terça-feira, 7 de agosto de 2012

Deus é Firme


Jonas 1

Introdução

Desde o nosso nascimento o ser humano tem a semente da religião da noção da existência de Deus. Isso significa que Deus criou o homem com a capacidade de conhecê-lo e de se relacionar com ele. Por isso Deus se revelou ao homem de três formas:

Através das obras da criação;
Através da condução da história e;
Através da Bíblia Sagrada, sua revelação escrita!

Na sua revelação escrita ao homem, a Bíblia, Deus revela o seu ser através de seus atributos. Atributos são qualidades, propriedades, virtudes ou características próprias de uma pessoa. Vou chamar, durante essa série de pregações bíblicas, atributos de Deus de qualidades de Deus.

Então, as qualidades de Deus revelam não somente quem e como ele é, mas também como ele se relaciona conosco. Escute o que diz a Bíblia:

1 João 4.8 – Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Deus não tem apenas amor, ele é o amor! Assim também é com todas as outras qualidades inerentes à sua natureza.

Uma coisa tem que ficar clara para nós sobre as qualidades de Deus: nenhuma classificação feita pelo homem será perfeita e completa quando se trata de qualidades divinas. Deus sempre excederá nossos esforços para compreendê-lo e descrevê-lo. Escute o que dizem os seguintes textos:

Eclesiastes 3.11 – Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.

Romanos 11.33, 34 – Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?

Jó 36.26 – Eis que Deus é grande, e não o podemos compreender; o número dos seus anos não se pode calcular.

Isaías 40.28 – Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.

Mas, apesar de saber que nossa classificação das qualidades de Deus é imperfeita e incompleta, não há duvida de que ela nos ajuda a entender melhor o nosso grande Deus! E as Escrituras Sagradas nos estimulam a buscar esse conhecimento:

Daniel 11.32 – ... mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.

Oséias 6.3 – Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR...

A classificação, que acredito ser, mais adequada é a que divide as qualidades de Deus em qualidades incomunicáveis e qualidades comunicáveis.

Qualidades Incomunicáveis

São aquelas que revelam características que somente Deus possui e, portanto, apontam para o seu caráter Absoluto e Supremo sobre todas as coisas. Recebem esse nome porque são virtudes que não são comunicadas ou transmitidas por Deus à natureza humana. Escute o que diz a Bíblia:

1 Timóteo 1.17 – Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!

Judas v.25 – ... ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!

Qualidades Comunicáveis

São assim chamadas porque ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança, aprouve a Deus comunicar-lhes ou transmitir-lhes essas qualidades, embora em medida infinitamente menor. Escute o que diz a Confissão de Fé de Westminster sobre isso: Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem... (CFW IV.2)

Quando uma pessoa vem a Cristo e o recebe como único e suficiente Salvador, observamos a reciprocidade entre as qualidades comunicáveis de Deus e as qualidades correspondentes no ser humano. Escute a Bíblia:

1 João 4.19 – Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

Conhecer a natureza e as qualidades de Deus é o primeiro passo para termos um relacionamento mais rico e frutífero com ele. Essa, certamente tem sido a experiência de muitos cristãos em todas as épocas e lugares.

O livro do profeta Jonas faz parte da Bíblia do Antigo Testamento e está entre a categoria de livros proféticos. Há dois tipos de livros proféticos no AT: 1) Os Profetas Maiores (5) – Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel; 2) Profetas Menores (12) – Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

Este livro recebe o nome de seu personagem principal, Jonas, que quer dizer “pombo”, de quem o livro diz que é filho de Amitai – v.1. Jonas só é mencionado outra vez no AT em 2 Reis 14.24-28. De acordo com este texto, uma profecia, entende-se que Jonas exerceu seu ministério no Reino do Norte de Israel. Os acontecimentos registrados no livro datam de 750 a.C.

O profeta Jonas é bastante conhecido pelo fato de Jesus o tê-lo citado, e assim reafirmado que a sua vida e ministério foram um fato histórico – Mateus 12.39-41.

Jonas pode ser estudado de diversos pontos de vista: 1) Biográfico – traçando um perfil do profeta; 2) Histórico – enfatizando os fatos e sua contribuição histórica para o povo de Israelita; 3) Textual – observando-se a narrativa em seqüência lógica e cronológica.

Geralmente quando estudamos um livro da Bíblia, fazemos esperamos uma promessa de Deus para a nossa vida. Mas, na verdade, o nosso propósito ao estudar a Palavra de Deus, não deve ser encontrar algo para nós, mas sim descobrir algo sobre o nosso Deus. Esse algo sobre Deus pode ser: 1º) Uma verdade antiga que nos volta como novidade; 2º) Uma verdade nova que nunca vimos antes; ou 3º) Uma verdade que precisamos ver e entender mais claramente.

Então, ao expormos o livro do profeta Jonas, nos três domingos em que estaremos aqui, a partir de hoje, vamos fazê-lo com o propósito de compreendermos mais sobre a Pessoa do nosso Grande e Maravilhoso Deus. Assim, creio que, sabendo mais sobre Deus, poderemos aprender mais sobre nós mesmos e o que Deus quer que sejamos.

Esse livro é primeiramente um livro sobre Deus e não sobre um profeta, ou um peixe ou uma nação. Vamos, agora, observar o que ele ensina  sobre Deus em cada um de seus capítulos?

1º) O capítulo 1 ensina que Deus é firme – Ele tem um propósito especial para a humanidade e para cada pessoa em particular. Deus é firme na realização da sua vontade.

2º) No capítulo 2 ensina que Deus está presente – Ele, em sua firmeza, se mostra presente em todas as situações no estabelecimento de sua vontade.

3º) Os capítulo 3 e 4 ensinam que Deus é poderoso e paciente – o arrependimento e a conversão de toda a cidade de Nínive é uma manifestação extraordinária do poder de Deus. E a maneira paciente de Deus tratar o profeta Jonas mostra sua maravilhosa longanimidade!

Podemos confiar completamente nEle para a realização dos seus propósitos, pois é firme, presente, poderoso e paciente. A firmeza, a presença, o poder e a paciência de Deus são, portanto, qualidades divinas que encontramos nós quatro capítulos de Jonas, um em cada capítulo em particular.

Hoje, no primeiro capítulo de Jonas, vamos observar a firmeza divina ao lidar com o profeta. O dicionário Aurélio define a firmeza como a qualidade do que é firme, fixidez, estabilidade, solidez, constância, persistência, resolução, decisão. Uma pessoa firme é uma pessoa estável, solida, constante, persistente, resoluta e decidida no que faz. Então, ter firmeza é ser constante, perseverar, continuar, prosseguir...

Nosso tema de hoje é: Deus é Firme – Ele tem um propósito especial para a humanidade e para cada pessoa em particular. Deus é firme na realização da sua vontade.

I. Deus é Firme na comunicação da sua Palavra – v.1, 2

1. Deus é bem específico em sua abordagem

a.     v.1 – Veio a Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo... Esta expressão – veio a palavra do Senhor – aparece 112 vazes no AT e descrever a revelação de uma mensagem divina ao profeta.

2. Deus é claro na comunicação da sua palavraele sempre diz porque, quando,  o que e onde!

a.     v.2aDispõe-te, vai à grande cidade de Nínive... – O desafio do chamado era complicado para Jonas, pelo fato de Nínive ser a capital do reino da Assíria, que considerava Israel (e também Judá) como estado vassalo.

b.     v.2b – ... e clama contra ela... – Jonas tinha a tarefa de clamar contra os pecados da cidade. A ‘malícia’, aqui citada, é semelhante ao pecado de Sodoma e Gomorra, e pode ser ampliada e especificada como: homossexualismo, injustiça, adultério, mentira, incitamento à maldade, orgulho, vida fácil, despreocupação com os pobres, etc.

c.      Deus sempre foi específico e claro em comunicar a sua vontade através da sua Palavra à humanidade:

Desde o início, com Adão – Genesis 2.15-17
Na história do seu povo no AT – Josué 24.14, 15
Hebreus 1.1, 2 – Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
O que o Filho Jesus falou? – Marcos 16.15
Porque? Romanos 3.23, 6.23
O que ele espera? Deus... que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. (1 Timóteo 2.4) 

II. Deus é Firme em sua ação em favor da humanidade– v.3-16

1. v.3 – a tentativa de fuga do profeta Jonas mostra, metaforicamente, o homem em sua tentativa de fugir de sua responsabilidade diante de Deus e de sua Palavra.

a.     Nessa tentativa de fugir de sua responsabilidade, o profeta, arcou com todos os custos e consequências de sua escolha – v.3b “... pagou, pois, a sua passagem e embarcou...”.

b.     Para onde Jonas estava fugindo? ... para longe da presença do Senhor.

c.      Nossa humanidade está longe de Deus – Isaías 59.2 – Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

2. v.4-11 – Deus, então, age em favor da humanidade caída!

a.     v.4 – Age como o Senhor, com controle sobre as forças da natureza!

b.     v.5-7 – Age para revelar idolatria humana!

c.      v.8, 9 – Age para se revelar como Senhor, Deus do céu, que fez o mar e a terra.

d.     v.10, 11 – Age para trazer temor ao coração e busca por salvação!

3. v.12-16 – A ação firme de Deus a favor da recuperação do profeta e para a salvação dos homens resulta em:

a.     v.12, 13 – no reconhecimento da real situação da vida do profeta e dos marinheiros!

b.     v.14-16 – na entrega da vida do profeta e dos marinheiros nas mãos de Deus.

Conclusão

Na Bíblia, a vontade expressa de Deus é a redenção da humanidade, isto é, a salvação da humanidade de seus pecados. Para isso Deus preparou um plano especial. O Plano da Salvação. Em toda a Bíblia, Ele, comunica o seu plano e age firmemente no seu propósito salvador.

Aqui vimos sua firmeza em comunicar a sua palavra e agir pela salvação da vida daqueles marinheiros e da cidade de Nínive. A vida do profeta Jonas é apenas o instrumento que Deus usa para comunicar a sua verdade e a sua ação efetiva no cumprimento de seu plano salvador.

Hoje, da mesma maneira, Deus usa a minha vida e a da Igreja Batista Livre, aqui em Marincek, para comunicar a sua vontade e ação em favor da salvação da sua alma, pelo sacrifício de Jesus Cristo, o filho de Deus, na cruz do calvário.

Agora, se você está ouvindo a voz de Deus lhe chamando não endureça o seu coração, mas venha e clame a Ele por salvação. Como você pode fazer isso? Ele mesmo diz, na Bíblia, na Carta aos Romanos 10.8-13:

A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
 
Pr. Walter Almeida Jr.
PIBLI Limeira
(Mensagem pregada na IBL Marincek em Ribeira Preto - 05/08/12)
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Bibliografia

Bíblia Anotada - Charles C. Ryrie - ARA - SBB e Mundo Cristão
Bíblia de Estudo MacArthur - ARA - SBB
Comentários Expositivos Hagnos - Jonas - Hernandes Dias Lopes - Hagnos
Os Problemas de um Obreiro de Crianças e a Solução de Deus - APEC

Marcas do Verdadeiro Cristianismo


Filemom 4-7

Introdução

No estudo anterior, na introdução ao estudo, vimos o seguinte:

1)    Que segundo Carlos Oswaldo Pinto em seu livro Foco e Desenvolvimento no Novo Testamento, o propósito de Filemom é “encorajar a aplicação completa do princípio da igualdade dos irmãos em Cristo por meio do perdão de Onésimo, o escravo, por Filemom, um senhor de escravos”.

2)    Que ela é, na verdade, uma das cartas pessoais de Paulo e foi chamada de “a obra prima da arte de escrever cartas”. Foi escrita por volta de 62 (61) d.C. quando Paulo estava em sua primeira prisão em Roma. Outras cartas escritas neste período foram: Efésios, Filipenses e Colossenses.

3)    Possivelmente, Filemom, juntamente com Arquipo eram líderes (anciãos) da igreja em Colossos. O que se vê na carta, também, é que Filemom colocava a sua casa a disposição da igreja – (v.2)... e à igreja que está em tua casa...

4)    O assunto principal da carta é um escravo chamado Onésimo, nome grego comum que significa útil. Ele era escravo de Filemom e tinha fugido de casa, possivelmente roubando alguma coisa, ou, tinha fugido por roubar algo (v.18, 19), o que lhe custaria a vida, segundo as leis romanas.

Na exposição do texto vimos:

1)    Que no v.1 Paulo vê: Jesus acima de si, Filemom diante de si e Timóteo ao seu lado.
2)    No v.2 quem era Áfia, Arquipo e a Igreja em Colossenses.
3)    E no final, no v.3, graça e paz – charis shalom!

Hoje, vamos expor o texto com o tema:
Marcas do Verdadeiro Cristianismo

I. Dou graças ao meu Deus, lembrando-me, sempre, de ti nas minhas orações... (v.4)

1.     Lembrança que leva a oração – esse poderia ser o tema desse versículo!

2.     Paulo não se lembrava de Filemom de vez em quando, mas como ele mesmo afirma: “... lembrando-me, sempre, de ti...”.

3.     Assim como Paulo, não devemos deixar que as circunstâncias da nossa vida cotidiana atrapalhem nossa vida de oração!

4.     Leia e medite comigo em Filipenses 4.6 – Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

5.     Vemos aqui que Paulo agradecia a Deus por Filemom e isso nos ensina que: a) Paulo se ocupava intimamente com seus colaboradores e; b) Paulo conseguia alegra-se com seus irmãos em Cristo que estavam realizando a obra de Deus. Observe o que ele diz em Romanos 12.15 – Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.

6.     Três perguntas para reflexão: 1ª) Somos pessoas que se alegram com o sucesso de outras pessoas e louvamos a Deus por isso? 2ª) Somos pessoas que se preocupam intimamente com outras pessoas a ponto de intercedermos por elas? 3ª)  Somos o tipo de pessoa pelo qual os outros quando se lembram de nós louvam a Deus?

II. ... estando ciente do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e todos os santos... (v.5)

Quando Paulo se lembrava de Filemom, de que ele se lembrava nele? Amor e fé!

Isso indica que a fé de Filemom produzia o fruto do amor!  A fé desse homem não era uma fé qualquer, mas sua fé era em Jesus e seu amor, também não era um amor qualquer, mas amor por todos os santos.


Uma coisa a notar aqui é que Paulo coloca o amor antes da fé,
diferente do que faz em outras cartas, observe comigo:

Efésios 1.15 – Por isso, também eu, tendo ouvido da fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos...

Colossenses 1.3, 4 – Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós, desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos...

Assim Paulo quis dizer que: As pessoas viam, sentiam e experimentavam o seu amor e sabiam: esse homem tem uma fé profunda em Jesus Cristo.

Leia e pense comigo o que Lucas falou a respeito de Jesus em Atos 1.1: Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar...

Amados, devemos considerar esse ensino de modo muito especial e procurar viver nossa fé de modo prático, como nos é ensinado em:

1 João 3.18 – Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

Tiago 1.22-25 – (22) Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (23) Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; (24) pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. (25) Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

III. ... para que a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo. (6)

As marcas do verdadeiro cristianismo não são apenas uma vida de oração e a pratica da fé pelo amor, mas inclui também a comunhão da fé eficiente que leva ao pleno conhecimento de todo o bem que há em nós, para com Cristo. Amados, essa nossa comunhão da fé começa com Deus! Observe comigo alguns textos:

ð 1 João 1.3 – ... o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.

Atos 2.42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.

1 Coríntios 1.9 – Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

1 Coríntios 10.16 – Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?

1 João 1.6 – Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade.

1 João 1.7 – Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

2 Coríntios 6.14 – Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

... para com Cristo. (v.6b) – demonstra que devemos viver nossa vida a partir de Jesus e em direção a Ele, como está escrito em:

Hebreus 12.2 –... olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Romanos 11.36 – Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!

IV. Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio. (v.7)

1.     Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor... (v.7a) – o amor de Filemom trouxe grande alegria e conforto a Paulo na prisão em Roma. Que amor é esse? É o amor de Deus, mas no fruto do Espírito – Gálatas 5.22, 23 – Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Observemos outros textos:

1 Coríntios 13.13 – Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

Mateus 22.36-40 – Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

1 João 4.20, 21 – Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.
 
2.     ... porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio. (v.7b)

A palavra grega traduzida por reanimado no v.7 é a mesma usada por Jesus em Mateus 11.28 – Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

Amados irmãos devemos estas cientes e ter consciência de que o nosso modo de viver sempre influenciará as outras pessoas – ou para o bem ou para o mal!

Por isso devemos observar o que João diz: ... aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. 1 João 2.6 

Conclusão

Então as marcas do verdadeiro cristianismo são:

Vida de Oração,
Pratica da Fé pelo Amor,
Comunhão de Fé Eficaz e
Vida cristã prática!

Pr. Walter Almeida Jr.
PIBLI Limeira
Estudo para EBD na IBL Marincek em Ribeira Preto - Agosto 2012)
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Bibliografia

Bíblia de Estudo MacArthur - ARA - SBB
Estudo da Epístola a Filemom - Norbert Lieth - Actual Edições

Jesus é Digno de toda a Honra


João 12.1-36

Introdução

Na primeira mensagem que preguei aqui na igreja falei sobre um assunto bem pratico: “Quem somos como pessoas alcançadas pela Graça de Deus” – 1 Coríntios 11.1-11. Na segunda vez fui extremamente técnico falando sobre o tema “Os Frutos de Uma Plantação Bem Sucedida” – Atos 17.1-10; 1 Tessalonicenses. Hoje, quero ser mais evangélico, ou seja, falar em um texto do Evangelho de João.

O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, quando escrito originalmente recebeu o nome de Segundo João, assim como os outros três evangelhos. O termo Evangelho foi acrescentado posteriormente.

O propósito do Evangelho Segundo João está claro e ele é o segundo Evangelho, o outro é Lucas, que tem uma afirmação precisa do objetivo do autor. Em João 20.30, 31 está escrito:

Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo,
tenhais vida em seu nome.

O Evangelho Segundo João tem 21 capítulos e foi organizado em torno de oito sinais ou provas que reforçam a verdadeira identidade de Jesus, ou seja, Deus-Homem encarnado, onde as naturezas divina e humana estavam em perfeita harmonia.

Onze capítulos formam a primeira parte e dez a segunda. Nos primeiros onze, João enfatiza o ministério público do Senhor Jesus – seus discursos e seus milagres nos sete sinais que apresenta.

Na segunda parte, a partir do capítulo 12, João se concentra na vida de Jesus em seu círculo de amizade mais íntimo, ou seja, com seus seguidores ou discípulos.

O capítulo 12 registra o final do ministério público de Jesus. Ele vai para Jerusalém, passando por Betânia. O seu destino é a cruz e depois a glória. Mas antes da sua paixão – humilhação e morte – Ele é honrado com um jantar e com uma unção em Betânia – 12.1-10; Ele é aclamado triunfalmente em Jerusalém – 12.11-19; Ele é honrado pelos gregos que desejam conhecê-lo pessoalmente – 12.20-36; e Ele é honrado por aqueles que creem nele – 12.37-50.

I. Como Jesus foi honrado em Betânia? (12.1-11)

Observamos aqui lições importantes que mostram como Jesus foi honrado com um jantar e uma unção em Betânia.

1ª) Por um ato espontâneo (voluntário)
2ª) Por um ato de excelência
3ª) Por um ato de amor sacrificial
4ª) Por um ato oportuno

Uma coisa que observamos aqui também, é a reação hipócrita de Judas em seu discurso – v.4-6.

O que aprendemos:
Devemos honrar a Jesus nas pequenas e
nas grandes coisas em nossa vida!

II. Como Jesus foi aclamado (honrado) triunfalmente em Jerusalém? (12.12-19)

1º) Honrado como Rei Salvador – v.13a – Hosana palavra que significa “salve agora” ou “nós te imploramos, ó Deus, salva-nos agora”.

2º) Honrado como o Messias prometido pelas Escrituras – v.13b – O povo cantava o Salmo 118.26: “Bendito é o que vem em nome do Senhor”. Jesus é o enviado bendito!

3º) Honrado com Rei da Paz – v.14, 15 – Cumprindo a profecia de Zacarias 9.9, Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho. Jesus é o Rei da paz, manso e humilde.


O que aprendemos aqui:
Não devemos temer honrar Jesus publicamente. Deve ser motivo de honra louvar a Jesus e anuncia-lo publicamente!

III. Como Jesus é honrado por Gregos que queriam conhecê-lo pessoalmente? (12.20-36)

1º) Ouvindo a mensagem da cruz – v. 23, 24;

2º) Ouvindo a mensagem do discipulado – v. 25, 26;

3º) Ouvindo a voz de Deus – v.27, 28;

4º) Ouvindo que a missão de Jesus é universal – v.29-33.

O que aprendemos aqui:
Uma maneira de honrar a Jesus em nossa vida pessoal é desejando e buscando conhecê-lo melhor e cada vez mais!

IV. Como Jesus é honrado por aqueles que creem nele – v.34-36

Os ouvintes de Jesus, na época, não entendiam a necessidade do sacrifício de Jesus na cruz, pois eles aprenderam, em sua religião, que o Cristo seria eterno e jamais morreria – v.34. Em sua resposta amorosa a esse questionamento, Jesus, ensina três coisas importantes:

1ª) Ele é a luz que veio ao mundo trazendo vida, salvação, santidade e direção – v.35a. Jesus é honrado aqui quando aqueles que creem nele recebem sua vida, sua salvação e vivem em santidade guiados por ele.

2ª) Viver sem Ele (Jesus) neste mundo é andar em trevas e viver na ignorância espiritual – v35b. Jesus é honrado aqui quando aqueles que creem nele vivem neste mundo pela luz do seu ensinamento.

3ª) Todo aquele que crer em Jesus, torna-se um filho da luz, ou seja, um filho de Deus – v.36. Jesus é honrado aqui quando aqueles que creem nele são verdadeiramente seus filhos em palavras, atitudes e ações.

Conclusão

Como honramos a Jesus, hoje, de forma prática:

1.     Reconhecendo que Ele é quem nos abençoa nas pequenas e nas grandes coisas desta vida!
2.     Manifestando a nossa fé publicamente, sem temor!
3.     Desejando e buscando conhecê-lo melhor e cada vez mais!
4.     Vivendo em santidade – por palavras, atitudes e ações!


Pr. Walter Almeida Jr.
PIBLI Limeira
(Mensagem pregada na PIBLIC em 29/07/12)
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Bibliografia

Biblia de Estudo MacArthur - ARA - SBB
Lição Estudos Bíblicos - Evangelho de João - Z3 Editora

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Jesus Oferece Grandes Benefícios em Marcos 2


Marcos 2.1-12
Primeiro Benefício: Perdão de Pecados

Introdução

O texto que lemos é parte do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Marcos é um personagem do Novo Testamento da Bíblia, chamado de João Marcos, que era filho de uma mulher chamada Maria e primo ou sobrinho de Barnabé, aquele discípulo de Jesus que acompanhou o apóstolo Paulo no início de sua fé e participou em sua primeira viagem missionária. Marcos também fez parte da primeira viagem missionária com Barnabé e Paulo.

Considerando ele a sua situação, resolveu ir à casa de Maria,
mãe de João, cognominado Marcos, onde muitas pessoas
estavam congregadas e oravam.
Atos 12.12

Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão, voltaram de Jerusalém,
levando também consigo a João, apelidado Marcos.
Atos 12.25

Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé (sobre quem recebestes instruções; se ele for ter convosco, acolhei-o),
  Colossenses 4.10

Marcos escreveu o evangelho com o objetivo de evangelizar os romanos, mostrando-lhes que Jesus é o Filho de Deus, que se fez homem, para resgatar os pecadores.

O texto chave de Marcos é: Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Marcos 10.45)

Esse evangelho é objetivo, por isso é o mais curto dos quatro evangelhos do Novo Testamento, com 16 capítulos e 661 versículos. A sua ênfase é na ação de Jesus e a sua palavra predileta é imediatamente, utilizada mais de quarenta vezes.

Marcos se concentra nas realizações miraculosas de Jesus e na sua obra salvadora. Ele quer que seus leitores entendam duas coisas: (1ª) que Jesus é o Filho de Deus – Marcos 1.1; 15.19 e; (2ª) que Jesus é o Filho do Homem, o servo sofredor – Marcos 10.45. Ele apresenta tanto a divindade como a humanidade de Jesus Cristo.

O Evangelho em seu primeiro versículo começa com uma afirmação, na verdade é uma frase que intitula a obra: Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. (Marcos 1.1) Aqui temos declarado três verdades (1ª) O evangelho é uma boa notícia que traz salvação para os pecadores; (2ª) O conteúdo do evangelho é Jesus Cristo. A boa notícia é o próprio Jesus, o Salvador; e (3ª) A origem do evangelho é divina. Ele é o evangelho de Deus.

Agora, quando lemos os primeiros doze versículos do segundo capitulo desse evangelho, uma pergunta parece óbvia: Qual a vantagem espiritual que o cristianismo tem para oferecer às pessoas? Nos, como pessoas responderíamos naturalmente o seguinte:

  • O cristianismo incentiva o amor entre as pessoas;
  • O cristianismo contribui para a preservação da família;
  • O cristianismo motiva a responsabilidade social;
  • O cristianismo promove a educação formal e produz uma espécie de felicidade religiosa.

Quantas coisas mais poderíamos afirmar sobre os beneficio do cristianismo? Acredito, que deste ponto de vista sociológico, muitas coisas, assim como muitas outras religiões também oferecem algo semelhante.

Mas, a Bíblia através da vida e missão de Jesus Cristo, mostra o maior benefício que só o evangelho cristão tem para oferecer ao ser humano – perdão de Deus para os seus pecados e salvação, isto é, vida eterna.

É justamente esse o primeiro benefício que Jesus oferece neste início de capítulo 2. Pois, nos restante ele oferece também: v.13-17 – O chamado para uma nova vida e; 2.18-3.6 – Libertação da opressão religiosa.

Hoje, quero falar sobre o primeiro benefício oferecido por Jesus aqui: Perdão de Pecados!

I. Primeiro Benefício – Ele Perdoa Pecados

Após sua viagem pela região da Galileia, Jesus volta para Cafarnaum, cidade que escolheu para morar e fazer sua base do ministério público.

Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum,
e logo correu que ele estava em casa. (v.1)

As pessoas buscavam a Jesus motivadas por vários interesses – (v.2) Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra.

O texto é claro, estando Jesus em casa e uma multidão à porta   anunciava-lhes a palavra. A Bíblia diz que ... assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. (Romanos 10.17) Essa fé que vem por ouvir a pregação de Cristo levou quatro homens a tomarem uma decisão de fé: conduzir um paralítico a onde Jesus estava. (v.3-4)

v.5-12 – narrar o fato de forma contextualizada!

Aqui temos três lições ilustradas por três personagens:

1ª) O paralíticorepresenta a nossa condição de pecadores, paralisados espiritualmente, e totalmente incapazes de ir até JesusRomanos 3.9-18.

2ª) Os amigos do paralítico representam os meios que Deus usa para levar alguém até eleJoão 6.44Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.”

3ª) Jesusnão a penas representa Deus, mas ele é o Filho de Deus e o único que pode perdoar os pecados da humanidade.
  • Miqueias 7.18Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
  • Lucas 7.49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?
v. 5Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.

Temos aqui uma cura espiritual e o esclarecimento de que as bênçãos espirituais são mais elevadas do que as físicas e materiais. A cura aqui é o perdão oferecido com base no próprio sacrifício de Jesus Cristo.

Conclusão

A pessoa e o poder de Jesus produziram grande temor, levando as pessoas a dizerem: Jamais vimos coisa assim!

Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!
v.12

Quais os prodígios que eles viram ali?  

  1. Jesus perdoando o pecado com uma palavra – v.5; 
  2. Jesus vendo o que se passa no coração das pessoas, seus pensamentos – v.8; 
  3.  Jesus fazendo um homem carregar o leito que o trouxera na condição de paralítico – v.12
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Extraído e Adaptado da Revista Exposição Bíblica - Viver e Servir - Estudos Expositivos em Marcos - Z3 Editora - fev/2011.