos que havia vários pensamentos na mente de Paulo.

1º) Um deles era a ajuda que Filipos lhe mandava enquanto ele estava em Roma. Em Filipenses 1.5, Paulo fala da cooperação deles no evangelho, desde o primeiro dia até aquele momento.

2º) Outra razão para Paulo escrever a carta tinha a ver com o próprio Epafrodito. Enquanto esse cristão estava em Roma, ficou mortalmente doente (2.25, 27, 30). A notícia de sua enfermidade chegara a Filipos, e os irmãos estavam preocupados (2.26). Paulo tranquilizou-os escrevendo e mandando Epafrodito de volta (2.25, 28). Provavelmente foi Epafrodito quem levou a carta aos filipenses ao regressar.

3º) Paulo estava preocupado com a igreja em Filipos, eles estavam enfrentando a perseguição. Ele fora maltratado naquela cidade, e evidentemente a perseguição continuava. Ele insistiu para que os filipenses “em nada” se intimidassem pelos adversários (1.28a). “Porque vos foi concedida”, escreveu ele, “a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu” (1.29, 30).

4º) Além disso, o apóstolo queria mandar-lhes uma mensagem de força e consolo. E, como era costume de Paulo em todas as suas cartas, ele também aproveitou a oportunidade para elogiá-los (1.3–7), instruí-los (2.5), adverti-los (3.2) e corrigi-los (4.2).

Na igreja em Filipos não haviam muitas demandas, mas Paulo fez uma lista de alguns dos problemas enfrentados pela congregação: duas irmãs evidentemente não se davam bem (4.2) e a igreja foi advertida a guardar-se contra falsos mestres (3.2, 18, 19). Ele não escreveu a carta para os filipenses corrigirem uma multiplicidade de problema como fez em 1 e 2 Coríntios. Simplesmente, ele, não queria que a sua amada igreja em Filipos experimentasse os problemas existentes na igreja em Roma.

A Carta aos Filipenses respira confiança, alegria, comunhão e unidade. É uma carta de amor. Ela tem as características comuns das cartas escritas no primeiro século. Aqui estão algumas dessas características:
  • Identificação do escritor: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus” (1.1a).
  • Identificação dos destinatários: “A todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, incluindo os bispos e diáconos” (1.1b).
  • Saudação: “Graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1.2).
  • Agradecimentos: “Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora” (1.3-11).
  • Mensagem: todo corpo da carta (1.12—4.23).
  • Observação: era comum encerrar o corpo da carta com mais palavras de bênçãos e saudações e Paulo fez isso (4.21–23).
Talvez você se pergunte por que o nome do escritor aparece no início da carta, e não no fim, como fazemos hoje. Naquele tempo, as cartas eram escritas em rolos ou pergaminhos. As informações pertinentes eram colocadas no começo do rolo para que, assim que ele fosse desenrolado, o destinatário soubesse quem escreveu e por quê.

A Carta aos Filipenses não é apenas uma carta; é uma carta especial, pois é pessoal. Sendo assim, ele passa de um tema para outro sem uma aparente organização e demonstrando pouca preocupação com essa transição. É como um bate-papo, muda-se o assunto sem avisar, como numa conversa informal entre amigos. Uma das melhores abordagens ao estudo da carta é que se faça uma enumeração do seu conteúdo1.1-4.23.

Ainda apresenta pouca organização interna, mas contém uma série de temas recorrentes. Um deles é a “comunhão” ou “cooperação” (1.5; 2.1, 25; 4.3, 15). Outro tema é uma ênfase na mente e no pensamento: ao ler o livro, procure palavras como “mente”, “portar-se”, “pensar” e “recordar”. Existe também uma filosofia sublinhar relativa a perseguição e ao sofrimento. Um dos temas predominantes é “alegria”. Filipenses já foi chamada de “hino de alegria”. As palavras “alegria” e “regozijar-seocorrem quinze vezes no livro (dezesseis em algumas versões).

Há outras palavras na carta relacionadas a alegria: “graça”, “paz” e “contente”. É por isso que a carta poderia, também, ter como subtema: “A Alegria do Cristianismo”. Certos de que essa alegria não é meramente o resultado de uma “atitude mental positiva”, mas o livro esclarece que a nossa alegria tem raízes em Cristo.

O tema “Jesus Cristo e Ele crucificado” permeia a carta:
  • A designação “Cristo” ocorre dezessete vezes sozinha (1.10).
  • O nome “Jesus” ocorre uma vez sozinho (2.10).
  • A combinação “Cristo Jesus” ou “Jesus Cristo” (sem incluir a palavra “Senhor”) ocorre dezesseis vezes (veja 1.1).
  • O título “Senhor” ocorre nove vezes sozinho (1.14).
  • A combinação “Senhor Jesus” (sem “Cristo”) ocorre uma vez (2.19).
  • O título completo, “Senhor Jesus Cristo” ou “meu Senhor Jesus Cristo” ocorre quatro vezes (1.2).
  • Este título tem seu clímax em 3.20, onde Paulo prefaciou-o com a palavra “Salvador”.
  • Também existem alusões à morte de Jesus (3.10, 18), e nove referências ao evangelho (1.5).
  • Uma expressão chave do livro é “em Cristo” ou seus equivalentes; esta expressão é usada pelo menos dezesseis vezes (veja 1.1, 26; 4.4), como em 1:13: “as minhas cadeias, em Cristo”. “Em Cristo” era uma das expressões prediletas de Paulo (Romanos 3.24; 6.11; 8.1; 9.1).

Certa senhora, cristã há muitos anos, comentou: “Gosto muito de Filipenses!” E acrescentou em seguida: “Mas nem sempre vivo de acordo com o que ele ensina”. A carta aos Filipenses, de fato, contém passagens que parecem apontar para as nossas falhas:
  • “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (4.4).
  • “Fazei tudo sem murmurações nem contendas” (2.14).
  • “...aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (4.11).

Estudar um texto deste livro será um desafio para todos nós este mês. Espero que você esteja ansioso porque, junto com os desafios, haverá um maravilhoso consolo. Estudar sobre a “alegria verdadeira” vai ser estimulante![1]

Justamente, no mês do ano, fevereiro, em que se fala muito em alegria e se é estimulado a buscá-la nos mais variados prazeres, veremos no texto da carta de Paulo aos Filipenses 1.3-11, que é possível desfrutar de alegria verdadeira, independente do que se faça ou das circunstâncias ao nosso redor.  Para Paulo, é possível, sim, estar alegre em qualquer situação, do seguinte modo: 1º) Olhando o passado com gratidão; 2º) Vivendo o presente com confiança; e 3º) Esperando o futuro com oração.

Nosso tema de hoje é: Olhando o passado com gratidão.

Depois de saudar os filipenses de sua maneira tradicional nos vv. 1 e 2 – “... graça e paz a vós outros...”. Ele fala a Igreja do seguinte modo:

I. Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós – v.3

Essa é uma forte nota de agradecimento a Deus – Dou graças ao meu Deus (v.3a), que é desencadeada por tudo que ele se lembra dos filipenses – por tudo que recordo de vós (v.3b). Todas as vezes que Paulo se lembrava da Igreja em Filipos
ele dava graças a Deus.

Vamos pensar em nós hoje: que tipo de crentes somos? Que tipo de crentes queremos ser? Que tipo de modelo de atitudes, de postura queremos ser?

Paulo estava preso em Roma quando escreveu isso. Quando se lembrava da Igreja em Filipos, como ele se lembra? Estava lá, sozinho, no cárcere, ele precisava de referências...

Pergunta: Se alguém distante se lembra-se de você, agradeceria a Deus? Quando alguém fala em você, da graças a Deus? Que tipo de sentimento eu produzo quando alguém se lembra de mim?

Há um clipe no You Tube de Net King Cole e sua filha Natali Cole cantando a música Unforgettble (inesquecível). Natali canta olhando para o pai: Inesquecível!!

Alguém se lembra de você assim – inesquecível! Paulo dizia: vocês filipenses, são inesquecíveis!

Para sermos verdadeiramente felizes, em primeiro lugar precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, por tudo o que Ele fez por nós para nos conduzir a Cristo e pelas pessoas que Ele nos deu a graça de conhecermos, que nos ajudaram
e ajudam em nossa caminhada de fé!

... continuando, o texto diz...
II. ... fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações... v.4

1. A ação de graças, o louvor, a Deus pelos irmãos em Filipos, era feita por Paulo, sempre, com alegria (v.4a). A alegria de Paulo aqui não era se ele estava bem ou não, mas pela simples lembrança de seus irmãos em Cristo.

2. O louvor com alegria de Paulo, era transformado em súplica por todos vós... (v.4b).

3. Essa súplica por toda a Igreja era feita por Paulo em todas as suas orações (v.4c).

4. Paulo, todas as vezes que se lembrava dos filipenses, agradecia a Deus e intercedia por eles com alegria, e isso em todas as vezes que orava!
  • Então, Paulo, agora diz: quando oro por vocês eu me alegro! Quando vou orar por vocês há um sentimento de alegria...
  • Tem lugares e pessoas pelos quais não sentimos alegria em estar nem de orar...
  • Que tipo de sentimento estamos gerando nas pessoas quando elas se lembram de nós e oraram?

Para sermos verdadeiramente felizes, em segundo lugar precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus e nos sentirmos estimulados a orar com alegria por nossos irmãos e por aqueles que queremos que sejam nossos irmãos!

Essa lembrança grata e oração alegre era...

III. ... pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. v.5

1. Cooperação – tradução da palavra koinonia que é riquíssima em significado no Novo Testamento. Ela foi traduzida de várias maneiras aqui, como: cooperação, comunhão, participação ou comunicação. A ideia básica é de se ter algo em comum ou em conjunto.

2. Paulo considerava que a vida que compartilhamos em Cristo é a koinonia do Filho de Deus, a que somos chamados – 1 Coríntios 1.9 – Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

3. Paulo também chama essa comunhão de a koinonia do Espírito Santo – 2 Coríntios 13.13 – A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.

4. Mas que cooperação no Evangelho é essa que Paulo fala aqui? (Filipenses 4.10-20)

5. Paulo estava muito grato a Deus pela cooperação da Igreja em Filipos para o seu ministério. Essa cooperação era de três modos: Aceitação do Evangelho, Permanência no Evangelho e Contribuição para o Evangelho.

6. Paulo, todas as vezes que se lembrava dos irmãos em Filipos, dava graças a Deus e orava por ele com alegria. Porque acontecia isso com ele?
  • Por que aquela igreja dava sinais claros de fidelidade! Na fé, nos trato e nos negócios! Vivemos em uma sociedade infiel – uma sociedade sem amizade, sem fidelidade, cada um querendo se aproveitar dos outros. É uma loucura!
  • E o pior, é que isso está passando para a igreja! A pessoa se converte e não tem referencial – não tinha no mundo e não tem na igreja! Sabe o que estamos vendo: o conceito de fidelidade, de amizade e de alegria verdadeira está acabando em nossa sociedade e a igreja está entrando nessa também!

7. ... desde o primeiro dia até agora. v.5b – a comunhão, a amizade, reciprocidade em tudo, entre Paulo e os irmãos filipenses era desde o primeiro dia em que os conheceu!

Necessitamos urgentemente olharmos e voltarmos para a Palavra de Deus, individualmente e como igreja para resgatarmos essa comunhão! Essa reciprocidade no dar e no receber! Escute o que João escreveu em sua primeira carta:

“... o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que
a nossa alegria seja completa.
(1 João 1.3, 4)
 
Para sermos verdadeiramente felizes, em terceiro lugar precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, buscando resgatar a comunhão real com os irmãos, que vem de Deus que nos chamou à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Concluindo

Aprendemos hoje que, Para sermos verdadeiramente felizes:

1º) Em primeiro lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, por tudo o que Ele fez por nós para nos conduzir a Cristo e pelas pessoas que Ele nos deu a graça de conhecermos, que nos ajudaram e ajudam em nossa caminhada de fé!

2º) Em segundo lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus e nos sentirmos estimulados a orar com alegria por nossos irmãos e por aqueles que queremos que sejam nossos irmãos!

3º) Em terceiro lugar: precisamos olhar para o nosso passado com gratidão a Deus, buscando resgatar a comunhão real com os irmãos, que vem de Deus que nos chamou à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Pr. Walter Almeida Jr.


[1] Essa introdução foi uma adaptação do texto de David Roper em seu estudo de Filipenses, na lição introdutória “Quando Paulo Escreveu para os Seus”, postada no site Verdade para Hoje em 2011.

Perto do Senhor (em oração) que está perto (Sua providência)


Salmo 119.145-152


Em nosso estudo anterior, vimos a décima oitava estrofe do Salmo 119, 137-144, que começa com a décima oitava letra do alfabeto hebraico tsade e significa armadilha ou anzol. Esta letra era usada para indicar o numeral 90 e é normalmente transliterada como as letras com um som parecido com T + S em português. Nosso tema foi: O Deus justo e a sua Palavra perfeita.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 145-152, que começa com a décima nona letra do alfabeto hebraico letra koph (Cof) que significa “prisão” ou “capacete”. Essa letra era usada para indicar o numeral 100 e é transliterada em português como a letra k.

Nosso tema de hoje é “Perto do Senhor (em oração) que está perto (Sua providência)”.

De modo bem simples, a estrofe mostra a vida devocional do salmista, mais especificamente sua vida de oração. Aqui vemos como ele orava (145), pelo que orava (146), quando orava (147), por quanto tempo orava (148), baseado em que orava (149), o que aconteceu quando orava (150), como foi socorrido em resposta as suas orações (151) e que testemunho ele podia dar de todo este processo (152).

Essa estrofe tem coisas interessantes, como:

1º) As duas partes dela correspondem a Tiago 4.8 – “Chegai-vos a Deus...” (v.8a) – vv.145-148; “... e ele se chegará a vós outros.” (v.8b) – vv.149-152.

2º) Os vv.145 e 146 são ligados pela palavra clamo (invoco); os vv.147 e 148 começam com o mesmo verbo (lit.) antecipo-me e antecipam-se, e juntos formam um período de 24 horas de oração e meditação; o v.149 esclarece que a oração não está baseada em compromissos humanos, mas no amor do Senhor; o vv.150 e 151 fazem um contraste entre duas extremidades e; o v.152 encerra a estrofe com a verdade da Palavra eterna do Deus eterno.

Assim, vamos estudar a estrofe em dois pontos: 1º) Perto do Senhor (em oração) – vv.145-148 e; 2º) O Senhor que está perto (Sua providência) – vv.149-152.

I. Perto do Senhor (em oração) – vv.145-148

Da vida de oração do salmista, expressa aqui, aprendemos três lições:

1. A oração é inseparável da vida obediênciav.145 – “... invoco... ouve-me... observo...” – “Sem um compromisso moral sério a intercessão é meramente egoísta”.[1]

2. A oração é inseparável da autonegaçãovv.146, 147a – “não que a nossa urgência torne a oração eficaz, mas na verdadeira oração existe um elemento de compromisso sacrificial”.[2]

3. A oração é inseparável da Palavra de Deusvv.147, 148 – Sem a Escritura, “não temos condições de saber o que esperar ou pedir”[3].

Quando se tem sede verdadeira de Deus, quando Ele e buscado de todo o coração, então, encontra-se o caminho para se estar frente a frente com Ele. “A oração sincera tem um objetivo e aqueles que se dedicam a orar desta maneira aguardam um resultado concreto. O Salmista busca a resposta de Deus porque todas as suas expectativas estão exclusivamente em Deus. O Salmista sabe que só poderá ser ouvido por Deus se ele mesmo estiver ouvindo a Deus [4].

II. O Senhor que está perto (Sua providência) – vv.149-152

1. v.149 – o salmista confia que Deus ouve suas orações por Sua bondade e que renova a sua vida pela Sua Palavra.

O Salmista descarta completamente a possibilidade de ser ouvido por méritos próprios. Ele confia na bondade de Deus. Quando Deus ouve uma oração baseada em Sua bondade Ele: ignora qualquer imperfeição que possa existir na oração; perdoa os pecados daquele que está orando; e garante a satisfação do pedido feito, mesmo que o ofertante da oração não mereça absolutamente nada.[5]

2. vv.150, 151 – os inimigos do salmista estão se aproximando dele com intenções malignas, porque se afastam da Palavra de Deus. Mas, ele, sabe que o Senhor está perto!

A palavra perto, aqui no v.151, está “ligada ao ‘resgatador’, o parente mais próximo.   O Senhor se comprometeu a ser o nosso parente mais próximo, aquele que quando estamos desamparados, assumi a responsabilidade pelo suprimento de todas as nossas necessidades”[6].

3. v.152 – o salmista conhece ao Deus eterno e imutável, por isso fez essa afirmação. Um Deus eterno e imutável tem e estabelece soberanamente Sua Palavra para sempre.

Concluindo – algumas perguntas para nossa reflexão e aplicação:

1)  Como está nossa vida de oração? Quanto tempo temos investido em oração? Qual é nossa atitude quando estamos orando?

2) Temos certeza que somente Deus é poderoso o suficiente para nos ajudar verdadeiramente?

3)  Quando oramos, descansamos no fato de que Deus nos ouve baseado exclusivamente em Sua bondade? (Rm 8.26).

4) Temos convicção e coragem de afirmar que o Deus eterno e imutável está perto de nós?

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – janeiro de 2013


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 863.
[2] Ibid., p. 863
[3] Ibid., p. 863.
[4] Meimaridis, Rev. Alexandros – Apostila de Exposição do Salmo 119, p. 48.
[5] Ibid., p. 48
[6] Carson, p. 863.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Encorajamento Restaurador (Consolador)


João 14.1-3

Em nosso estudo anterior vimos, em João 13.31-38, que o mandamento de Jesus de amar é novo ou inédito de cinco maneiras e revelam, também, as cinco prioridades que um discípulo deve ter em sua vida: 1) Ele é novo em proeminência; 2) Ele é novo no seu referencial; 3) Ele é novo em sua maneira de expressá-lo; 4) Ele é novo em sua exclusividade; e 5) Ele é novo em sua capacitação.

Hoje, em João 14.1-3, vamos estudar sobre o tema: Encorajamento Restaurador.

Após as surpreendentes e chocantes afirmações de Jesus, no capítulo 13, sobre o lava pés, o traidor, a falha de Pedro, a sua ida de volta para o Pai, “o maravilhoso conselheiro dirige-se para a cruz a fim de enfrentar o sofrimento e a morte”.[1]

Isso tudo, gerou, entre os discípulos, um clima de apreensão, tristeza e consternação. “Todas essas constatações e previsões perturbaram dramaticamente os discípulos, trazendo preocupações profundas aos seus corações”.[2]

Observando o contexto do momento, o próprio Jesus, em sua humanidade perfeita, declarou aos seus discípulos: “está angustiada a minha alma” (12.27). João ainda afirmou “angustiou-se Jesus em espírito” (13.21). Mas, Jesus, “absorvido pelas necessidades das pessoas que Deus lhe confiou”[3], conforta, exorta, instrui e ora por eles (14-17).

Diante disso, as lições que podemos tirar do texto são as seguintes: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3.

I. Desfrutar da eficaz consolação de Jesus – v.1

1. Aceitando a ordem de Jesus – “Não se turbe o vosso coração...” (v.1a) – Aqui temos um imperativo na língua grega, que poderia ser traduzido do seguinte modo: “parem de sentir-se perturbados”. Portanto, “sossegar o coração não é uma opção, mas uma determinação divina”.[4]

2. Crendo em Deus – “... credes em Deus...” (v.1b) – A palavra credes é um imperativo verbal que significa continuem crendo em mim, isto é, não desistam de crer em Deus. “A força e a coragem para permanecer na fé procedem da confiança que o Deus invisível está conosco (Dt 31.6)”[5].

3. Crendo em Jesus – “... crede também em mim.” (v.1c) – Ele queria dizer: assim como vocês creem em Deus que não podem ver, creiam em mim, mesmo quando eu me ausentar fisicamente.

A fé em Deus não pode estar divorciada da fé em Jesus. O ensino básico aqui é que a base do conforto emocional e espiritual para os seguidores de Jesus
é a fé simples e confiante.[6]

II. Confiar na promessa consoladora de Jesus – v.2

1. Promessa da casa do Pai – “Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (v.2a). Jesus prometeu aos seus discípulos uma morada na casa de seu Pai. A mais reconfortante promessa e consolo que se possa fazer a um coração atribulado.

2. Uma promessa infalível – “Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” (v.2b) (2Co 1.20)

3. Uma promessa de preparação – “Pois vou preparar-vos lugar” (v.2c) – Uma das fases da missão de Jesus foi ir primeiro ao céu para preparar acolhida para os seus discípulos de todos os tempos (Lc 22.30).

III. Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesus – v.3

1. Um lugar chamado céu – “E, quando eu for e vos preparar lugar...” (v.3a) – A Bíblia descreve o céu como um país perfeito por causa da sua vastidão, de paraíso perfeito por causa de sua beleza, de cidade perfeita por causa de seus habitantes, de reino perfeito por causa da sua estrutura organizacional. “Um lugar de relacionamentos perfeitos e acolhimento aprazível”.[7]

2. Um lugar para estar para sempre com Jesus – “... voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (v.3b) – Observe a sequência do texto: eu vou, eu voltarei, eu os receberei e nós estaremos juntos para sempre (2Ts 2.1).

3. A felicidade do céu é estar ali com Jesus, para sempre[8] – Jo 17.24; Fp 1.23. Estar com Jesus é algo incomparavelmente melhor do que tudo!

Concluindo

O encorajamento restaurador ou consolador de Jesus, bem como sua promessa do céu, proferidos no contexto da ideia de separação e depois da exortação para exercitarem a fé em Deus e naquele que haviam seguido até o momento, significa, portanto, que ele só será eficaz na vida daqueles que permanecem na fé, que são aqueles que desfrutarão do céu com Ele.

Lições que aprendemos do texto: 1ª) Desfrutar da eficaz consolação de Jesusv.1; 2ª) Confiar na promessa consoladora de Jesusv.2; e 3ª) Apreciar biblicamente o nosso lugar de consolo eterno com Jesusv.3.

Pr. Walter Almeida Jr.

CBL Limeira – Fevereiro de 2013





[1] Casimiro, Arival Dias. Estudos Bíblicos no Evangelho de João, Z3, p. 17.
[2] Lima, Josadak. O Padrão do Mestre, AD Santos, 2012, p. 52.
[3] Ibid., p. 52.
[4] Casimiro, p.18.
[5] Ibid., p. 18.
[6] Josadak, p.54.
[7] Casimiro, p. 18.
[8] Ibid., p.18.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Deus justo e a sua Palavra perfeita


Salmo 119.137-144

Em nosso estudo anterior vimos décima sétima estrofe do Salmo 119, 129-136, que começa com a décima sétima letra do alfabeto hebraico que significa boca. Esta letra era usada para indicar o numeral 80 e é normalmente transliterada como as letras P ou F em português, dependendo do caso. Nosso tema foi: A Palavra de Deus para a edificação plena e libertadora.

Hoje, nossa estrofe do Salmo 119 é 137-144, que começa com a décima oitava letra do alfabeto hebraico tsade e significa armadilha ou anzol. Esta letra era usada para indicar o numeral 90 e é normalmente transliterada como as letras com um som parecido com t+s em português.

Nosso tema de hoje é “O Deus justo e a sua Palavra perfeita”.

De modo geral a estrofe mostra que Deus “se expressa e se torna conhecido de modo perfeito e eterno em sua Palavra”[1]. Deus é justo (137) e sua Palavra expressa a sua justiça (144); os testemunhos divinos são estabelecidos com justiça (138, 142). A união entre os dois é perfeita.

Assim vamos estudar a estrofe em quatro pontos: 1º) A palavra perfeita expressa o Senhor justo e fidedigno – vv.137, 138; 2º) A palavra perfeita cativa o servo do Senhor – vv.139, 140; 3º) A palavra perfeita ocupa a mente do servo do Senhor – vv.141, 142; 4º) A palavra perfeita traz vida ao servo do Senhor – vv.143, 144.

I. A palavra perfeita expressa o Senhor justo e fidedigno – vv.137, 138

1. v.137 – A justiça de Deus é a sua perfeição, pela qual ele se manifesta ativamente contra todo o pecado e mostra que é totalmente santo. (Conf.: Sofonias 3.1-5)
a. A justiça de Deus também “significa que ele é justo na aplicação da sua Lei. Ele não mostra favoritismo ou parcialidade”[2]. (Conf.: Salmo 11.4-7)
b. Ele é justo na punição dos pecadores – Dn 9.12, 14; Sl 5.4-6; 2Co 12.5, 6; Ap 16.5, 6.
c. Ele é justo no perdoar os pecados confessados – 1Jo 1.9.

2. v.138 – Deus revela sua vontade que é justa e fiel para a humanidade, através da sua perfeita Palavra.

II. A palavra perfeita cativa o servo do Senhor – vv.139, 140

1. v.139 – no confronto diário com os ímpios que se esquecem da Palavra de Deus, o salmista se mantém firme no seu zelo pela revelação do Senhor.

2. v.140 – A Palavra, extraordinariamente refinada, cativa o coração do servo do Senhor e o estimula a amá-la mais ainda.

III. A palavra perfeita ocupa a mente do servo do Senhor – vv.141, 142

1. v.141 – não é o que tem ou a sua posição na sociedade que ocupa a mente do salmista, mas sim a puríssima Palavra de Deus.

2. v.142 – Deus não muda, por isso sua justiça é eterna. Sua justiça proclamada por sua Palavra é a verdade absoluta.

IV. A palavra perfeita traz vida ao servo do Senhor – vv.143, 144

1. v.143 – a qualidade de vida do servo do Senhor por ser ameaçada pelas adversidades e as pressões do cotidiano, mas a Palavra do Senhor é um refrigério para ele em tas situações.

2. v.144 –  o salmista, certo de que a Palavra de Deus, pela qual Deus estabelece a Sua justiça eterna, ora para que receba Dele discernimento “porque este é o caminho para a vida de verdade”.[3]

Concluindo

A Palavra de Deus, em dois textos, expressa muito bem a justiça divina em relação ao salvo e ao não salvo:

ð Salmo 37.28 – Pois o SENHOR ama a justiça e não desampara os seus santos; serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada.

ð Romanos 3.23-26 – Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.

Deus tem manifestado de forma prática a sua retidão e justiça em seu relacionamento com os homens sejam eles justos ou injustos. E isto está muito claro em sua Palavra.

Pr. Walter Almeida Jr.
CBL Limeira – Janeiro de 2013


[1] Carson, D. A. – Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, 2009, p. 863.
[2] Erickson, Millard J. – Introdução a Teologia Sistemática, Vida Nova, 2008, p. 120.
[3] Carson, p. 863.